Retrospectiva 2011 – Top 5: Grandes surpresas e tristes decepções

Todo ano tem seus filmes promissores. Seja por causa de atores conhecidos fazendo papéis curiosos, diretores conceituados ou adaptações de grandes livros ou HQs. Dependendo do filme, é difícil segurar a expectativa e ela pode acabar ajudando a tornar ainda pior um filme que já é ruim por si só. E 2011 foi um ano atípico. Franquias que não deveriam mais ser tocadas tiveram novos filmes que surpreenderam, enquanto super-heróis promissores ficaram devendo muito e, como se não bastasse… a Pixar, pela primeira vez, decepcionou. E feio. Confira agora as 5 maiores surpresas e decepções desse ano bizarro:

As grandes surpresas

5 – Super 8: O novo trabalho de J.J. Abrams teve bem menos apelo de marketing do que o filme que foi apenas produzido por ele, o ótimo Cloverfield. Sem cartazes icônicos, trailers muito intrigantes ou coisas do tipo. Na verdade, Super 8 nunca pareceu algo sensacional. Legal, interessante talvez, mas nada muito além disso. E quando estreou, a surpresa: Super 8 era uma excelente aventura, com ares de pura nostalgia, homenageando não só o cinema, como alguns dos melhores filmes de aventura dos anos 80 (a maioria comandado por Spielberg, que é o produtor aqui). Um filme simples, mas sincero e maravilhoso.

4 – Capitão América: O Primeiro Vingador: Nunca gostei muito do Capitão América e tudo apontava para os rumos errados no seu filme, desde a escalação do fraco Chris Evans para o papel até toda a ideia da criação do personagem, que poderia não dar muito certo para um filme nos dias de hoje. Pois é… agora, graças ao filme, virei fã do personagem! A atuação de Chris Evans é surpreendentemente (mesmo!) boa, o protagonista é muito bem desenvolvido e apresentado e o casal não tem lá muita química, mas foi feito um esforço genuíno para acreditarmos nele. Além da impecável ambientação nos anos 50 e todo o clima de aventura de matinê que rodeia o filme. Sem dúvida um dos blockbusters mais divertidos do ano.

3 – Rango: A melhor animação de 2011 veio de onde menos se esperava. A Paramount resolveu entrar no meio da briga entre a Pixar e a Dreamworks com um filme sobre um camaleão em busca de um sentido para a vida… em pleno faroeste. A premissa meio bizarra rendeu um filme simplesmente fantástico do início ao fim, com um protagonista excelente (dublado de maneira impecável por Johnny Depp), um desenvolvimento de personagens de uma eficiência que não se vê todo dia em animações e seqüências de ação tecnicamente perfeitas e alucinantes. Isso sem contar a diversão garantida que o filme proporciona com suas homenagens ao western e ótimas piadas.Por melhores que tenham sido Kung Fu Panda 2 e Rio, na animaçãoesse ano, Rango foi imbatível… e uma fantástica surpresa.

2 – Planeta dos Macacos: A Origem: Esse projeto parecia errado desde o seu nascimento. Depois do péssimo remake do filme original orquestrado por Tim Burton, a franquia Planeta dos Macacos parecia morta e enterrada. Mas lá foram mexer nela de novo e com toda a premissa que estavam planejando, as possibilidades de algo bom sair disso tudo eram mínimas e no fim, felizmente, o diretor Rupert Wyatt calou a boca de todo mundo.

Planeta dos Macacos: A Origem é ótimo, tem um enredo bem pensado e menos imbecil do que parecia ser e mesmo sem se prender muito na franquia clássica, ainda coloca algumas ótimas referências e tenta amarrar algumas pontas. Com uma seqüência de ação tensa e espetacular no final e um trabalho simplesmente inacreditável de efeitos visuais, que tornam o macaco Cesar – brilhantemente interpretado por Andy Serkis – um ser espantoso, de tão real (suas expressões ainda impressionam, só de lembrar). Nada mal para um filme que tinha tudo pra dar errado.

1 – X-Men: Primeira Classe: Esse filme teve a infelicidade de ter tido provavelmente uma das campanhas de marketing mais deprimentes dos últimos anos. As primeiras imagens divulgadas eram péssimas e quanto mais imagens soltavam, mais o filme soava uma piada. Até a sua estreia, quase ninguém via algo bom saindo daí, eu mesmo já estava esperando um dos piores filmes do ano. Acho que esqueci que o diretor, Matthew Vaughn, tinha acabado de fazer o sensacional Kick-Ass. Contra todas as expectativas, X-Men: Primeira Classe não foi apenas o único filme realmente impecável de super-herói em 2011, como se tornou o melhor filme dos mutantes, exatamente por retratar os X-Men como uma equipe e não como… Wolverine e o resto (ainda que eu adore a trilogia, é fato que foi isso que aconteceu).

Com um ótimo enredo, atuações excepcionais de James McAvoy, Jennifer Lawrence e especialmente de Michael Fassbender, que não ficou devendo nada para o impecável Ian McKellen no papel de Magneto. Apesar de ignorar acontecimentos de todos os filmes anteriores, Primeira Classe é divertido, empolgante e, de longe, um dos melhores filmes de 2011. Agora, não custa nada a Fox trabalhar melhor pra divulgar suas próprias produções né…

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E as tristes decepções…

5 – Se Beber, Não Case! – Parte 2: Antes que me joguem pedras dizendo que estou me contradizendo em relação ao que falei do filme há uns meses atrás, acalmem-se, eu vou explicar. A continuação da excelente comédia de 2009 está aqui por um motivo diferente em relação aos outros filmes: Ele não decepciona por ser um filme fraco ou ruim, mas por ser simplesmente inútil. Eu me diverti com o filme, mas ele não precisava existir. Quando confirmaram a continuação, eu fiquei realmente curioso pra saber o que ia rolar, botei fé e esperei um filme até melhor que o anterior e quando eu vi, era engraçado, mas
só era engraçado porque eu achei o primeiro engraçado e essa continuação nada mais é do que o mesmo roteiro, mas em outro lugar e com os personagens fazendo outras baboseiras. Enquanto o primeiro é, de fato,uma comédia imperdível, o segundo podia ter passado batido que ia dar na mesma.

4 – Thor: Pelo mnos para mim, se tratando de filmes de super-herói, esse só não foi mais promissor que o primeiro lugar dessa lista. Me empolguei com o trailer, gostei do visual do filme, o elenco tinha Anthony Hopkins e Natalie Portman, que são excelentes e é um personagem bem interessante para ganhar uma versão nos cinemas. No fim das contas… Thor parece só querer falar de Vingadores (que finalmente vai estrear, em abril), com um protagonista mal-desenvolvido (em que ponto da história exatamente ele deixou de ser arrogante e virou bom moço?), um romance que até agora eu não entendo como aconteceu e um clímax corrido, como se tivessem lembrado só na última meia hora que o filme, afinal, é do Thor. O visual de Asgard é ótimo e Loki está excelente, mas fora isso… faltou algo. Não é um filme totalmente ruim (teve herói passando mais vergonha esse ano), mas podia ser muito, muito melhor…

3 –Cilada.com: Cilada não era a melhor série do mundo, mas era divertida. Bruno Mazzeo mandava bem, seja na série, seja nos esquetes do Fantástico. Por isso, o mínimo que se esperava para o filme era uma comédia bacana, com Mazzeo divertindo como sempre. Pois é… Cilada.com não é apenas uma decepção, como é um dos piores e mais estúpidos filmes que eu vi esse ano. O protagonista não consegue passar simpatia por um único segundo, as piadas atiram para todos os lados e a coisa é ruim a tal ponto que em uma cena em específico, eu tive vontade, pela primeira vez, de sair da sala no meio da projeção (e olha que eu já vi muito filme ruim no cinema). Uma idiotice sem precedentes, Cilada.com é tão decepcionante e tão ruim que só ter conseguido chegar no terceiro lugar dessa lista já é mais honra do que o filme merece.

2 – Carros 2: Por mais que eu não estivesse com grandes expectativas com esse filme, é da Pixar, não tem como não esperar algo que seja além de ótimo. E Carros 2 infelizmente não passou nem perto disso. Aquele diferencial da Pixar que está em todo filme do estúdio se perde completamente numa trama boba e sem sentido, que dá um monte de voltas desnecessárias, além de fazer um dos coadjuvantes mais bacanas das animações da Pixar, o guincho Mate, perder totalmente a graça. Aquele amor pelo cinema, tão vivo e presente em todas as animações do estúdio, não aparece em um único segundo aqui. O que aparece, e com força, é a desagradável sensação de um caça-níquel dos grandes.

1 – Lanterna Verde: Chega a ser triste só lembrar que esse filme foi uma decepção. O Lanterna Verde é um dos melhores e mais interessantes super-heróis da DC (na verdade, das HQs em geral) e mesmo com Ryan Reynolds no papel principal, eu tinha fé no filme, acreditava que podia sair coisa boa, afinal, estavam trabalhando com um bom material, não? Pois é… Lanterna Verde é uma decepção aterradora. Reynolds está fraquíssimo no papel principal, de um modo que não dá pra torcer… na verdade, não dá nem pra se importar com o herói em momento nenhum, seu romance com Blake Lively consegue o feito de ser ainda pior que o de Thor, colocaram os dois personagens mais legais do filme (Sinestro e Hector Hammond) de escanteio para dar espaço para um bicho horroroso e mal-feito que nem devia ter aparecido (Parallax) e apesar dos bons efeitos e do planeta dos Lanternas estar com um visual belíssimo… isso não segura filme nenhum. Pra um filme que estava sendo prometido há tantos anos, é lamentável que tenha decepcionado tanto.

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3 comentários sobre “Retrospectiva 2011 – Top 5: Grandes surpresas e tristes decepções

  1. Gostei das análises, mas diria que o Capitão América só é uma grata surpresa até ali pela metade. Do meio para o fim foi uma ladeira forte.
    Não achei tudo isso de Planeta dos Macacos, mas como esperava a bomba do ano, também me foi uma grata surpresa.

  2. Nossa!!!Você não entende um caralho de filmes. Super 8 um filme de Spielberg uma surpresa? Que atrasado mental do caralho.

  3. Como sempre, um comentário anônimo com palavras ofensivas e ainda afirmações equivocadas (Super 8 é apenas produzido por Spielberg, o que mostra como esse comentário é só necessidade de atenção). Deixo aqui só pela diversão da coisa, mas no fundo, sinto pena, devo dizer…

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