ESPECIAL: Indiana Jones – Parte 4

Última parte do nosso especial, dessa vez, não recapitulando, mas contando tudo de como foi a produção e os passos para um novo filme do maior herói do cinema se tornar realidade. Para muitos fãs, parecia que jamais ia acontecer, mas agora, já está acontecendo. Nessa quinta estréia oficialmente no mundo todo um dos filmes mais aguardados da década. Clique abaixo para conferir como foi transformar Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, em realidade.

Desde que a Paramount aceitou produzir Indiana Jones, o contrato previa mais quatro filmes além de Caçadores da Arca Perdida. Desde que a cavalgada sob o sol poente apareceu no final do terceiro filme, um novo longa já era discutido pelo trio Spielberg, Ford e Lucas. Enquanto produzia a série “The Young Indiana Jones Chronicles”, George Lucas teve uma idéia para o que seria um 4ºfilme, usando a caveira de cristal, conceito que já havia sido usado na série, como McGuffin. A história não interessou nem Harrison Ford nem Steven Spielberg. Mas ali, foi dada a “largada” para o início de uma nova história. Para começar, o filme deveria ser uma homenagem mais a filmes-B dos anos 50 do que aos filmes de matinê dos anos 30. Em 1992, Jeb Stuart foi o primeiro a escrever um roteiro para a nova aventura, três anos depois, Jeffrey Boam, o roteirista de A Ultima Cruzada, escreveu outro. Mas Spielberg e Ford não estavam interessados em invasões de alienigenas num filme como Indiana Jones.

Os anos foram passando e logo era impossível Harrison Ford esconder a idade. Como nada era resolvido, Lucas foi escrever e dirigir a nova trilogia de Star Wars, enquanto Spielberg, de 92 pra frente só acertou: Jurassic Park, A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan… E nada de Indiana Jones. As caveiras de cristal, que tinham sido idéia inicial de George Lucas para McGuffin, foram introduzidas nos livros de Indy escritos por Max McCoy, num brinquedo da Disney, além de terem sido usadas na série. Em 2000, Spielberg resolver por mãos a obra e realizar um novo filme a qualquer custo quando seu filho perguntou quando um novo Indiana Jones seria lançado. Num tributo feito a Harrison Ford, o ator e George Lucas, Spielberg e Kathleen Kennedy se encontraram e decidiram trazer de volta aos cinemas o seu maior herói. Em 2002, o (na época famoso e consagrado) roteirista M. Night Shymalan foi contratado. O roteiro não foi aprovado pelo trio e vieram Stephen Gaghan e Tom Stoppard. Não obtiveram 100% de aprovação. Foi a vez de Frank Darabont entrar no projeto, que já tinha um titulo. O roteirista já tinha escrito alguns episódios da série produzida por George Lucas.

O roteiro trazia alguns nazistas sobreviventes perseguindo Indy. A história trazia Marion Ravenwood de volta também. Aparentemente, Darabont havia tirado a sorte grande. Spielberg amou o roteiro e o filme seria lançado em 2005. Mas… George Lucas rejeitou a história em 2004, com os argumentos de que eles não podiam simplesmente ignorar a Guerra Fria. Spielberg aceitou o argumento e depois de ter feito um filme como A Lista de Schindler, não podia usar nazistas como vilões do jeito que usam em Indiana Jones. E Harrison Ford disse simplesmente “Nada de nazistas, chega” (não com essas palavras, óbvio).

Jeff Nathanson foi contratado para um novo roteiro em 2004. Não aceito, um ano depois David Koepp entrou como roteirista. Koepp analisou todos os roteiros anteriores e pegou idéias que julgou boas para usar em sua história (como a volta de Marion e a introdução de Mutt). A caveira de cristal era o McGuffin, o filme tinha um titulo e…FINALMENTE!!! David Koepp conseguiu agradar o trio tão exigente. Em 2006, Spielberg anunciou que Indiana Jones 4 seria seu próximo filme, uma mudança de ares depois de ter feito produções tão sombrias. O filme teria o clima de Caçadores da Arca Perdida. Não tão sombrio quanto Templo da Perdição, nem tão cômico quanto A Ultima Cruzada. Parecia até brincadeira, mas era a mais pura verdade: ele iria voltar.

Já diz o ditado: Em time vencedor, não se mexe. Então, nada de fundos verdes, nada de Indy digital para não prejudicar Harrison Ford, nada de cenas totalmente CGI. Spielberg optou pela melhor e mais inteligente opção: deixar o novo filme com o charme que os anteriores têm. Num mundo em que é possível transformar cada parte de um carro num pedaço do corpo de um robô, homens com trajes coloridos pulam de prédio em prédio ou voam com caças F-22 e carros fazem piruetas no ar, Indiana Jones teria um monte de efeitos bacanas e revolucionários certo? Errado. Diferente do que George Lucas fez com Star Wars, abarrotando a saga com efeitos especiais, Spielberg fez tudo que fazia há dezenove anos atrás, com a diferença de que, onde tem CGI, ficou mais realista, graças a tecnologia de hoje. A cena que vemos no trailer, da perseguição de jipes foi rodada normalmente, sem CGI mesmo.

No filme, Indy envelhece “em tempo real”. Ou seja, tal como na vida real, está dezenove anos mais velho. A história se passa em 1957 e os vilões são os russos, já que é tempo de Guerra Fria. Cate Blanchett é a grande vilã do filme, como a agente russa Irina Spalko. O novo queridinho de Hollywood, Shia LaBeouf, foi chamado para ser Mutt Williams, aparentemente, o filho de Indy. E Karen Allen está de volta como Marion Ravenwood. Mias nostálgico, impossível. John Williams, claro, faz a trilha sonora (que eu já ouvi e é perfeita).

A estréia em Cannes já aconteceu e no mesmo dia, a critíca parecia dividida. Mas agora, várias pessoas já conferiram e disseram: é 100% nostalgia, está tudo ali, tudo que fez de Indiana Jones um sucesso sem precedentes continua nessa nova aventura. A maioria das critícas é, felizmente, positiva. Spielberg já acha que esse é o melhor filme feito até agora.

Falando que não tem chuvas de efeitos parece arriscado nos dias de hoje, mas é uma idéia genial. Está na hora de mostrar aos jovens do século XXI que heróis não precisam de capas, não precisam de roupas colantes, super-poderes ou varinhas mágicas. Verdadeiros heróis são aqueles inteligentes e ao mesmo tempo destemidos, prontos pra enfrentar o desafio que for usando armas comuns. Chapéu na cabeça, chicote na mão. Esse é o verdadeiro herói, esse é o mito, esse é Indiana Jones, que está pronto pra mais uma aventura. Porque como ele mesmo diz… “Não é a idade, é a quilometragem”…

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