Últimos filmes: Lançamentos de 2010 – Ogros, príncipes, titãs e brucutus…

Estamos em setembro e vários dos filmes mais esperados desse ano já chegaram aos cinemas. Alguns já garantiram seu lugar nas primeiras posições de uma futura lista de melhores do ano (A Origem, Toy Story 3…) outros já se firmaram como grandes decepções, sendo massacrados por público e crítica (pobre Shyamalan e seu O Último Mestre do Ar…).

Na correria, nem sempre dá tempo de falar sobre tudo que já vi nos cinemas esse ano e alguns filmes não ganharam seus posts aqui no blog. Uns porque não tive tempo suficiente, outros… bem, porque não tem filme o suficiente para sustentar um post inteiro. Vejam aí como estou certo, com meus rápidos comentários de Fúria de Titãs, Príncipe da PérsiaShrek Para Sempre e Os Mercenários!

Fúria de Titãs: Remake em Hollywood é um negócio estranhamente contraditório. Muita gente renega, mas todo ano tem um pra ser massacrado (pois são raros os que dão certo). E fica ainda mais difícil mudar essa imagem negativa quando mesmo o material original já não é muita coisa.

Com isso, a nova versão só tem o nome em comum com a antiga, esquecendo completamente a história original – a coruja Bubo virou uma piada de mal gosto para os saudosistas – e agredindo a mitologia grega de um modo meio revoltante. Primeiro, o título já é um mistério: que raio de titãs são esses que ficaram furiosos? O filme não tem titã nenhum (não, Medusa e Kraken não são titãs)! E já que falei do bichão, impossível não falar que sua aparição é uma das coisas mais frustrantes do cinema em 2010. Foi fiel ao original, mas sinceramente, se temos orçamento grande, vamos fazer algo mais decente, certo?

O roteiro é de uma cretinice ímpar – apesar de perder completamente a inocência do original, algo que poderia ter sido positivo – e Sam Worthington fez um trabalho excepcional em Exterminador do Futuro 4 e Avatar, mas não convence ninguém com essa cara de puto em Fúria de Titãs. No fim das contas, o filme vale pelos efeitos visuais, realmente espetaculares, a oportunidade de ver atores fantásticos como Liam Neeson e Ralph Fiennes se divertindo como Zeus e Hades respectivamente e a sequência da Medusa, único momento em que o remake se justifica, pois melhora tudo que não estava muito certo nessa cena do original (que também é ótima). No fim das contas, é um filme completamente esquecível…

Nota: 5

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Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo: Aparentemente, juntei tudo que gostam de xingar em Hollywood nesse post. Primeiro, um remake, agora, um filme baseado num game. Pela má fama desses filmes, fiquei sem muitas expectativas e fui ver com os amigos esperando nada além de uma diversão básica e descompromissada no um fim-de-semana.

Bom… o filme é mesmo só uma diversão básica e descompromissada no fim-de-semana, mas é exatamente isso que o torna bom! Sem negar sua condição de filme-pipoca, Príncipe da Pérsia tem efeitos visuais competentes, ritmo hábil e história bem simples, feita na medida pra quem não quer nada além de entretenimento. Há falhas claro, e elas são bem evidentes, Jake Gyllenhaal está tão bem quanto uma porta e o roteiro as vezes irrita, com uma necessidade estúpida de repetir 30 vezes a mesma coisa (quando ele descobre que a areia da adaga faz voltar no tempo, quase soltei um “Já entendemos!” quando ele dizia pela 4ªvez qual o poder dela).

Em quesito adaptação, como na grande maioria dos filmes de game, pouco ficou da obra original, mas, fora essas falhas básicas e que pouco comprometem o resultado final, Príncipe da Pérsia cumpre bem o que promete: é divertido, empolga e consegue ficar bem acima da média da grande maioria das adaptações de games. Além de ter ficado bem além das minhas expectativas.

Nota: 7,5

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Shrek Para Sempre: Depois do horroroso Shrek Terceiro, todo mundo perdeu a fé no ogro e muita gente – eu incluso – não fazia a mínima questão que ele voltasse as telonas. Mas a Dreamworks resolveu fazer mais um e eu pensei que eles só estavam querendo chutar cachorro morto, mas só depois do filme entendi a verdadeira intenção dele existir (além de render rios de dinheiro, lógico): a franquia merecia um final mais digno.

E, felizmente, Shrek Para Sempre consegue finalizar a história de um dos personagens mais marcantes da década passada de um modo bem satisfatório, com uma história interessante e piadas mais inspiradas e menos apelativas que no filme anterior. Como em todos os outros, o Burro e o Gato de Botas dominam todo e qualquer momento do filme em aparecem, dando um show ainda melhor quando estão juntos – a dinâmica entre Eddie Murphy e Antonio Banderas no set de dublagem deve ter sido no mínimo divertida.

Como numa boa animação, há momentos muito engraçados, outros bem melancólicos – Shrek chegando no seu lar na outra” versão” do mundo é talvez a cena mais triste da franquia – e a sequência final é cheia de ação e envolve até o último minuto. Vale lembrar que o 3D é competente aqui, bem integrado a história e em aspectos técnicos, é claro que esse é o filme mais bem produzido da franquia. De resto, há bem pouco para se comentar. Porque, apesar de ser divertido, Shrek Para Sempre é simples e deixa sua intenção de fim definitivo bem clara o tempo todo. E bom… é só mais um filme do Shrek né.

Nota: 8

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Os Mercenários: Eu passei uma semana me esforçando pra montar um texto comentando esse filme, até perceber: se o filme não se baseia em roteiro algum, como eu vou basear meu texto em qualquer coisa? Os Mercenários é o filme mais cara-de-pau dos últimos tempos, porque consegue empolgar fácil, mesmo sem uma lasca sequer de roteiro! Vi vários filmes dos anos 80 com aquela vontade de ter conferido todos no cinema, agora, Stallone finalmente deu essa oportunidade, já que o filme cheira a anos 80 de longe.

Quando eu digo que não existe roteiro, não estou brincando. Há uma situação qualquer apresentada em poucos minutos, só para dar um mínimo de justificativa para as coisas simplesmente acontecerem no filme. Por ser um filme de ação comandado por Stallone, acho meio tosco falar sobre atuações, então vamos ao que interessa: as cenas de ação são sensacionais, cruas, tudo à base da pancadaria do jeito que se resolvia antigamente e com uma brutalidade as vezes até exagerada (membros expostos e troncos arrancados), isso sem contar as forçadas de barra (Stallone arrancando a cabeça do cara com uma faquinha de manteiga foi ótimo).

Se isso não faz diferença nenhuma pra você, o ingresso fica pago com a excelente cena de Stallone, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger juntos numa igreja, tipo de coisa que qualquer um que já tenha visto qualquer filme desses caras (menos as comédias dos dois últimos) queria ver. Numa curta conversa, eles tem tempo de se zoar, Willis faz todas as caras de canastrão possíveis e Schwarzza dá o olharzinho “Hasta la vista baby” antes de sair (e nem falei da luz que envolve o governador quando ele entra na igreja). Mas não são só eles que se zoam: o filme inteiro é uma zoeira e ficou claro que todo mundo ali estava só se divertindo.

Sem ignorar sua condição de galhofa, Os Mercenários é tão nostálgico que é impossível não se render e vibrar no cinema quando Terry Crews surge explodindo cabeças, Stallone solta a milésima frase clichê no filme ou o vilão tem um fim absurdo. E só o fato de conseguirem reunir tantos brucutus (…e Mickey Rourke, que não é um brucutu né, até tem sentimentos aqui) antigos num filme só já é admirável. Aqui, nossa única obrigação é sentar na poltrona e se divertir. Poucos podem se dar ao luxo de fazer filmes assim… Stallone é um deles.

Nota: 7

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Aí estão, tudo o que vi no cinema em 2010, além do que já está no blog, claro, hehe. Comente o que achou dos filmes também!

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