Retrospectiva 2011 – Música: Os 10 melhores álbuns que ouvi esse ano – Parte 1

Finalmente chegou o momento do ano que, pessoalmente, é o meu preferido aqui no blog. Afinal, a retrospectiva do ano é a chance de revisitar alguns filmes que eu vi há meses atrás, eleger os melhores e xingar ainda mais os piores (hehe), os que decepcionaram e os que surpreenderam. Mas na retrospectiva 2011, temos a adição de mais uma lista. Já faz um tempinho que decidi falar um pouco de música aqui no blog também, portanto, nada mais justo do que eleger quais foram os melhores álbuns que escutei em 2011. Depois de um bom trabalho e muitas mudanças de posições, entradas de última hora e saídas sentidas, aí está o resultado final.

Nessa primeira parte, temos desde os veteranos do Red Hot Chili Peppers até a grande novidade que surgiu esse ano, o Foster the People. Amanhã a noite você confere a segunda parte, com os 5 melhores álbuns que ouvi em 2011. Enquanto isso, confira aí quem ficou entre a 10ª e a 6ª colocações e caso você também tenha ouvido esses álbuns, não esqueça de deixar sua opinião sobre eles nos comentários!

ATENÇÃO: Deixei claro no título, mas não custa repetir: esses foram os 10 melhores álbuns que EU, Marcelo, escutei este ano. Eu sei que várias bandas devem ter lançado álbuns fantásticos, mas entre todos que eu ouvi, foram esses que se destacaram. Alias, além de deixarem suas próprias listas, deixem dicas nos comentários, de álbuns que estão na lista de vocês de melhores do ano. Conhecer coisa nova é sempre bom, hehe… 

10 – Torches – Foster the People: As vezes, só a diversão que um álbum é capaz de proporcionar já é o suficiente para agradar. E no que diz respeito a músicas divertidas, o Foster the People fez uma estréia sensacional. Não há nada de absurdamente novo nas letras ou no som da banda, apenas um CD em que todas as músicas têm um grande potencial para virar single, tamanho o seu apelo pop. É impossível ouvir “Pumped Up Kicks”, “Houdini” ou “Don’t Stop (Color on the Walls)” e não ficar com elas na cabeça por semanas ou até mesmo se pegar repetindo essas músicas em looping enquanto se ouve o álbum.

E até nas faixas mais “lentas” (porque música lenta de fato não existe nesse CD), como “Waste”, permanece um ritmo contagiante e divertido. Mais do que qualquer outra coisa, Torches é um álbum simples e agradável de ouvir. Daqueles que quem curtir, já vai ser conquistado nos 30 segundos iniciais da primeira música. Agora fica a torcida para que eles continuem assim no futuro e não morram na praia como aconteceu com tantas outras bandas…

9 – I’m With You– Red Hot Chili Peppers: Com um novo guitarrista, o jovem Josh Klinghoffer, o Red Hot lançou um novo álbum, o sucessor do gigante e aclamado Stadium Arcadium, apostando em tudo o que já sabia fazer de melhor e sem grandes inovações na sua sonoridade como no álbum de 2006. Muitos viram isso como algo negativo, mas se o som deles era bom antes, porque o fato de não inovar é ruim? Com isso I’m With You, fora umas duas músicas que apesar de boas, poderiam facilmente ter ficado como b-sides (“Even You Brutus?” e “Dance, Dance, Dance”, especificamente), é excelente e divertidíssimo.

“Monarchy of Roses” foi a abertura perfeita, conseguindo empolgar e viciar imediatamente e ainda é seguida pela igualmente viciante e divertida “Factory of Faith”. “Brendan’s Death Song” e “Police Station” já podem figurar entre as mais belas composições da banda (a primeira é absurdamente subestimada, um trabalho fantástico de Kiedis, que alias, não faz isso só nessa música, o cara está impecável nesse álbum). Ainda tem faixas com grande potencial para levantar multidões ao vivo, caso de “Look Around” (essa parece ter sido criada especialmente pra ser tocada ao vivo). Só faltou dar um espaço maior pro novo guitarrista ter sua chance de brilhar, já que apesar de fazer um bom trabalho no álbum (mais do que faz ao vivo), ainda ficou a sensação de que algo ficou faltando… e não, não estou falando de John Frusciante.

8 – Helplessness Blues – Fleet Foxes: Ouvi muito sobre essa banda esse ano, mas nunca tinha ouvido. E foi só há pouco tempo atrás que resolvi parar e ouvir os dois CDs do Fleet Foxes. E acho que nem preciso dizer o que achei, considerando que Helplessness Blues, o novo trabalho deles, está aqui no meu top 10. Aqui, a banda deixa um pouco de lado o barroquismo tão fortemente presente no seu álbum de estreia para músicas mais felizes e menos melancólicas, com ares mais bucólicos, impossível não pensar no campo (e não ter vontade de largar tudo e ir pra lá) ouvindo o álbum. Misturando um pouco de country para o seu som inconfundivelmente folk (na faixa-título principalmente), o Fleet Foxes fez 12 faixas impressionantes, intensas e, acima de tudo, belíssimas.

A primeira música do álbum, “Montezuma” (uma das melhores da banda), tem uma letra comovente, sentimento esse acentuado pelos vocais de Robin Pecknold, que alias, estão incríveis e praticamente levam o álbum (não que a parte instrumental não seja menos que impecável). “Sim Sala Bin”, “Lorelai” e principalmente a espetacular (e épica) “The Shrine/An Argument”, mostram a evolução absurda da banda do primeiro para o segundo álbum, em absolutamente tudo. Porque, não se engane, são dois trabalhos bem diferentes. Helplessness Blues é envolvente, poético e maravilhosamente bem trabalhado. Além de ter sido uma descoberta valiosa para mim neste fim de ano, claro.

7 – Arctic Monkeys – Suck It and See: Da última vez que ouvimos falar do Arctic Monkeys, eles tinham lançado Humbug, um bom álbum, mas nada comparado aos maravilhosos dois primeiros, o que esfriou um pouco todo o hype absurdo criado em cima da banda desde que surgiram. Sem fazer muito barulho na mídia, eles lançaram seu quarto álbum de estúdio e quando público e crítica foram unânimes em aclamar o novo trabalho da banda, eles conseguiram voltar aos holofotes. E de fato, Suck It and See foi um retorno mais do que triunfal do Arctic Monkeys e talvez o melhor trabalho da banda depois de Favorite Worst Nightmare.

Músicas como “Brick by Brick” e “Black Treacle” já podem figurar entre as melhores da banda e enquanto “She’s Thunderstorms” e a faixa-título mostram um grande amadurecimento nas composições (menos forçado do que em Humbug), o lado mais divertido da banda, que é uma das características que a torna tão boa está bem presente na balada “The Hellcat Spangled Shalalala” e na insanidade meio psicodélica com letra nonsense de “Don’t Sit Down Cause I’ve Moved Your Chair” (uma das melhores do álbum). Agora, fica a ansiedade pra ver algumas dessas músicas ao vivo, ansiedade essa que está pra ser suprida daqui a alguns meses pelos brasileiros…

6 – Different Gear, Still Speeding– Beady Eye: Com um nome sutil como um soco no estômago (algo como “Marcha diferente, ainda correndo”), o primeiro álbum do Beady Eye, a primeira vista, poderia ser até “o primeiro álbum do Oasis sem Noel”, não fosse o fato de que a ausência dele exclui qualquer possibilidade da banda ainda existir e depois que se ouve o álbum novamente e com mais atenção, nota-se que o Beady Eye, apesar de parecer, não está tão próximo da banda de onde saiu. Fora músicas como “Wigwam” ou “The Morning Son”, que são puramente Oasis, as outras mergulham completamente em tudo que inspirou os irmãos Gallagher durante toda a carreira da antiga banda.

“Beatles and Stones” soam como músicas dos… bem, acho que está bem claro as bandas que essa música lembra não é? “Bring the Light” nem parece uma música atual e chega a ser nostálgica, “For Anyone” parece ter saído dos primeiros CDs dos Beatles e “Standing on the Edge of the Noise” evoca o melhor do rock dos anos 60 e 70, tudo bem diferente do britpop que o Oasis ajudou a popularizar nos anos 90. Sem as composições e o senso de grandiosidade de Noel (que está presente com força no seu álbum solo), o Beady Eye vai por um caminho mais fácil e faz um CD simples, mas maravilhoso, bem como as bandas em que se inspirou.

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Amanhã a noite, confira a segunda parte, com os 5 melhores CDs que ouvi esse ano! E fale nos comentários aqui sua opinião sobre esses álbuns. Também estão na sua lista? Acha que algum deles merecia posição melhor? Dê os seus pitacos!

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