Retrospectiva 2011: Os melhores filmes do ano!

E finalmente, chegou o único momento que virou tradição aqui no blog. Hora de conferir quais foram os 10 melhores filmes do ano, que começou esquisito para o cinema, mas terminou bem satisfatório. Teve o melhor filme de Woody Allen em anos, Terrence Mallick surpreendendo o mundo com seu novo trabalho, a saga mais bem-sucedida da história do Cinema chegando ao fim e aqui no Brasil, Selton Mello fazendo um dos filmes mais bonitos dos últimos anos. Hora de relembrar tudo de melhor que passou pelas telonas em 2011, a seguir:

ATENÇÃO: Vale lembrar que essa lista é feita com base nos filmes que passaram nos cinemas BRASILEIROS em 2011. Muito filme do final de 2010 estreou aqui no começo de 2011, assim como muita coisa que estreou neste fim de ano nos EUA ainda vai chegar nos primeiros meses de 2012 (e alguns devem figurar na lista do ano que vem).

10 – Kung Fu Panda 2: Eu tinha minhas expectativas com a sequência do ótimo filme de 2008, mas não esperava que ela conseguisse ser tão boa a ponto de superar o original. Kung Fu Panda 2, como uma boa continuação de filme de ação, aumenta a escala em todos os sentidos e tem uma história mais ambiciosa (um vilão que quer destruir o kung fu), uma animação de encher os olhos (ainda mais do que no primeiro filme), cenas de ação mais grandiosas e sensacionais e uma trama paralela excelente, sobre o passado misterioso do protagonista. Ainda mais divertido que o primeiro, essa sequência ainda consegue ser empolgante e até tem um momento comovente, coisa que a Dreamworks não faz com muita frequência. Entre as animações, só não superou o 6º lugar dessa lista, que você confere logo mais.

9  – Super 8: Pouco se sabia sobre esse filme até sua estreia, apenas que ele seria produzido por Steven Spielberg e dirigido por J.J. Abrams. E como foi bom entrar no cinema sem saber ao certo o que esperar: Super 8 é um filme atual com clima nostálgico, onde Abrams homenageia o cinema como um todo e especificamente algumas aventuras produzidas ou dirigidas por Spielberg entre nos anos 70 e 80. Encontrando seus melhores momentos em qualquer cena que envolva todas as crianças (a cena durante os créditos é uma das mais divertidas de 2011), que juntas tem uma dinâmica sensacional, Super 8 é uma divertida e simples aventura, sem grandes pretensões, bem diferente das últimas produções que Abrams esteve envolvido. O que é até uma grata surpresa.

8 – X-Men: Primeira Classe: Com um marketing que fez parecer que o filme era péssimo e uma ideia não muito boa em mente, o novo filme dos mutantes parecia fadado a morrer na praia. Ledo (e feliz) engano: Primeira Classe é sensacional, corrige alguns dos erros cometidos nos três filmes anteriores, desenvolve brilhantemente personagens que antes eram apagados, tem um vilão que parece mesmo saído das HQs e um ritmo enérgico, além de excelentes atuações de Michael Fassbender, James McAvoy e Jennifer Lawrence. E não dá pra deixar de notar que é o primeiro filmes dos X-Men em que o focoé, genuinamente, a equipe. Antes tarde do que nunca.

7 – Melancolia: Quando Melancolia estreou nos cinemas brasileiros, muitos cinéfilos fizeram nascer uma espécie de rivalidade bizarra entre o novo filme de Lars Von Trier e Árvore da Vida. Digo bizarra porque enquanto o filme de Mallick é uma verdadeira celebração da vida, Melancolia traz a degradação do ser humano e a ameaça iminente do fim do mundo. Comparações a parte, Melancolia é belíssimo, com uma sequência inicial que é quase uma obra de arte, uma metáfora simples (para um cineasta que passa longe disso), mas maravilhosa e o que deve ser a melhor atuação da carreira de Kirsten Dunst, como uma jovem outrora feliz, mas que mergulha numa profunda depressão (parte da metáfora do filme está aí e fico por aqui para não dar spoilers), retratada com uma sensibilidade comovente, como não se vê com muita frequência no cinema. Mantendo o pessimismo extremo dos últimos filmes do diretor, Melancolia é uma experiência impactante e incômoda, como todo bom filme de Lars Von Trier.

6 – Rango: Um camaleão em crise de identidade busca um sentido para sua vida em meio ao faroeste. Parece até um bando de palavras aleatórias juntas em uma frase, mas essa é a premissa de Rango e, quem diria, deu maravilhosamente certo. Uma divertida e respeitosa homenagem aos westerns, Rango conta com um protagonista adorável (ótima dublagem de Johnny Depp), personagens divertidíssimos, um roteiro muito bem amarrado, seqüências de ação espetaculares e um visual incrível. Como se não bastasse, ainda tem um humor afiado, que rendem várias sacadas e ótimas homenagens com o western. Junto com Kung Fu Panda 2, foi sem dúvida a animação mais divertida desse ano.

5 – Meia-Noite em Paris: Mostrando que as boas idéias de Woody Allen estão bem longe de se esgotar, ainda que o cineasta lance pelo menos um filme por ano há mais de duas décadas, Meia-Noite em Paris é um dos melhores filmes de Allen em anos, ainda que todas as principais características de um filme do cineasta estejam lá (até ele mesmo está, na – ótima – atuação inconfundivelmente inspirada em Allen de Owen Wilson), a trama consegue ser única e encantadora. O homem insatisfeito com a época em que vive, viajando para os anos 20 toda madrugada, rende uma bela e divertida comédia, do jeito que só Woody Allen sabe fazer, isto é, repleta de referências a pintores, cineastas e a música que ele admira, dessa vez de um modo um tanto… “original”. E a cena da discussão sobre rinocerontes (não vou entrar em maiores detalhes pra não estragar) deve ter sido uma das mais geniais que Allen já fez.

4 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2: Exatamente uma década depois de começar sua jornada rumo ao título de franquia mais bem-sucedida da história do cinema, Harry Potter chegou ao seu último capítulo cercado de expectativa e, felizmente, conseguiu entregar o que todo mundo queria: um final digno e grandioso, com sequências incríveis (a fuga de Gringotes e a batalha de Hogwarts estão entre as grandes cenas de 2011), todo o drama necessário para o final e Alan Rickman roubando a cena no seu melhor trabalho na saga. Eu, como grande fã de Harry Potter, saí satisfeito por um final que conseguiu ser ainda melhor do que eu esperava. Só bate a tristeza porque agora… acabou. De vez.

3 – A Árvore da Vida: Ninguém, mas ninguém mesmo estava preparado para o que o diretor Terrence Mallick tinha feito nesse filme. Trazendo temas como fé, família e a dor da perda, Árvore da Vida é mais do que um filme, é uma verdadeira experiência. Calmo, contemplativo, conseguindo nos fazer ver beleza nas coisas mais simples, com uma fotografia belíssima e atuações maravilhosas de Brad Pitt, Jessica Chastain (o grande destaque do longa) e do jovem – e estreante – Hunter McCracken (como o jovem Jack). Sem qualquer linearidade ou mesmo uma história, o filme é na verdade uma bela e profunda celebração da vida, desde o seu início (numa das mais incríveis sequências que já tive o prazer de ver no cinema) até o fim. Quem embarcou no que Mallick propôs foi presenteado com uma experiência tocante e inesquecível.

2 – O Palhaço: Tem filmes que não precisam de muito para encantar. E Selton Mello, sabendo disso, fez o melhor filme nacional e um dos filmes mais bonitos de 2011 (por pouco não foi o primeiro lugar). O Palhaço tem uma sensibilidade como há muito não se via, principalmente no Brasil. Muito bem dirigido, com belas atuações de todo o elenco (em especial Paulo José), divertidas participações especiais e uma história simples e maravilhosamente conduzida por Mello, o filme consegue nos envolver de tal forma que foi até doloroso sair do cinema quando ele acabou. Sem grandes pretensões, ele faz rir, chorar, refletir e se emocionar

1 – Cisne Negro: Em 2011, tivemos vários filmes que impressionaram, alguns deles já foram lembrados nessa lista. No entanto, nenhum chegou a ser tão impactante quanto Cisne Negro. Se firmando como um dos maiores (a cada dia vou chegando a conclusão de que é o maior) diretores de sua geração, Darren Aronofsky fez um filme simplesmente inacreditável, daqueles que causam uma avalanche de sentimentos enquanto assistimos e não sai da nossa cabeça por dias, tamanha a genialidade e o impacto que causa.

Natalie Portman se entrega totalmente e sem reservas no que foi, de longe, a mais fantástica atuação do ano e como uma bailarina atormentada em busca da perfeição, protagoniza não só o melhor filme, mas também o melhor momento que vi no cinema em 2011, que é a cena da última dança, incrível em todos os aspectos. Mais do que qualquer coisa, Cisne Negro é um estudo psicológico profundo e brilhante sobre a mente humana, mostrando o quanto somos capazes de nos auto-destruir, em busca da perfeição. E eu só não digo que o filme é perfeito, porque bem… afirmar isso parece um pouco ousado…

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Aí estão os 10 melhores filmes que vi em 2011! A tarefa foi árdua, mas os escolhidos mereceram. Faça seu próprio top 10 nos comentários e dê a sua opinião sobre esse. Algum filme em posição injustiçada? Concorda, discorda? Deixe seu comentário.

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A todos os leitores, um ótimo ano novo e um 2012 repleto de filmes! Até lá!

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4 comentários sobre “Retrospectiva 2011: Os melhores filmes do ano!

  1. Tirando Rango (animações out), Melancholia (preciso assistir demais) e Midnight In Paris, eu assisti os outros, e adorei todos.
    Agora estou esperando loucamente pelos filmes que ainda vão lançar aqui, como Hugo e Tintin *-*

    Mas faltou Dark Of The Moon nesse lista, ein. -NNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNN

  2. Eu apenas tiraria essas animações da lista, e colocaria Thor no lugar de Kung Fu Panda, e colocaria The Tree Of Life no lugar de O palhaço, e Deathly Hallows no 3º lugar. Q

  3. Ae Marcelo! Apareci.

    Mas vamos a lista. Ainda não vi tudo dessa lista, mas achei Rango chaaaatíssimo. Não achei X-Men essa Coca-Cola toda, muito pelo contrário, filme sem sal. Tiraria Árvore da Vida também, que na minha opinião, é o filme superestimado do ano.

    E Cisne Negro é Cisne Negro, também coloco na minha lista como um dos melhores do ano.

  4. Como o colega ai disse: Cisne Negro é Cisne Negro! Os comentarios são só para os outros..rsrsrs

    Fiquei devendo Melancolia e Meia Noite em Paris.

    Árvora da vida, cara..eu juro: EU TENTEI MUITO! Não consegui engolir.. Acho que aceitaria até 127 horas no lugar desse filme. ‘-‘
    Colocaria Super 8 à frente de X-men, sem duvida.

    Rango foi bem legal, mas não sei se merece a 6ª posição, talvez seu merito venha dessa tentativa de resgatar o velho oeste. Então ta valendo.

    Bom, opiniões sempre se dividem não é? Impossível concordar plenamente, mas acho uma lista extremamente aceitável e bem analisada(tirando arvore da vida, é Sério ‘-‘).
    Mas, como sempre, você arrasou \o/

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