Últimos filmes vistos: Outros grandes blockbusters de 2011… até agora

Este ano já está marcado como o ano das continuações. São franquias se iniciando, terminando, sequências e prequels chegando aos cinemas. E na maioria das vezes, é garantia de sucesso estrondoso. Você já viu comentários de duas delas no post abaixo e aqui, confira minhas opiniões sobre a quarta aventura de Jack Sparrow (e o que acho de sua existência), a nova ressaca dos amigos de Se Beber, Não Case (bem… a mesma, mas em outro país) e por fim, a grande surpresa de 2011 para mim até agora, cortesia de Charles Xavier e seu time de mutantes.

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011)

Depois daquele desastre inacreditável que foi No Fim do Mundo, eu realmente achei que tinham desistido de Piratas do Caribe. O fim da trilogia conseguiu ser ruim de tal forma que eu estava certo que Jack Sparrow já tinha se aposentado de vez dos cinemas. No entanto, mesmo com a história fechada, mesmo sem nem ter qualquer brecha pra isso e mesmo depois de um filme tão horrível, a bilheteria inchada que a franquia acumulou acabou falando mais alto e Depp e seu personagem mais marcante voltaram. Talvez por não ter um pingo de expectativa, o filme acabou parecendo bem melhor do que eu esperava.

O bom humor e o clima de aventura que fizeram do primeiro filme um sucesso sem precedentes estão de volta nessa quarta aventura de Jack Sparrow, que tem como foco a lendária Fonte da Juventude. Fora Sparrow e o Capitão Barbossa, tudo da trilogia anterior (porque sim, os produtores já disseram que a ideia é que esse seja o primeiro capítulo de uma nova trilogia) foi deixado para trás, até mesmo o Pérola Negra, que até aparece, mas de uma forma no mínimo inusitada. Para representar as mulheres, sai Keira Knightley (Amém, não pela atriz, mas pela personagem, que sempre foi péssima) e entra Penelope Cruz, que faz um ótimo trabalho sendo bonita. É, nada além disso. O melhor no elenco, de longe, é Geoffrey Rush, que diverte com um Barbossa que sofre para se manter civilizado quando no fundo, não consegue fugir do seu espírito de pirata.

Apesar de divertir mais do que a tentativa de épico do filme anterior, Navegando… ainda assim é um pouco frustrante em alguns aspectos. Ian McShane vem com a responsabilidade de interpretar o lendário Barbanegra, mas não faz nada muito marcante porque o personagem, que prometia tanto, é de uma chatice inacreditável. Há apenas uma tentativa de intimidar que simplesmente não funciona. Além disso, fizeram tão bem em se livrar de Will e Elizabeth pra conseguirem o feito de fazer um romance ainda pior, entre um pastor e uma sereia (!!!), que mesmo separados, são chatíssimos.

O fato é que Piratas do Caribe já está mais do que saturado nos cinemas. A cena pós-créditos desse filme (porque sim, ela existe!) dá brecha para uma continuação e isso é quase desesperador. A piada de Jack Sparrow já acabou, a novidade da história passou, os piratas já não impressionam mais faz tempo. E esse quarto filme, diverte sim, mas é aquela diversão meio falsa, só funciona quando se vê o filme com os amigos, todo mundo sai comentando, ri junto, mas horas depois, já passou e você percebe que se divertiu mais por estar entre amigos do que com o filme de fato. Pelos boatos, mais dois filmes estão a caminho… eu só sei que passou da hora do Capitão Jack Sparrow baixar a âncora… antes que naufrague de vez.

Nota: 7

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Se Beber, Não Case – Parte 2 (2011)

Se eu questionei a existência de um novo Piratas do Caribe, o que dizer dessa sequência de Se Beber, Não Case? Quem imaginou que desse pra tirar mais alguma coisa da excelente comédia de 2009? Bem… não dá pra tirar nada de lá mesmo e por isso, essa segunda parte da agora franquia nada mais é do que exatamente o mesmo roteiro do filme anterior, com algumas alterações nas circunstâncias dos acontecimentos. O lugar, por exemplo, não é mais Las Vegas: dessa vez, os caras se perdem na Tailândia.

O filme foi sabotado pelo próprio marketing. Seria MUITO mais engraçado se a tatuagem no rosto de Stu (Ed Helms) tivesse sido revelada só na hora em que eles acordam da bebedeira ou se não estivessemos esperando o macaco aparecer desde o começo do filme. Porque, fora essas novidades – que também contam com Alan (Zach Galifianakis) careca e o fato de que foi o cunhado do noivo e não o próprio noivo que sumiu – não sobra muito de novo. Certo, as piadas estão mais pesadas e o humor negro bem mais carregado, mas no raso, é o primeiro filme de novo. Difícil dizer se isso é um elogio ou um grande defeito. Afinal, o primeiro filme é hilariante, não?

E Se Beber, Não Case – Parte 2, mesmo com poucas novidades, é muito engraçado. A química do grupo está fantástica, Galifianakis mais uma vez rouba a cena e de bônus, ainda tem Ken Jeong e seu exagerado Mr. Chow de volta. Os dois são aquele tipo de ator que só uma encarada é o bastante para cairmos na risada. As soluções para os mistérios da noite de gandaia são as mais inusitadas possíveis (mesmo!) e e difícil não rir com uma aparição-surpresa no final. Aqui temos um raro caso de uma piada que, contada de novo, ficou tão engraçada quando era antes. Agora, se resolverem contar uma terceira vez, a coisa já vai perder a graça hein…

Nota: 8

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X-Men: Primeira Classe (2011)

Eu não via a menor chance desse filme dar certo. Um filme da saga com os mutantes mais jovens, sem Wolverine, com Xavier e Magneto interpretados por dois outros atores mais jovens quando Patrick Stewart e Ian McKellen imortalizaram os personagens nas telonas… estava tudo destinado a dar errado. Mas, depois de não curtir as imagens, não curtir os posteres e não curtir o trailer… saí do cinema com a certeza de que tinha visto um dos melhores filmes de toda a franquia e, mais que isso, um dos melhores e mais divertidos filmes de super-herói dos últimos anos!

Mas eu bem devia ter visto as dicas de que no fim, poderia acabar dando certo. O diretor era Matthew Vaughn, que no ano passado foi o responsável pelo sensacional Kick-Ass. Bryan Singer, diretor dos dois primeiros filmes, estava na produção. Os X-Men estavam em boas mãos. Com um roteiro que coloca os mutantes no meio de grandes acontecimentos históricos (alguns momentos-chave da Guerra Fria), X-Men: Primeira Classe é talvez o filme que mostre de forma mais fiel e eficiente o time do mutantes. O foco não está em ninguém em específico, mas em toda a criação do grupo. Claro, há uma certa importância dada a Charles Xavier e Erik Lensherr (o futuro Magneto), afinal, são eles que começam com tudo, mas todos os personagens tem seu momento pra brilhar.

Com isso, esse prequel consegue fazer tudo o que os três filmes podem ter falhado ou ficaram devendo: Mística, que é uma mera capanga de Magneto na trilogia, é uma das personagens (se não for A mais) fascinantes do filme, cresce e se desenvolve de maneira admirável, de modo que no final, entendemos sua escolha ao ir para o lado de Magneto. É ela que representa aqui toda a dúvida e a dificuldade de alguém diferente em aceitar o que é, pois sua mutação, como sabemos, afeta drasticamente sua aparência. Ao mesmo tempo, vemos como o Dr. Hank McCoy se tornou o Fera, um dos mais icônicos X-Men, que ganhou uma ponta de luxo em O Confronto Final, é mostrado como um jovem brilhante, outro dos melhores personagens de Primeira Classe.

É incrível ver como todos os personagens são excelentes, todos tem seu peso, seu momento de mostrar a que vieram, o filme faz tudo isso e ainda conta com excelentes sequências de ação e um ritmo ágil e extremamente dinâmico, de forma que é difícil de piscar, pois sempre tem algo empolgante acontecendo na tela. E o vilão vivido por Kevin Bacon chega a ser divertido, pelo tipo clássico que faz. Milionário, com direito a submarino com design moderno e o simples plano megalomaníaco que, entre outras implicações, se baseia em dominar o mundo.

Envolvente e divertido, X-Men: Primeira Classe foi, sem dúvida, uma das maiores surpresas que já tive no cinema. Fui esperando um desastre, saí querendo comprar um ingresso pra mais uma sessão. Amarrando as pontas e corrigindo qualquer falha que ficou na trilogia, retoma o lugar de direito dos mutantes no cinema, depois do deplorável X-Men Origens: Wolverine. E como não poderia deixar de ser, tem até os easter-eggs básicos pra deixar os fãs malucos. Nada como sair do cinema com um largo sorriso…

Nota: 10

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