ESPECIAL: Indiana Jones – Parte 2

Um pouco depois do esperado, mas ainda em tempo, chega a 2ªparte do super-especial!

Indiana Jones e o Templo da Perdição é o que divide os fãs da série. Muitos adoram, outros acham que é o mais fraco, o fato é que ruim o filme não é. George Lucas e Steven Spielberg quiseram levar o herói a rumos sombrios, pois passavam por um período difícil na sua vida pessoal, especialmente Lucas, que havia se divorciado há pouco tempo. A criação de uma nova censura, má recepção da critíca e o plot mais sombrio da série marcaram o lançamento de Templo da Perdição. Clique abaixo para conferir.

Para começar, George Lucas preferiu fazer um prequel de Caçadores da Arca Perdida. O motivo? Ele não queria usar os nazistas de novo, para não deixar tudo muito repetitivo. Por isso, a história do 2ºfilme se passa um ano antes do 1º. Desde o começo, o criador de Star Wars queria uma história mais sombria, tinha idéias para uma aventura assim. E foi feito desse jeito, mas eles não esperavam que as coisas tomassem o rumo que tomaram.

A dor de cabeça começou na escolha do objeto histórico raro que Indy teria que buscar. O que seria ainda mais bacana que a Arca da Aliança e teria ainda mais apelo, dadas as circunstâncias da história (que se passava na África)? Foram escolhidas as Pedras Sankara, que nem de longe tinham o mesmo apelo da Arca. Spielberg e Lucas tem desgosto de terem usado elas até hoje, em especial o segundo, que odiou a idéia. Para o roteiro, foram contratados Willard Huyck e Gloria Katz, a história, é claro, ficava por conta de George Lucas. Esses dois roteiristas foram contratados quando ele ficou sabendo do interesse dos dois pela cultura indiana. Sem cenas de ação totalmente inéditas em mente, o jeito foi usar idéias que apareceriam em Caçadores, mas foram descartadas para o filme não ficar longo e caro demais. A emocionante perseguição na mina? Estava planejada para o primeiro filme. A fuga do clube Obi-Wan? Também planejado para o primeiro filme. E até a cena de Indy, Willie e Short Round pulando de um avião em pleno voo era uma idéia para o filme anterior.

Tal como James Bond (que era o filme que Spielberg sonhava dirigir), Indiana Jones também teria uma “Indy-girl” a cada filme, apesar de, como já vimos em Reino da Caveira de Cristal, seu grande amor ser Marion. Aqui, o papel da mocinha ficou com Kate Capshaw, que foi Willie, uma dançarina e cantora de sucesso que se apresentava no clube Obi-Wan até se encontrar com Indy e ser obrigada a embarcar numa aventura no meio da selva com ele. Tempos depois, a moça se casaria com o diretor Steven Spielberg. Para Short Round, foi escolhido o jovem Jonathan Ke Quan, que impressionou a produção com sua perfomance nos testes, sendo imediatamente escolhido. O nome dos dois novos personagens também vieram de cachorros, como o de Indy. Willie é o cocker spaniel de Spielberg e Short Round, o cachorro do roteirista Willard Huyck. Foi idéia de Lucas começar com música, segundo ele, Spielberg sempre quis dirigir um musical. Era a chance dele, pelo menos nessa sequência. E colocar bichos nojentos aos montes vira uma tradição da série aqui. Desta vez, foram os insetos que deram o ar de sua graça. E o produtor do filme não esquece que foi um pesadelo arruma-los, já que não eram como as cobras, eram milhares de pequenos bichos.

Exibido para platéias-teste, Templo da Perdição causou polêmica e recebeu duras critícas, pelo seu tom carregado, sombrio e uma história forte demais, que envolvia criancinhas escravizadas e rituais para tirar o coração. Logo, Lucas viu que tudo havia ficado…sombrio demais. A censura não soube como agir. Por causa da antológica cena em que o assustador Mola Ram enfia a mão dentro do peito de um pobre coitado e tira o coração dele, o filme poderia receber censura R (aqui, seria como proibido para maiores de 18). Mas por uma cena? Por isso, o orgão de censura criou o PG-13, ou seja, proibido para menores de 13 anos. No fim das contas, Indy colaborou para mudança de padrões no cinema dos EUA. O filme também fez polêmica na India, que reclamou (e muito) do modo como eram mostrados, como vilões e pessoas bizarras, como pode ser visto na inesquecível cena do jantar. Mas Spielberg só queria fazer uma sequencia engraçada, que acabou sendo mal compreendida. O filme chegou a ser banido por um tempo no país, mas logo voltou as telonas de lá.

Quando estreou oficialmente, Indiana Jones e o Templo da Perdição não arrecadou tanto quanto seu antecessor, mas também fez bonito nas bilheterias, com US$179,870,271, ficando em 3ºlugar nas maiores bilheterias do ano. O filme venceu o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, que na opinião de Spielberg e Lucas, são mesmos os melhores da série até agora (já que tem um filme novo esse ano).

No fim das contas, Spielberg conseguiu sair do seu próprio período sombrio quando começou uma relação com Kate Capshaw, com quem é casado atualmente. Chegava a hora tirar Indy desse tom medonho e levá-lo para rumos… mais alegres.

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Ainda esta semana, a parte 3 do especial e semana que vem, semana especial Indiana Jones!! Fiquem ligados!

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