Filmes – Especial: Toy Story (1995) e Toy Story 2 (1999)

Primeiro, me desculpem pelo absurdo tempo de ausência do blog. Muitas responsabilidades e infelizmente, pouco tempo pro Cinema. Mas estou de volta! Agora, vamos ao post:

Toy Story foi um dos filmes mais marcantes da minha infância. Vi ele ainda criança e nunca me esqueci daqueles personagens, das frases marcantes (“Isso não é voar, é cair… com estilo”) e é claro, da ideia de que os brinquedos viviam todo tipo de coisa quando seu dono não está por perto. Esse ano realizei um sonho antigo ao ver os dois filmes da franquia no cinema e, como se não bastasse, em 3D.

E agora, que o terceiro e último filme chegou as telonas, me vi na obrigação de escrever sobre essas animações incríveis, antes de falar do capitulo derradeiro da história. Começando, claro, do primeiro e… o melhor?

Toy Story (1995)

São poucos os filmes que conseguem ser irretocáveis, a ponto de serem quase perfeitos. E no quesito animação, Toy Story é um dos poucos que consegue alcançar esse feito. A estreia da Pixar no cinema continua sendo uma obra-prima da animação, até mesmo tecnicamente. Sim, mesmo tendo sido feito há distantes 15 anos atrás, o primeiro filme da franquia ainda tem um visual excelente e que chega a impressionar se lembrarmos que ele foi feito em 1995. Claro, não há a perfeição dos detalhes que os filmes mais recentes da Pixar (no caso, Wall-E e Up) tem, mas não envelheceu nem um pouco.

Mas são as histórias que importam nos filmes da Pixar e em Toy Story, o estúdio mostrou isso pela primeira vez. Criada por John Lasseter (que também dirige o filme), Andrew Stanton (diretor de Procurando Nemo e Wall-E), Pete Docter (diretor de Up e Monstros S.A.) e Joe Ranft (roteirista de Carros), ela é atemporal e, mesmo em tempos que as crianças não ligam tanto para brinquedos – Internet… – ainda funciona como uma ótima e divertida lição de moral. Tudo porque cada personagem de Toy Story e cada situação pela qual eles passam parece ter sido feito para as crianças se identificarem. O ciúme de Woody ao ser deixado de lado por Buzz é só uma versão meio exagerada da criança que vê a chegada de um irmãozinho como uma ameaça de abandono. O próprio Buzz, ao pensar que é um grande e heróico patrulheiro espacial e pode até voar, é aquela criança cheia de sonhos impossíveis, mas divertidos.

E o roteiro (que foi escrito por nomes conhecidos dos cinéfilos e fãs de séries, como Joss Whedon e Joel Cohen) acerta em cheio ao mostrar de forma tão criativa as desilusões e problemas desses personagens, no primeiro exemplo de como a Pixar sabe tratar de temas adultos com crianças de uma forma genial, sem deixar ninguém traumatizado. Quem se esquece da cena em que Buzz descobre que só é mais um brinquedo e tenta voar uma última vez? Triste e com uma música melancólica ao fundo, para completar a cena. E logo depois, para amenizar o clima, vemos o mesmo personagem rendendo alguns dos momentos mais hilários do filme.

No fim, talvez seja isso o grande trunfo de Toy Story e o que faz dele um filme inesquecível. Ele nos faz sentir um turbilhão de coisas ao mesmo tempo, não há um minuto desperdiçado, uma cena que não nos provoque nada ou um momento do qual não nos lembremos por um bom tempo. Rimos, choramos, ficamos tensos e torcemos pelos personagens, de modo que no final, chega a ser espantoso se dar conta de que é apenas uma animação. Sem dúvida uma das grandes animações do Cinema e um dos meus filmes favoritos, Toy Story mostrou, logo de cara, que a Pixar não ia demorar pra fazer história no mundo das animações.

Nota: 10

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Toy Story 2 (1999)

No final do primeiro filme, Woody e Buzz haviam se tornado grandes amigos e Andy havia ganhado uma Sra. Cabeça de Batata e um cachorrinho. A história gritava por uma continuação. E 4 anos depois, Toy Story 2 chegou aos cinemas, seguindo a risca a cartilha Hollywoodiana ao ampliar tudo que deu certo no filme anterior: essa sequência tem mais personagens, mais confiltos e aquela mistura de comédia, drama e ação que só a Pixar sabe fazer.

Nessa continuação, Woody é “raptado” por um colecionador meio pirado, deixando os seus amigos desesperados. Buzz, sem demora, organiza uma missão de resgate para salvar o amigo antes de Andy voltar do seu acampamento. Claro que isso é só o esqueleto de um roteiro que, tal como seu antecessor, não para em momento algum.

Os novos personagens são todos relacionados a Woody, pois fazem parte de sua antiga coleção. Temos a carismática vaqueira Jesse, que logo se torna uma das protagonistas da trama, além de ser a responsável pela parte emocionante do filme (sua história é de cortar o coração), o cavalo Bala no Alvo, que rende momentos divertidissimos e Stinky Pete (ok… Pete Fedido), que é o grande vilão da história, tornando a história completamente focada nos brinquedos (no 1ºfilme o vilão era um humano, o delinquente Sid).

Aqui, o que move a história é o medo de ser esquecido e a triste realidade de que as crianças crescem um dia e acabam deixando os brinquedos de lado. O horror dos brinquedos ao ver que Woody, o brinquedo preferido de Andy, foi jogado no alto da prateleira, além do pesadelo do caubói mostram como sabem humanizar os brinquedos de forma que realmente acreditemos neles. Mas no final, fica a lição de que, já que não dá pra evitar o amadurecimento das crianças, o que vale é aproveitar o agora, brincar e se divertir enquanto é tempo. Claro que isso serve tanto para os brinquedos quanto para as crianças.

Para os mais velhos, há uma diversão a parte. Se no filme anterior tínhamos referências tímidas ao Cinema e a cultura em geral (“Olha, eu sou Picasso!”), em Toy Story 2 temos quase um jogo para os cinéfilos, com referências a grandes filmes e cineastas em vários momentos, desde as mais óbvias – como a “revelação” de Zurg no elevador, pra fazer a alegria dos nerds – até as mais sutis – os dois Buzz fazendo a saudação vulcano um para o outro foi algo que pouca gente notou – mostrando que os realizadores do filme tem um amor incondicional por Cinema, o que explica porque tudo que a Pixar faz é tão incrível.

E acho que nem preciso comentar o visual do filme, em vários momentos parece que a Pixar está se desafiando a fazer algo cada vez mais grandioso, com cenários enormes e detalhados – a loja de brinquedos é um show a parte – um trabalho de fotografia excelente e sempre se prendendo aos detalhes (a posição da câmera na cena em que Rex corre atrás do carro, uma referência clara a Jurassic Park, é um exemplo disso).

Toy Story 2 é tão divertido quanto o primeiro e, em alguns momentos chega até a ser melhor – eu ainda fico na dúvida – funcionando perfeitamente como o final da história (até porque a cena final é uma festa imensa, não?). Mas quem somos nós para decidirmos se a fórmula está esgotada não é? Esse ano, descobrimos que ainda tinha história para contar… e excelentes histórias.

Nota: 9

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E em alguns minutos, Toy Story 3 aqui no blog!

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2 comentários sobre “Filmes – Especial: Toy Story (1995) e Toy Story 2 (1999)

  1. Ótimos textos!

    A trilogia Toy Story figura no topo da minha lista de filmes preferidos, sem dúvidas.

    Não resta muito a dizer depois desses seus textos, que falam praticamente tudo o que há pra se falar não só sobre Toy Story como para grande parte das animações 3D (principalmente da Pixar).

    Mas o que sempre me fascina nesse tipo de filme é que, camuflado por uma aparência de filme para crianças está uma verdadeira obra de arte que até os mais adultos podem apreciar em totalidade. E, obviamente, Toy Story é um dos melhores exemplos disso, principalmente no terceiro episódio (mas deixarei pra falar desse no seu artigo específico, hehe).

    E há uma diferença GRITANTE no visual do filme na transição do primeiro para o segundo filme, comparando imagens ou até mesmo assistindo-os em sequência é possível perceber isso muito facilmente. Não que isso desmereça o primeiro, de forma alguma, só mostra o quanto o estúdio evoluiu no meio tempo da produção dos dois episódios.

  2. Toy Story foi um pouco mais engraçado do que Toy Story 2 ,porque, o Woody quase toda hora ficava nervoso com o buzz ,e jà o 2 sò quase no final apareceu aquele novo Buzz achando que voava .Tambèm em Toy Story ensina as crianças a não destruir brinquedos por diversão, igual ao Sid que acabou tomando um susto quando os brinquedos começaram a andar e falar. Foi uma boa lição aos meninos bagunçeiros. bom minha resposta é esta.

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