Últimos filmes vistos: De Kevin Smith a Stanley Kubrick

Nesse mês, resolvi compensar o (longo) tempo longe dos filmes e vi várias produções mais recentes e até um clássico. De Kevin Smith, passando por Al Gore até Stanley Kubrick, a lista foi bem variada… confira minhas opiniões abaixo:

– Filhos da Esperança (2006): Sabe aqueles filmes que parece que ninguém conhece, mas são incríveis? Pois é, Filhos da Esperança é um deles. Uma verdadeira obra-prima, dirigida de maneira brilhante por Alfonso Cuáron (mais conhecido pelo – excelente – trabalho feito em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) e que pode ser considerado com facilidade um dos grandes filmes desta década. Não vou me ater a detalhes da história, pois em breve falarei mais sobre o filme na nova seção do blog, que estreia em breve.

Com isso, ressalto as excelentes atuações de Clive Owen e Michael Caine e a parte técnica do filme, simplesmente impecável. Poucas vezes o uso da câmera na mão num filme foi tão agoniante. Digo isso por uma sequência em especial, com pouco menos de dez minutos e que nos deixa sem respirar, tamanha a tensão. Sem contar os pequenos detalhes como os respingos de sangue e a sujeira na tela durante essa cena. Há muito mais a se falar do filme, mas vou deixar pra fazer isso nos especiais que estão sendo preparados pro fim de ano. Nota: 10

– Uma Verdade Inconveniente (2006): Obrigatório. Se fosse pra resumir Uma Verdade Inconveniente em uma única palavra, diria isso. Esse é outro que vou comentar melhor em um outro post, mas por aqui, digo que a versão em documentário da palestra do ex-vice-presidente Al Gore sobre aquecimento global é o tipo de coisa que todas as pessoas no mundo deveriam assistir. Em pouco mais de 1h30, Gore explica – usando gráficos, frases de grandes pensadores, analogias e até uma (boba, mas divertida) animação de Matt Groening – absolutamente tudo que precisamos saber sobre o problema que vem afetando nosso planeta.

Com carisma de sobra, bom humor e muito dinamismo, o ex-vice-presidente nos alerta que já passou da hora de nos mexermos para fazer algo a respeito desses problemas. Claro que, por ser um documentário, há todo um trabalho de edição, mesclando a palestra com alguns fatos dramáticos da vida de Gore, como o acidente que seu filho teve ou sua derrota nas eleições, para não deixar a experiência de assisti-lo em DVD muito cansativa. Mas sem nunca esquecer o foco principal. E sim, tem gente que pode achar monótono e dizer que toda essa coisa de salvar o mundo do aquecimento global é uma chatice. Bom… tem um motivo pro documentário ter esse nome… Nota: 9

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– Pagando Bem, Que Mal Tem? (Zack and Miri Make a Porno) (2008): Preciso colocar o título original em parênteses porque esse nome nacional é uma ofensa. Enfim, o último filme de Kevin Smith tem o estilo das comédias que fazem sucesso atualmente: referências a cultura pop explodindo na tela, milhares de piadas relacionadas a sexo – ok, nesse caso é algo plenamente justificável, dada a história – personagens losers e um final todo bonitinho. Ou seja, o filme é muito bacana.

Seth Rogen continua sendo um dos melhores comediantes da atualidade e tem uma quimica inacreditável com Elizabeth Banks. Algumas referências nerds são excelentes – a cena deles discutindo Lost enquanto filmavam o filme pornô é a melhor do filme – e tem até algumas aparições bem bacanas (como a de Brandon Routh, que depois da decepção que foi Superman – O Retorno, só fez… esse filme). Não é nem de longe o melhor filme de Kevin Smith e eu tinha expectativas maiores. Mas não chegou a decepcionar. Nota: 8

– The Spirit: O Filme (2008): Eu não esperava absolutamente nada desse filme, mas mesmo assim, conferi, por pura curiosidade, afinal, Samuel L. Jackson é o grande vilão da história, Scarlett Johansson e Eva Mendes estavam no elenco e Frank Miller, o diretor e roteirista do filme, é um ótimo roteirista de HQs. Pois bem… como diretor, Miller… é um ótimo roteirista de HQs.

O filme é patético, mal-dirigido, com um roteiro babaca e uns dialogos que me fizeram ter vontade de esconder a cara de vergonha. Certo, é bonito visualmente, mas não tem jeito… já vimos essa estilização toda em “Sin City”, portanto, nem isso chega a ser um ponto positivo. Só vale pra ver Samuel L. Jackson como o vilão Octopus e Scarlett Johansson como sua capanga. Eles devem ter se divertido fazendo o filme. Chega até a ser triste… Nota: 4

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– Nascido para Matar (1987): Depois de muito tempo, enfim vi o penúltimo filme de Stanley Kubrick inteiro – até então, só tinha visto até a parte do treinamento na ilha. Bem, é aquela coisa, comecei a assistir já esperando algo fantástico, afinal, tirando talvez De Olhos Bem Fechados, Kubrick fez alguma coisa que não fosse menos que excelente? Pois é, Nascido para Matar é mais uma obra-prima do diretor, com todas as características que marcam os filmes de Kubrick, aliados ao cenário hostil da guerra.

O filme se divide em duas partes: o duro treinamento dos homens na ilha e a batalha que esses homens, já soldados, tem que enfrentar na Guerra do Vietnã. A primeira parte é memorável: toda e qualquer cena com o Sgt. Hartman nos deixa tão nervosos quanto os homens que estão sendo treinados. Um personagem simplesmente fantástico. As características “kubrickianas” já aparecem aqui, com o close no rosto de Pyle, em duas cenas, mostrando que ele já tinha se entregado a insanidade naquele momento.

A segunda parte, já no front de batalha, é de uma tensão insuportável. Novos personagens aparecem e o filme muda completamente. O clímax é uma das melhores sequências de guerra que eu já vi, espetacular. Enfim, como em qualquer filme de Kubrick, tem ótimas atuações de todo elenco, uma direção segura e eficiente e uma trilha sonora excelente. Uma pena o diretor ter demorado tanto pra voltar depois desse filme… Nota: 9,5

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Fiquem ligados no blog, a partir do dia 1º, uma nova seção começa!

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Um comentário sobre “Últimos filmes vistos: De Kevin Smith a Stanley Kubrick

  1. Dos filmes citados, assisti apenas a dois deles: Zack and Miri e Filhos da Esperança.
    A comédia de Kevin Smith achei bacana, mas bem abaixo do que ele costuma fazer. É só eu lembrar de O Balconista que o meu sorriso no rosto ao assistir Zack and Miri desaparece na hora. Mas confesso que achei uma comédia divertida de assistir.

    Mas Filhos da Esperança, QUE FILME! É um must see da vida! Tanto a história quantoa as atuações estão impecáveis. Destaque mesmo para essa cena que você mencionou, sem cortes. Também para a difícil tomada gravada dentro do carro. É um filme que ainda pretendo comprar e colocar na minha prateleira junto com a minha coleção.

    Não vejo a hora de ler o post especial sobre Children of Men =]

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