FILMES: Homem de Ferro (2008)

ROAD TO THE OSCARS

Indicado a Melhores Efeitos Visuais e Melhor Edição de Som

Gênero: Ação
Duração: 126 min
Origem: EUA
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Arthur Marcum, Matthew Hollaway, Mark Fergus, Hawk Ostby, Stan Lee
Produção: Avi Arad, Kevin Feige

Agora sim, o ano começou nos cinemas americanos. Começaram os blockbusters e o primeiro a chegar nas telonas é Tony Stark, o Homem de Ferro. E não podia ser melhor. A Marvel acerta em cheio no seu primeiro filme como estúdio e entrega uma trama realista e divertidissima.

Tony Stark (Robert Downey Jr.), é um milionário dono da empresa Stark Industries, que fabrica, armas, principalmente. Quando ele vai apresentar a mais nova criação da empresa, o missíl “Jericho” (a infame série me veio a cabeça), no deserto, as coisas não saem como deveriam. Depois de apresenta-lo, ele está num dos jipes com homens do exército quando eles sofrem um ataque. Stark é capturado e obrigado a construir em sua prisão um missil Jericho para o inimigo. Ao invés disso, porém, ele faz…uma armadura.

Robert Downey Jr. está perfeito como Tony Stark. Já entrou naquele seleto hall onde estão Hugh Jackman, Christopher Reeve e etc. como o ator que nasceu pra viver o personagem. A princípio uma escolha muito estranha, Downey Jr. acaba sendo de longe, a melhor coisa do filme. Sem contar que é um ótimo ver um ator como ele, que até pouco tempo estava no fundo do poço, dando a volta por cima de forma tão gloriosa. Gwyneth Paltrow não faz feio com sua Pepper Potts (sempre achei esse nome tão bobo…), Jeff Bridges é talvez o único que não mereça uma nota tão alta no elenco. Ele não está ruim, mas acredito que podia fazer bem melhor. E Terrence Howard, um excelente ator, infelizmente tem pouco destaque, mas faz o que pode como o melhor amigo de Stark, James Rhodes.  Mas o próprio ator já parece ter deixado bem claro que vai aparecer mais no futuro, numa cena que vai deixar os fãs doidinhos pra uma sequencia começar a ser produzida já.

É um filme de origens, portanto, até o herói aparecer em ação, vai quase uma hora. Mas não cansa em momento algum.  Logo no começo já dá pra ficar empolgado, com Tony Stark capturado e depois voltando no tempo para explicar a história, nos deixando apreensivos para ver como aquilo que vimos no início vai continuar. Jon Fraveau quis um filme realista, tanto que se recusou a colocar o Mandarim, maior vilão das histórias do herói nas HQ’s, como vilão principal, já que ele mexe com magia. No entanto, o careca aparece, e num papel de certo destaque.

Fica claro que Fraveau quer mostrar que o que vemos ali, pode acontecer – no futuro e com muito dinheiro, talvez – pois vemos passo-a-passo da construção de cada armadura, o que rende ótimas cenas, destaque para aquelas com um alivio cômico, como os testes de voo e o robô engraçadinho. E vale lembrar que o filme aposta muito na comédia. Tony Stark tem um jeito sarcástico e solta várias piadinhas durante todo o filme e chega a ser irônico se formos compará-lo com o personagens mais famoso da Marvel, o Homem-Aranha. Nas HQ’s, Stark é um homem sério e mantém essa personalidade como Homem de Ferro enquanto o Aranha vive soltando piadas. Quando vamos analisar os filmes dos personagens, a situação se inverte. O teioso raramente faz alguma piada e vive cheio de dramas e dilemas, enquanto o membro dos Vingadores é todo engraçado.

E os efeitos especiais? Espetaculares, do início ao fim. A tão comentada sequência do herói com os F-11 é realmente de tirar o fôlego, tal qual a luta final com o Monge de Ferro e diversas outras sequências envolvendo efeitos, que acreditem, nem são tão exagerados assim. Não tenho dúvidas de que este trabalho incrível será lembrado no Oscar. Isso se não ganhar.

Mas talvez o melhor de tudo, foi a grata supresa que eu – e provavelmente várias outras pessoas – tiveram com este filme. Não tinha expectativa alguma e só esperava um filme qualquer sobre super-herói, daqueles que seriam facilmente esquecido. Pois eu subestimei Jon Fraveau e mordi minha língua. Homem de Ferro não é apenas um ótimo filme, mas era uma das melhores adaptações de HQ’s já feitas. Inteligente, bem-feito e divertidissimo, daqueles que não cansamos de rever. E já ficou bem óbvio que pela bilheteria – e bem, por ser um filme de herói – teremos uma continuação. E eu não poderia estar mais ansioso.

FIQUE NO CINEMA ATÉ O FIM DOS CRÉDITOS. TERÁ UMA ÓTIMA SURPRESA.

Nota final: 9/10

Por Marcelo Silva

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