Comentando discografias: Metallica – Parte 5: Suicídio e redenção

Os anos 90 trouxeram tantas mudanças drásticas para o rock, que os anos 2000 se iniciaram com uma vontade de reviver os velhos tempos. Com isso, bandas ressurgiram das cinzas com suas formações clássicas e um som nostálgico, mas renovado e estouraram como não faziam desde os anos 80. No entanto, se os anos 00 começaram com uma nova consagração para bandas veteranas e o nascimento de tantas outras bandas pesadas, para o Metallica, foi o fundo do poço.

A popularidade da banda foi para o espaço com diversas polêmicas e os integrantes sofreram com problemas pessoais e entre si. O resultado de tudo isso foi um álbum igualmente problemático e caótico, que refletia uma banda que estava se auto-destruindo. Era hora de juntar os pedaços, resgatar o passado e aprender com o presente… para reescrever o futuro.

Continuar lendo

Anúncios

Comentando discografias: Metallica – Parte 4: Nostalgia, ambição e o novo século

Os anos 90, juntamente com o século XX, ia chegando ao fim e o Metallica  era oficialmente a única banda da década anterior que tinha passado por cima de tudo que o rock trouxe de novo. Claro que para isso, abraçaram todas as novidades, chegando até a serem os headliners do Lollapalooza 96 (e agora que os brasileiros conhecem o festival podem ter uma ideia do quanto isso deve ter sido estranho) nos EUA. No entanto, era uma vitória triste para eles: de repente, a banda que lutou contra todos os excessos do rock estava rendida a todos eles, em todos os aspectos.

A transição para o século XXI não traria novidades e seria marcada por uma bem-vinda visita ao passado, relembrando das bandas que os inspiraram e o maior e mais ambicioso projeto da carreira deles até hoje.

Continuar lendo

Comentando discografias: Metallica – Parte 3: Tempos estranhos…

tumblr_li4o9l0lLI1qbqb1do1_500Em 1991, o Metallica chegou ao topo com o seu álbum homônimo. Sua tentativa de largar a complexidade adquirida no final dos anos 80 para abraçar um lado mais comercial e sobreviver ao grunge foi certeira. Mais admirável ainda foi o fato de terem conseguido manter sua essência nesse processo. No entanto, já nos anos 90 a indústria da música mostrava como estava para se tornar completamente inconstante e o grunge afundou tão rápido quanto estourou (o Pearl Jam foi a única banda do gênero a se manter relevante por todos esses anos).

Os estilos bem definidos começavam a desaparecer e as bandas que surgiam começavam a fazer músicas que não obedeciam a um rótulo específico. E para o completo desespero dos fãs de heavy metal, o Metallica ia seguir de forma mais firme nas tendências do rock para se manter no topo. A partir de agora, as coisas começavam a ficar estranhas… de verdade.

Continuar lendo

Comentando discografias: Metallica – Parte 2: Chegando no topo

Depois de fazerem história nos anos 80, o Metallica se viu numa encruzilhada: eles podiam continuar onde estavam, fazendo mais um álbum no mesmo estilo do que já estavam fazendo ou podiam tentar se reinventar. No fim, a banda preferiu seguir pela segunda opção, mas com uma estratégia completamente inusitada: ignorando todas as suas principais ideologias estabelecidas no início da carreira, o quarteto resolveu apostar no que sempre repudiaram publicamente: O apelo comercial.

A mudança de rumo transformou eles em uma das bandas mais famosas do mundo, mas não exatamente uma das mais amadas. Mas antes de começarem a causar polêmicas com músicas que lembravam tudo, menos Metallica, eles conseguiram acertar em cheio…

Continuar lendo

Comentando discografias: Metallica – Parte 1… Surgimento e consagração

Já faz um tempo que estou querendo colocar em prática essa ideia de comentar sobre as discografias das minhas bandas favoritas e aproveitando até esse longo – e por um tempo pensei até que poderia ser definitivo – sumiço, já retorno com essa novidade que, se tudo der certo, espero manter regularmente por aqui. E não podia começar com outra senão a minha banda favorita, que apesar da longa carreira, tem uma discografia curta, que refletiu perfeitamente todos os altos e baixos que o quarteto passou.

Com 8 álbuns de estúdio, um de covers e um com o histórico show com a Orquestra Filarmônica de San Francisco (o que segundo a própria banda, é a discografia oficial)… essa é a carreira de James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Cliff Burton, substituído por Jason Newsted (após a morte de Burton) e depois por Robert Trujillo. Esse é o Metallica.

Continuar lendo

Resenha – Show: Scorpions (Credicard Hall – 21/09/2012)

Bandas de rock que alcançam o sucesso mundial e emplacam sucessos que ficam marcados na música sempre seguem um desses dois caminhos: elas aproveitam o sucesso ao máximo no momento que acontece e depois de uns anos, caem no ostracismo… ou usam o que conquistaram naquele momento para se tornarem lendas e se imortalizarem no rock. E na última semana, São Paulo viu o que é o show de uma banda que segue pelo segundo caminho. Continuar lendo

Retrospectiva 2011 – Música: Os melhores álbuns que ouvi este ano – Parte 2

Ontem você conferiu aqui a primeira parte dos melhores álbuns do ano segundo este que vos escreve. Foster the People, Red Hot Chili Peppers, Fleet Foxes, Arctic Monkeys e Beady Eye começaram a lista. E hoje você confere a segunda parte dela, com os cinco melhores álbuns que ouvi em 2011. Cada um tem sua força, seu impacto e cada um foi ouvido no mínimo duas mil vezes por mim, o que explica bem os seus lugares na lista. O primeiro lugar, levando em consideração listas desse tipo no mundo inteiro, não poderia ter sido outro… bem, confira aí e não deixe de fazer sua própria lista (e opinar sobre essa) nos comentários!

Continuar lendo