Resenha – Show: Scorpions (Credicard Hall – 21/09/2012)

Bandas de rock que alcançam o sucesso mundial e emplacam sucessos que ficam marcados na música sempre seguem um desses dois caminhos: elas aproveitam o sucesso ao máximo no momento que acontece e depois de uns anos, caem no ostracismo… ou usam o que conquistaram naquele momento para se tornarem lendas e se imortalizarem no rock. E na última semana, São Paulo viu o que é o show de uma banda que segue pelo segundo caminho.

Em 2010, o Scorpions lançou o (sensacional) álbum Sting in the Tail e anunciou ao mundo que este não apenas seria o último registro de inéditas da banda como a “Get Your Sting and Blackout World Tour” seria sua última turnê mundial. Os shows de despedida rodaram o mundo, passaram pelo Brasil em quatro shows absurdamente concorridos e, tristes, os fãs se despediram da banda… corta para dois anos depois, em 2012 e, vejam só, o Scorpions continua pelo mundo, a turnê já até mudou de nome (agora é “The Final Sting World Tour”) e o melhor: resolveram voltar para o Brasil para mais três shows.

Nesse meio-tempo, vi muita gente Internet afora criticando a banda, acusando os caras de picaretagem, que a turnê só continua até agora para encher os cofres da banda e, quando o guitarrista Matthias Jabs anunciou que tinham voltado atrás na decisão de cada um seguir o seu caminho então, os chatos de plantão enlouqueceram completamente. Vamos pensar: certo, os caras anunciaram uma turnê de despedida, pessoas se estapearam por ingressos e depois de fazer os “últimos shows” em solo brasileiro em 2010, eles voltaram para mais em 2012 e agora não pretendem mais encerrar definitivamente as atividades. Agora, uma pergunta para quem foi nesses últimos shows do Scorpions: onde exatamente saímos perdendo nisso?

Pois bem, de volta ao Brasil, graças a Deus, a banda alemã fez mais um show em São Paulo no dia 21, depois de esgotar rapidamente os ingressos da primeira apresentação, dia 20. Demorou, mas perto do início do show (marcado para as 22h), ambas as pistas do Credicard Hall lotaram e a empolgação foi tomando conta de cada um ali, de modo que as músicas que eram tocadas antes da banda entrar no palco eram cantadas insanamente como se fossem parte do show (apesar de estar meio bizarro, Metallica, Kiss e AC/DC dividiam espaço com Green Day e… Nickelback).

Depois de um leve atraso, as luzes se apagaram e a introdução do show começou, fazendo o público ficar completamente ensandecido enquanto ia sendo dado o tom para a entrada da banda. Depois de um narrador anunciar o Scorpions para completar o clima de espetáculo, Rudolf Schenker surge no canto do palco tocando o empolgante riff inicial de “Sting in the Tail”, para abrir o show da melhor forma possível.

Já nessa primeira música, que tem uma energia incomparável, parece estranho ver os integrantes dizendo que estão no limite e saírem com essa ideia de encerrarem as atividades. Todos os membros da banda estão numa forma de dar inveja a muita banda nova. Schenker, no alto dos seus 62 anos, deixa qualquer um pasmo com sua performance no palco: ele corre de um lado para o outro, dança, não para quieto e dá uns pulos que muito cara jovem sequer se arrisca a tentar (este que vos escreve é um exemplo disso, haha).

O vocalista Klaus Meine então, chega até a espantar. Quem, como eu, não conseguiu ouvir outra coisa que não fosse Scorpions nos últimos tempos e foi no show, viu um homem de 64 anos com uma voz absolutamente impecável e aparentemente intocável, já que – salvo os absurdos berros da clássica “Blackout” – ele ainda mantém a força de sua voz nos grandes clássicos, na verdade, nas que exigem uma performance vocal maior, Meine só emociona ainda mais com o poder da sua voz. E apesar de não sair pulando insanamente como Schenker, também mostra uma energia invejável, fazendo sua idade parecer um absurdo. O bateirista James Kottak e o guitarrista-solo Matthias Jabsdão um show a parte e o novato baixista Pawel Maciwoda, bem… o coitado pouco tem a fazer no palco e enquanto esses caras levam o público abaixo, ele faz seu trabalho de forma eficiente no baixo, ainda que passe despercebido por muita gente.

Depois de derrubar o Credicard Hall com essa abertura, os alemães seguiram com “Make it Real”, clássico do álbum “Animal Magnetism” (1980) que ao ser colocada logo depois de uma música feita 30 anos depois, criou um efeito interessante, já que ambas são excelentes de formas diferentes (a primeira soa uma celebração saudosista ao rock, um tema recorrente no último álbum da banda) e antes que qualquer um pudesse respirar, já emendaram com “Is There Anybody There?”, indo mais para o passado ainda, mais especificamente para “Lovedrive”, de 1979.

Apesar desse início ter sido excelente pela performance da banda, o público ainda estava relativamente calmo, considerando o que estava diante dele. Isso mudou quando o inconfundível riff de um dos maiores (e melhores) clássicos da banda, “The Zoo”, estourou nas caixas de som, com cada um dos presentes acompanhando a introdução e cantando cada palavra da música em coro.

Após uma distribuição generosa de baquetas, Klaus saiu um pouco de cena para deixar Rudolf e Matthias comandando o show na instrumental “Coast to Coast”. Em um determinado momento da música, ele volta também com uma guitarra e essa é a primeira vez em que temos um momento excelente que se repete mais algumas vezes no show: enquanto Kottak arrebenta na bateria ao fundo, os outros quatro integrantes tocam seus instrumentos lado a lado, num entrosamento sincero, divertindo eles mesmos e os fãs, que só podem ter orgulho de ver uma banda tão unida que, ainda que tenha sofrido algumas mudanças nos últimos anos (Pawel entrou em 2004), mesmo depois de anos de carreira, eles ainda conseguem curtir o próprio show (porque muita banda decepciona ao vivo por isso…).

Por fim, veio “Loving You Sunday Morning” para encerrar essa sequência de clássicos saídos lá do final dos anos 70/início dos 80, numa performance absolutamente perfeita. Depois dela, Klaus fez uma constatação que é uma constante em shows de veteranos do rock como eles: o público varia desde maridos e pais que estavam lá no Rock in Rio no primeiro show da banda em 85 até os filhos desses pais e toda uma nova geração, que virou fã da banda seja pelas suas influências em bandas mais recentes, seja pela explosão do Guitar Hero (que, diferente de muito fã de rock, eu acho bacana exatamente por ter trazido tantos novos fãs para o gênero – claro, trouxe muito mané também, mas isso existia antes do jogo). Essa mistura de público só ajuda a constatar a importância da banda para o rock e que, acima de tudo, eles são o que já foi falado no começo do texto: verdadeiras lendas.

A parte mais intimista do show teve início com a fantástica “The Best Is Yet to Come”, última (e mais marcante) música do último álbum de inéditas da banda, com sua letra que emociona ao mesmo tempo que faz qualquer um abrir um largo sorriso (“Como podemos envelhecer se a trilha sonora das nossas vidas é o rock n’ roll?”). E se no começo Klaus já mostrava como seu talento vocal estava intocado, nessa e nas músicas seguintes, ele provou isso para quem ainda estava com dúvidas: a cada uma, ele parecia cantar cada vez melhor, de tal forma que tinha momentos que nem dava para cantar alto. só para ouvir a performance do vocalista.

Exemplo disso foi em “Send Me An Angel”, um dos melhores momentos do show, em que público e banda se entrosaram de forma perfeita pela primeira vez, rendendo um momento extremamente bonito, que continuou forte na música seguinte, “Holiday”, clássico absoluto de Lovedrive cantado a plenos pulmões por todos os presentes (a música ainda rendeu um momento particularmente engraçado com Klaus afirmando que com ela, eles voltariam aos anos 80… para se consultar com Rudolf logo depois se era mesmo para os anos 80 e ver que estava errado, haha).

Saindo da sequência de baladas, a banda já soltou logo “Raised on Rock”, mais uma pérola do último álbum, com um riff pra levar qualquer público abaixo e uma letra com tudo de mais divertido (e clichê, vai) que tem no rock n’roll. A excepcional dobradinha do álbum Crazy World, “Tease Me Please Me” e “Hit Between the Eyes”, ambas excelentes, com as imagens no telão interagindo perfeitamente com a performance e as músicas (na primeira, uma mulher aparecia se insinuando no refrão e na segunda, víamos velocímetros estourando), encerraram o que seria o “primeiro ato”. Todos saem de cena, deixando o público a sós com James Kottak.

Era a hora do espetacular “Kottak Attack”. Muito carismático, o baterista executa um solo sensacional enquanto viajamos pela discografia do Scorpions, com ele mesmo reproduzindo as várias emblemáticas capas dos álbuns da banda, em um vídeo divertidíssimo. Depois de interagir um pouco com o público (que sabe Deus por que, custou para conseguir entender o que ele queria), ele soltou a frase que todo mundo queria ouvir (“Get your sting and… BLACKOUT!), só porque anunciava uma das músicas mais esperadas da noite.

Aí, de “Blackout” para frente, foi um desfile de clássicos. Após uma performance matadora da música, foi a vez de Matthias Jabs brilhar com seu solo no “Six String Sting”, que perto do final fez o Credicard Hall tremer – literalmente, pareceu, haha – tudo só para ele emendar com “Big City Nights” e essa, sinceramente, dispensa maiores apresentações, certo? Só digo uma coisa: longe de mim estar criticando, até porque, o importante mesmo é ver a banda executando esse clássico, mas seria bem legal se tivessem conseguido imagens da própria São Paulo para exibir no telão durante a música. Lógico que a falta disso não afetou em nada o show, mas ia render um momento ainda mais inesquecível para os paulistas. Terminada a música, hora de uma pausa para processarmos tudo porque, se “Big City Nights” dispensa apresentações, o que viria a seguir então… é até difícil de dizer.

E de fato, falar sobre as músicas que se seguiram no bis chega até a ser um desafio. Quando a banda volta, com essa que é uma das mais arrasadoras baladas da história do hard rock,  você pode ser aquele fã que prefere as músicas mais pesadas, das antigas, o que for: “Still Loving You” ao vivo é de arrepiar. E é incrível como a performance ainda é poderosa mesmo depois de mais de 20 anos com a banda executando a música em todo show. Ela, junto das outras três desse bis, são aquelas músicas imortais, que ontem, hoje e sempre, vão causar a mesma reação e emocionar da mesma forma.

O mesmo se repetiu, como já era esperado, com “Wind of Change” (que pessoalmente é uma das músicas mais bonitas que já ouvi), onde Klaus ainda aproveitou para ressaltar que eles fizeram parte dessa história (aos desavisados, “Wind of Change” foi composta baseado na queda do Muro de Berlim e o fim da URSS). Então, a surpresa da noite: depois de não ser tocada nos dois shows anteriores por aqui, eu já estava sem esperanças que ela rolasse nesse último show. E qual não foi minha surpresa quando Klaus anunciou “No One Like You”, levando o público a loucura nessa música que é um dos maiores clássicos da banda.

Por fim, não importa qual sua música favorita, não importa há quantos anos você seja fã do Scorpions e não importa qual década você mais gosta da banda: cada ser humano dentro do Credicard Hall estava esperando pela última música do show, afinal, por mais que tenhamos visto uma sequência incrível de clássicos da banda, é ela a marca registrada, o clássico absoluto e o maior hino não só do Scorpions, mas um dos maiores hinos do rock n’roll.

Para encerrar, é claro, foi a vez de “Rock You Like a Hurricane”, que levou aquele lugar abaixo e de forma unânime, todo mundo, público e banda, pulou, cantou e aproveitou como nunca aquele momento, porque sabia que ver um dos maiores clássicos da história do rock ao vivo, apresentado pela banda que o criou com uma energia que faz parecer que os caras fizeram a música na semana passada, era algo único. E é até bonito ver como a banda ainda toca a música com uma animação descomunal, mostrando que esse papo de banda que fica de saco cheio do público querer ouvir uma determinada música é papo de banda que fez pouca coisa boa na carreira. Uma banda talentosa de verdade não fica rejeitando um grande hit da sua carreira como tantas por aí fazem e sim, o apresenta com orgulho, pois ele ajudou a fazer com que todo o resto das músicas do show fosse cantada, reconhecida e adorada pelo público.

Quando o show acabou, foi triste e interessante ver a reação do público: a banda se despediu, agradeceu sem parar e saiu do palco. E o público ficou olhando, hipnotizado para o palco por um bom tempo. Todo mundo parecia estar se recuperando e entendendo o que tinha acabado de acontecer só naquele momento. Mais do que aquela sensação esquisita de fim do show (em que você é puxado violentamente de volta para a realidade), a perspectiva de que esse pode ter sido o último show da banda no Brasil (eles disseram que não vão se aposentar, mas também não pretendem fazer mais turnês mundiais… é, eu sei, também disseram que os shows de 2010 aqui eram os últimos no país, mas vindo do Scorpions, todo show pode ser o último mesmo) é no mínimo devastadora para qualquer fã da banda.

Enfim, não sei se o Scorpions vai voltar ou não, não sei o que eles farão nos próximos anos. O que eu sei foi que em 21 de setembro de 2012, eu, meu amigo (que por pouco não foi e ia ficar arrependido eternamente, haha) e mais um Credicard Hall lotado viu uma banda que já se tornou imortal no rock tocando só músicas igualmente imortalizadas.

O show do Scorpions é isso: contando apenas com pequenos efeitos de luzes e as imagens do telão, sem pirotecnias mirabolantes ou coisa do tipo, eles fazem um dos maiores espetáculos que um show de rock pode oferecer. Porque quando se conta com a energia que esses caras tem e o poder intocável das suas músicas… todo o resto é um mero complemento.

Setlist:
1.  Sting In The Tail
2.  Make It Real
3.  Is There Anybody There?
4.  The Zoo
5.   Coast To Coast
6.   Loving You Sunday Morning
7.   The Best Is Yet To Come
8.   Send Me An Angel
9.   Holiday
10. Raised On Rock
11. Tease Me, Please Me
12. Hit Between The Eyes
13. Kottak Attack
14. Blackout
15. Six String Sting
16. Big City Nights
Bis:
17. Still Loving You
18. Wind Of Change
19.  No One Like You
20. Rock You Like A Hurricane

P.S.: Quem foi nesse último show (e creio que nos outros que rolaram no Credicard Hall também) viu o som, acústica e iluminação da casa de shows com uma perfeição simplesmente inacreditável (algo que não é tão comum ali).

Agradecimentos ao Tiago Ribeiro de Souza pelas fotos sensacionais (e não-profissionais!) que ele conseguiu tirar estando do meu lado, haha!

Anúncios

7 comentários sobre “Resenha – Show: Scorpions (Credicard Hall – 21/09/2012)

  1. Show maravilhoso, que lembrarei para sempre.
    Uma noite memorável que só o verdadeiro rock pode mostrar.
    Parabéns pela matéria!!!
    Obrigado pelo agradecimento.

  2. Fui na segunda data (dia 21/09) e acho que até agora fui o único a achar o som da casa ruim. Não tenho o que reclamar da banda. Tocaram muito bem para quem tem tantos anos de carreira. Mas acho que o Credicard Hall foi feito mesmo para tocar sertanejo, pois a casa realmente não deu conta. Quem foi sabe como o som estava chiado e distorcido, principalmente no solo antes de Big City Nights, mas estou feliz por quem foi, gostou e se divertiu! Mais uma coisa, você falou das músicas antes do show. Será que tem como você fazer uma lista das músicas e postar nos comentários. É que lembro que tocou mesmo Kiss (War Machine), AC/DC (Back In Black), Metallica (Enter Sandman), e logo após tocar Enter Sandman, tocou uma música que eu adorei, mas não sabia o nome. Perguntei pro pessoal à minha volta e ninguém sabia também. Era um estilo bem Pop Rock anos 80/90, um vocal parecido com R.E.M. e a velocidade (não a melodia) lembrava um pouco Red Barchetta, do Rush (o trecho logo após a intro lenta). Você podia postar o nome da música aqui? Perguntei pra um monte de gente mas ninguém tá lembrando. Abraços, e parabéns pela resenha detalhada!

  3. Rodrigo, primeiro valeu pelos elogios!
    Depois, olha, eu fui em poucos shows no Credicard Hall, mas em todos o som estava deplorável. Já no show do Scorpions, em comparação a esses outros, estava excelente. Mas de fato, Credicard Hall não é lugar pra rock e, muito mais do que isso, não é lugar pra uma banda do porte do Scorpions.

    E cara, você me lembrou exatamente da minha única frustração, HUASHUAUHSAUHSAUHSAHSAUHSUA! Eu, meu amigo e mais um pessoal próximo ficou mega-curioso pra descobrir que música era aquela e ninguém descobriu, HUAUSAHSAUHSAUSHUA! Desculpa mesmo não poder te ajudar nessa, mas nem eu consegui descobrir o que era aquela…

    Apesar de não resolver sua questão (que também é minha, haha) valeu novamente e abraços!

  4. Haha, comigo aconteceu o oposto. Fui ver o RPM uma vez no Credicard Hall, e realmente foi o show mais legal que já fui. O som tava muito bom. Mas com eles é mais fácil, a guitarra não tem distorção, teclados, o equipamento não precisa aguentar pesos como Rock You Like A Hurricane rsrs, mas como eu disse, fiquei bem feliz por ver o pessoal gostando e achando espetacular. E quanto à música misteriosa, a descrição que eu fiz bateu com a que você lembra? Porque se bateu, parece que gostamos da mesma música misteriosa. Acredita que cheguei a voltar no Credicard Hall pra achar o DJ que tocou ela? Mas descobri que a pessoa que faz essas playlists faz parte da equipe da banda. Inclusive, achei um vídeo no youtube de um cara que filmou um pedaço antes do show no México em 2010, e tocou exatamente essa mesma sequência (Kiss, AC/DC, Metallica), e ele não disse o que tocou depois! Grrrrr! Qual será a próxima música da sequência??? Sério cara, tô ficando louco de tanta curiosidade. Tô quase comprando passagens pra Alemanha pra ver o último show lá e gravar a bendita música kkkk. Fazer o quê, né? Bom, mas se descobrir, poste aqui, blz? Abraço!

  5. Ah, e se puder, pergunte pra todo mundo que você conheça que tenha ido no show. Se você ou alguém lembrar de um trecho, qualquer coisa já ajuda, blz?

  6. E aí, tudo bem? Sou o Rodrigo que fez os comentários acima, e só passei pra avisar que encontrei a tal música. Se chama RUN TO YOU – BRYAN ADAMS. Já que ficaram curiosos também em saber, me vi na obrigação de compartilhar, e além do mais, mesmo não sabendo a música, vocês foram gentis e atenciosos ao me responder. Estava apenas assistindo um programa na VH1 com o Bryan Adams e depois eu ouço as primeiras notas! Noooossa! É como eu sempre digo, quando se ama a música ela volta pra você! Abraço!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s