Comentando Música: Avantasia – Um épico em notas musicais: Parte I

Já fazia um tempo que estava prometendo fazer posts de algumas bandas que, principalmente no ano passado, se tornaram um tanto relevantes na minha vida. Agora que finalmente terminei de ouvir a discografia desse projeto, está mais do que na hora de falar dele. E como qualquer coisa relacionada a Avantasia, esse meu relato será dividido em partes, afinal, o projeto tem dois momentos bem diferentes na sua discografia (e bem… escrever em um post só acabou se provando completamente impossível, hehe).

Antes de continuar, é bom atentar a um detalhe do primeiro parágrafo: “projeto”. Diferente de tudo que eu já vi no que diz respeito ao rock em geral, Avantasia não é uma simples banda, é um ambicioso projeto que envolve alguns dos maiores nomes do metal no mundo, todos juntos para criar um grande épico em forma de metal.

No mundo da música, tudo em excesso se tratando de vocais me incomoda profundamente. Nem ligo pra roupas e maquiagem, pois se a música é boa, não importa o que a banda veste (que o diga Kiss ou Twisted Sister) e menos ainda para solos de guitarra ou baixo, quanto mais tiverem – sendo bons, óbvio – melhor (só solo de bateria é meio pé no saco, hehe), mas berros muito agudos ou no estilo “quero vomitar minhas cordas vocais”, assim como rugidos ininteligíveis já são pré-requisitos para me deixar com o pé atrás na hora de ouvir qualquer banda.

Mas fica difícil não ficar cheio de curiosidade quando um amigo chega falando de um projeto de um tal Tobias Sammett envolvendo mais duas dúzias de pessoas conhecidas no mundo do heavy metal sobre a história de um cara e sua jornada épica para salvar a terra de Avantasia. Um CD com um enredo e personagens? Um CD em que as músicas contam uma história passada na Idade Média e todas elas são uma mistura de metal, ópera e música clássica? Quem consegue se importar se o vocal é agudo ou não sabendo disso?

E depois de um tempo prometendo, fui atrás do tal Avantasia e baixei o primeiro CD do projeto, intitulado The Metal Opera Pt. I. Logo na primeira música (a fantástica Reach Out For the Light), o próprio Tobias, rompia num grito desumano… Bom, fato é que não dá pra ignorar as tremidinhas na voz ou Tobias alcançando tons ainda não registrados na escala de notas atual, mas depois da 3ª ou 4ª música (sem contar as partes apenas orquestradas), estava feito: já estava completamente envolvido pelas músicas, as letras complexas, os riffs sensacionais e o equilíbrio tão perfeito de orquestra com metal.

Até hoje, The Metal Opera é um dos CDs mais diferentes e fascinantes que já ouvi, mesmo que seu estilo esteja bem longe de ser meu favorito (Power Metal, aos desavisados). É difícil não levar a imaginação longe ouvindo músicas como “Farewell”, ” The Tower” e claro, a própria “Avantasia”. Todos os “convocados” por Tobias estão entre os melhores naquilo que fazem, então era completamente impossível ser algo menos do que sensacional. Ouvi a Pt. II pouco depois e, apesar de não ter metade do impacto do anterior (na verdade, até me decepcionou um pouco), ainda mantém toda a essência do Avantasia.

Depois de muito tempo (quase o tanto que Tobias demorou para lançar um novo CD do projeto após Metal Opera), fui ouvir o resto da discografia. E ao conferir “The Scarecrow”, me senti quase envergonhado de não tê-lo ouvido antes. Aqui, Tobias não só muda os rumos do seu projeto como também dá uma mexida no estilo do Avantasia, que deixa de ser apenas aquele épico Power Metal para flertar um pouco mais com o heavy metal e o hard rock. Traição, heresia e um péssimo álbum? Totalmente ao contrário! “The Scarecrow” é facil, meu CD favorito do Avantasia!

Na próxima sexta, um texto sobre o sensacional “The Scarecrow” e suas continuações, “The Wicked Symphony” e “Angel of Babylon”, que juntos formam a sombria “Wicked Trilogy”, além da relevância que Avantasia ganhou na minha vida, desde que conheci o projeto. Fiquem ligados e até lá!

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3 comentários sobre “Comentando Música: Avantasia – Um épico em notas musicais: Parte I

  1. Poderia estender mais, mas pelo pouco que conhece, e que desdenhava sobre Avantasia, está muito bom, assino embaixo (sou suspeito de falar sobre, afinal vi duas vezes ao vivo). E escreva logo sobre a “Wicked Trilogy”, aguardo.
    Obs.: O tal do amigo sou eu, eu acho hahaha.

  2. Nao suporto mto o Tobias como vocalista, mas considero ele um genio no quesito construção musical. Depois que o Avantasia assumiu um estilo mais pro Hard Rock, achei essa construção melhor ainda! Sensacional ouvir Jorn Lande. E na minha opniao, The Scarecrow é um dos melhores albuns do projeto.

    Abs

  3. Renato,
    Bom, fiz o possível. E acha que já não fui atrás da história da banda? Hehe, to bem estudado pro texto. E o texto da trilogia tá praticamente pronto, sexta-feira tá aí!

    Natalia,
    Jorn de fato domina a Wicked Trilogy, que marca essa mudança de estilo que vc falou. Acho Tobias sensacional, porque, mesmo não gostando de vocais muito agudos, não tem como negar a potência que a voz de caras como ele tem, mas várias músicas do Metal Opera me irritam um pouco, hehe. E aguarde, porque tenho a mesma opinião que vc! Scarecrow é meu favorito do Avantasia!

    Até mais!

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