RETROSPECTIVA 2008: Os melhores filmes do ano!

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Com a greve, os estúdios se apressaram para estrearem suas próximas produções o quanto antes, deixando 2008 um ano recheado de novidades. Tivemos gratas surpresas, animações que soavam mais reais do que muito filme live-action, heróis de HQ num mundo sombrio, violento e realista, outros fazendo muita gente lembrar de bons tempos que não voltam mais, mas o mais importante: os arrasa-quarteirões, campeões de bilheteria, há muito resumidos a indicações técnicas no Oscar, viraram as grandes apostas nas premiações. Quem iria imaginar que um vilão de filme de HQ teria um trabalho digno de Oscar? E que um filme baseado em quadrinhos teria tamanho impacto no público, de modo que uma verdadeira campanha para as premiações se iniciou por parte dos fãs?

Mas não foi só isso: os filmes que atraem menos público e sempre chegam no começo do ano por aqui, não decepcionaram: foram obras simples, mas geniais, outras complexas e maravilhosas e tivemos até uma obra de arte em movimento na tela. Foi um ano incrível. Clique abaixo para conferir os melhores filmes de 2008!

10 – The Fall: Muitos podem não ter ouvido falar desse filme, afinal, ele não chegou – e pode demorar muito, muito pra chegar – aqui no Brasil. O amigo João Paulo, do Cine JP, viu, adorou e me recomendou. Depois de muito tempo prometendo ver, eu resolvi assistir e vejam só: me arrependi de não ter visto antes. Um filme maravilhoso, com cenas pra deixar boquiaberto e outras que deixam os olhos cheios de lágrimas. Uma fotografia perfeita, com uma direção de arte incrível, aliado a uma excelente trilha sonora e um ótimo roteiro, fazem de The Fall uma grata surpresa, que não merece passar em branco.

9 – Juno: Só uma ex-stripper para escrever uma abordagem tão legal e divertida para um assunto como gravidez na adolescência. Juno é aquele tipo de filme gostoso de se assistir, simples, bacana e muito divertido. Só Deus sabe o que estava fazendo nas categorias principais do Oscar, mas isso não vem ao caso. Ellen Page deu todo o carisma para transformar Juno numa das personagens mais bacanas de 2008, fazendo um par inusitado e até engraçado com Michael Cera e deixando um filme que tinha tudo pra ser só uma diversão boboca e descompromissada, uma das grandes surpresas do ano.

8 – Na Natureza Selvagem: Sean Penn dirige Emile Hirsch ao som de Eddie Vedder, no filme mais injustiçado do ano. A emocionante jornada de Christopher McCandless foi esnobada no Oscar e ninguém entendeu o motivo até então. Mas o fato é que Hirsch prova de vez que é um ator muito promissor e Penn surpreende por trás das câmeras, se mostrando um diretor incrível. Não fosse o bastante, Na Natureza Selvagem é embalada por uma sensacional trilha sonora composta por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. Um filme indispensável.

7 – Onde os Fracos Não Têm Vez: O grande vencedor do Oscar 2008 é um thriller complexo e que te deixa preso ao sofá (ou poltrona, como preferir) do início ao fim, com cenas antológicas e uma atuação monstruosa e absolutamente assustadora de Javier Bardem. A ótima fotografia e a direção precisa dos Irmãos Coen, só melhora o filme, que, apesar de excelente, não merecia tanto o Oscar que ganhou, na minha sincera opinião. Ah sim, o filme não vive só de Bardem, apesar de ele ser o grande destaque. Temos excelentes atuações de Josh Brolin e Tommy Lee Jones (Em especial desse último. O monólogo final é sensacional).

6 – Homem de Ferro: A Marvel Studios inicia suas produções de modo não menos que sensacional, num filme que acabou sendo uma das grandes surpresas do ano. Com cenas de ação de cair o queixo e um personagem construído de modo sensacional, aliada a maravilhosa atuação de Robert Downey Jr. e a quimica de todo o elenco, Homem de Ferro acabou sendo não apenas um dos melhores filmes do ano, mas uma das melhores adaptações de HQ até então. Por essa, nem eu esperava…

5 – Trovão Tropical: Só se aprende errando, certo? Pois bem, Ben Stiller errou feio em Zoolander e ganhou experiência o suficiente para ficar por trás das câmeras novamente. Com isso, ele lança Trovão Tropical, comédia que faz chorar de rir, que conta com ele, Jack Black e um Robert Downey Jr. negro fazendo atores que vão participar de um filme de guerra mas acabam entrando numa guerra de verdade. É impagável ver Downey Jr. fazendo sotaque de negro, no que talvez seja o melhor momento de sua carreira. E se isso não é o bastante, temos uma pequena participação de Tom Cruise que lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro. Imperdível.

4 – Ensaio Sobre a Cegueira: Fernando Meirelles surpreendeu ao adaptar de modo belissímo a complexa obra de José Saramago. Atuações excelentes, vindas especialmente de Juliane Moore e Gael Garcia Bernal, cenas perturbadoras e que fazem refletir, uma direção eficiente e uma ótima fotografia, fizeram de Ensaio Sobre a Cegueira um dos melhores filmes do ano, infelizmente ignorado nos EUA, mas que talvez um dia tenha o seu reconhecimento.

3 – Cloverfield: O primeiro blockbuster do ano, com a produção de J.J. Abrams, impressiona por nos levar imediatamente para dentro do filme, em meio ao desespero, os berros e o completo caos que se instala em New York com a chegada de um bizarro monstro. O longa é inteiro filmado com uma única câmera caseira, que fica na mão de um dos personagens. Por isso, dá-lhe cenas tremidas, outras mostrando apenas uma parte de certo lugar e cortes abruptos, com a idéia de que o horrível acontecimento está sendo gravado por cima de outra gravação. Na essência, Cloverfield é só um filme de monstro, com todos os velhos clichês (tem o grupo de amigos, um bobão, um paga de líder e quer salvar a namorada – sempre uma gostosa – que está em apuros, tem a moça que não sabe o que faz ali e o casal que no meio do filme se separa), mas o que diferencia ele dos outros, é o genial marketing que foi feito em cima da história. Teasers misteriosos, que não revelavam o nome do filme, fotos sendo divulgadas em sites estranhos, sem contar o já clássico pôster da Estátua da Liberdade decapitada. O poder da internet dá a Cloverfield a medalha de bronze de 2008.

2 – Wall-E: A Pixar sempre impressionou. As idéias do estúdio sempre são daquelas que a gente fica se perguntando como não pensaram nisso antes. Mas agora eles se superaram. Ao arriscar colocar um robozinho que não fala, sozinho numa Terra repleta de lixo com ares pós-apocaliptícos, durante boa parte de um filme infantil, o estúdio mostrou que faz mais do que animações, faz arte. E que bela arte. Os mais radicais dizem que o filme perde força no segundo ato, que se passa na nave-mãe Axiom, mas é balela. Wall-E é talvez a mais bela história de amor do ano, faz rir, chorar e torcer pelos personagens. As crianças se encantaram com o doce robozinho e os adultos se deliciaram ao ver uma critica a sociedade vinda da super-poderosa Disney, com tempo para dar referências a 2001 – Uma Odisséia no Espaço e até mesmo Charles Chaplin. Vencedor antecipado de Melhor Animação e merecedor de vários outros prêmios, Wall-E é uma das melhores animações já feitas e é indispensável pra qualquer cinéfilo.

1 – Batman – O Cavaleiro das Trevas e Sangue Negro: Dois filmes distintos, duas histórias completamente diferentes… duas obras-primas. Seria um erro deixar um desses filmes em um segundo lugar, por isso, nada mais merecido que deixa-los como os melhores do ano. Batman – O Cavaleiro das Trevas… o que mais falar desse filme? A melhor adaptação de HQ de todos os tempos, ainda conseguindo quebrar esse rótulo, se tornando um thriller policial envolvente e sensacional. Heath Ledger constrói sim, um dos melhores vilões do cinema na pele do Coringa, mas o filme não vive só dele. Gary Oldman dá um show como Comissário Gordon, numa interpretação ainda melhor que no filme anterior. Maggie Gyllenhall substitui de modo satisfatório Katie Holmes, Christian Bale retorna a pele do protagonista ainda mais seguro que em Begins  e Aaron Eckhart impressiona com o trágico Harvey Dent. Tudo isso aliada a tensa trilha sonora de Hans Zimmer e James Newton Howard, a fotografia incrível de Wally Pfister e uma direção maravilhosa de Christopher Nolan, que provavelmente será indicado ao Oscar. De longe, o melhor do ano, junto com…

Sangue Negro. Paul Thomas Anderson, que já havia feito duas obras-primas em Boogie Nights e Magnólia, mostra que é um dos melhores diretores da atualidade, ao nos apresentar a esse drama épico, protagonizado por Daniel Day-Lewis que simplesmente personifica o personagem Daniel Plainview, na melhor atuação do ano junto com Javier Bardem em Onde os Fracos Não Tem Vez e Heath Ledger em Batman – O Cavaleiro das Trevas. A fotografia é perfeita e cenas como a sequência da explosão do poço de petróleo, que causa a surdez de Henry Plainview, mostram o cinema em estado puro, com imagens impactantes que ficam gravadas na memória. Sem contar é claro, os dialogos memoráveis e as batalhas morais entre Plainview e Eli Sunday, interpretado brilhantemente por Paul Dano. A trilha sonora, assinada por Johnny Greenwood, aparece em momentos-chave do filme e é impressionante. Enfim, é impossível fazer um pequeno comentário desse filme, então é melhor se resumir a isso, em breve, faço uma critica mais embasada. Mas que fique registrado: Sangue Negro não é apenas um filme, mas sim, uma das obras mais importantes do cinema americano até então, obrigatório para qualquer um que se preze cinéfilo, uma verdadeira obra de arte.

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O próximo post é o último de 2008, com o que esperar para o ano que vem!

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2 comentários sobre “RETROSPECTIVA 2008: Os melhores filmes do ano!

  1. – Juno
    – Na Natureza Selvagem
    – Cloverfield
    – Wall-E:
    -Batman – O Cavaleiro das Trevas
    Concordo com todos os filmes acima !

    😀

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