FILMES: 2012 (2009)

Gênero: Drama/Ação/Ficção Científica
Duração: 158min
Origem: EUA
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser
Produção: Roland Emmerich, Larry J. Franco

O cabalístico ano de 2012 anda botando medo nas pessoas faz tempo. Portanto, foi uma jogada de mestre usá-lo para fazer o filme-catástrofe definitivo. Em 2012, Emmerich junta todos os elementos bons e ruins dos filmes-catástrofe, o que resulta num filme que é exatamente o que eu já esperava (ou quase isso).

Cenas de destruição espetaculares e efeitos visuais perfeitos no meio de 2h30 com uma infinidade de clichês, cenas bobas e outras desnecessárias. Mas tive algumas surpresas: a história não é tão inútil quanto eu pensava que fosse ser e até consegui me envolver com o filme, torcendo pelos personagens – mesmo sabendo como aquilo iria terminar  – mas no fim das contas… acabei gostando.

A história principal do filme já é bem manjada: o protagonista, Jackson Curtis (John Cusack de 1408) é um escritor sem sucesso e divorciado, sua mulher (Amanda Peet da série Studio 60), vive com outro homem e tem a guarda dos dois filhos. Com isso, Jackson resolve ficar um fim-de-semana com as crianças, para levá-las ao Yellowstone. Os filhos são tipos clássicos: a garotinha meiga que gosta de todo mundo e o menino mala e rebelde que acha tudo que o pai faz extremamente patético. Quando o fim do mundo começa, é claro que o protagonista é o cara que vai salvar a família toda e eu nem preciso contar o resto.

O grande trunfo do filme está mesmo na história envolvendo o fim do mundo em si. Porque ao invés de se focarem apenas na profecia maia – que muita gente não acredita – Emmerich deu todo um cunho “científico” para explicar o  fim do mundo. Segundo o filme, erupções solares gigantescas começaram a lançar partículas subatômicas chamadas neutrinos no nosso planeta. Sabe lá Deus como, os neutrinos acabam se transformando em outras partículas ao chegar aqui, aquecendo o centro da Terra. Com isso, dá a louca na crosta terrestre e ela simplesmente começa a deslizar.

É algo parecido com isso, afinal a palavra científico não está entre aspas por acaso. Nesse negócio todo, alguns conceitos da Física e Química provavelmente foram destruídos junto com o planeta – e nem precisa entender do assunto pra isso, o próprio roteirista afirma que aquilo tudo soa improvável através dos cientistas no começo do filme. Mas acaba sendo um ponto positivo porque tudo isso é contado com tamanha convicção, que dá pra se convencer de que realmente pode acontecer.

Enfim, com essa descoberta, os governos de todo o mundo começam a se preparar em segredo para o fim do mundo. Todo o plano é mostrado rapidamente para chegarmos a parte dramática envolvendo a família, já citada no começo deste texto. Toda essa parte acaba cansando em vários momentos, já que sentimos que é a milésima vez que estamos vendo aquilo. Sério, ao chegar na metade do filme, dá pra sacar qual vai ser o final de cada um.

Bem… não vou perder tempo falando de atuações, afinal, os personagens tem a profundidade de um prato e só estão ali porque Emmerich precisa mostrar alguém sendo salvo no final. Essa mania moralista acaba rendendo uma cena ridícula envolvendo um cachorro – que, é claro, se salva. Pois bem, com tantos problemas, o que faz de 2012 um filme que valha a pena ser visto? Não é muito difícil adivinhar, certo? Claro que são as cenas do mundo indo abaixo, que já valem o ingresso e ainda ajudam o filme a ganhar vários pontos.

E que cenas. Espetaculares, as sequências de destruição em massa me deixaram na ponta da poltrona, completamente tenso, tamanha a grandiosidade do estrago. Com isso, não precisa nem dizer que os efeitos visuais do filme são simplesmente perfeitos, dando um realismo as cenas que chega a ser assustador, mesmo que o diretor pareça tentar estragar essa realidade apostando em simbolismos cafonas – como o teto da Capela Sistina (que no filme se encontra na Basílica de São Pedro…pois é) se rachando entre a ligação de Deus com o homem ou a inacreditável sorte do personagem principal.

2012 tem seus problemas, que parecem ser uma constante nos filmes-catástrofe de Roland Emmerich. No entanto, acaba se saindo bem melhor que vários outros blockbusters desse ano e prova, de uma vez por todas, que por mais bizarro que pareça, o público ama ver o próprio planeta indo pro ralo. Portanto, esse acaba sendo um daqueles típicos filmes que ignoramos os clichês e as besteiras, só pra se divertir. Porque, seja por erupções solares, seja por congelamento, seja pela invasão de alienigenas… assistir ao fim do mundo na telona continua sendo a mais pura diversão…

Nota: 7

Marcelo Silva

P.S.: Ah sim, vale dar um aviso aos brasileiros: não vão ao cinemas só pra ver nosso Cristo Redentor se despedaçando. A cena dura segundos e ao invés de ser assustadora, se torna involuntariamente hilária graças ao “jornalista” brasileiro que ouvimos. Fica dado o aviso.


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5 comentários sobre “FILMES: 2012 (2009)

  1. Goood very’s good Celo! hehe! Nem preciso falar que curto bastante seus textos, e claro esse não deixou a desejar. Com isso, dá a “louca” na crosta terrestre …essa foi foda! Ou melhor! Good very’s good! Russo fanfarrão! 2012! (Que não acabe, pois quero fazer 23 anos! E não me chame de velho porra!)Parabéns mano!

  2. Pingback: Filme da Semana « Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos

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