ESPECIAL: Oscar 2008

Já faz uma semana que o Oscar aconteceu mas venhamos e convenhamos…que blog de cinema é esse que não comenta o Oscar? Só faz uma semana que aconteceu! Enfim…vamos lá.

O Oscar 2008 foi a edição de 80 anos da premiação e sinceramente, algo especial assim deveria ser celebrado de um jeito bem melhor do que foi. Aquelas montagens com os filmes que já ganharam o Oscar e os videozinhos de alguns vencedores não convenceram. Mas admito que adorei ver aquilo,hehe… Jon Stewart foi um excelente host, teve algumas piadinhas bem toscas, mas na grande maioria, foi ele que salvou aquilo de ser 4 horas de monotonia. O prêmio de Melhor Grávida para Angelina Jolie, ele jogando Wii, falando que tem duas grávidas ali, mas com Jack Nicholson, tudo poderia mudar e dizendo que o nome de stripper dele seria Olivia Dukakys foi ótimo. Enfim, vamos aos vencedores e meus comentários sobre eles:

MELHOR FILME

Desejo e Reparação (Atonement)
Juno
Conduta de Risco (Michael Clayton)
Onde os Fracos Não Tem Vez (No Country for Old Men)
Sangue Negro (There Will Be Blood)

Aí eu não tinha dúvidas: Ia dar ou Onde os Fracos… ou Sangue Negro. Mas eu apostava em Sangue Negro. No fim, deu o filme dos Coen, que de todo jeito é merecido, o filme é mesmo excelente. Depois, vou ler o livro. Agora pode dizer…no fundo, no fundo você torcia pra Juno…hehe, brincadeira!

MELHOR DIRETOR

Paul Thomas Anderson, “Sangue Negro” (There Will Be Blood)
Joel Coen and Ethan Coen, “Onde os Fracos Não Tem Vez” (No Country for Old Men)
Julian Schnabel, “O Escafandro e a Borboleta” (The Diving Bell and the Butterfly)
Tony Gilroy, “Conduta de Risco” (Michael Clayton)
Jason Reitman, “Juno”

Nenhuma surpresa aqui. Os Irmãos Coen dirigiram magnificamente Onde os Fracos Não Tem Vez e mereceram o prêmio. Paul Thomas Anderson também merecia, mas os Coen estavam garantidos…

MELHOR ATOR

George Clooney, “Conduta de Risco” (Michael Clayton)
Daniel Day-Lewis, “Sangue Negro” (There Will Be Blood)
Johnny Depp, “Sweeney Todd”
Viggo Mortensen, “Senhores do Crime” (Eastern Promises)
Tommy Lee Jones, “No Vale das Sombras” (In the Valley of Elah)

Aqui, menos surpresas ainda. O Oscar estava praticamente dado a Daniel Day-Lewis, por seu trabalho memorável em Sangue Negro. Alguns apostavam que talvez desse a louca na Academia e o prêmio fosse dado a Johnny Depp, mas tudo correu normalmente. Álias, o coitado do Depp deu azar. Ele fez um excelente trabalho em Sweeney Todd, mas com Lewis no páreo, não tinha como ele ganhar.

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett, “Elizabeth: A Era de Ouro” (Elizabeth: The Golden Age)
Julie Christie, “Longe Dela” (Away From Her)
Marion Cotillard, “Piaf – Um Hino de Amor” (La Vie en Rose)
Laura Linney, “The Savages”
Ellen Page, “Juno”

Aqui, muita gente perdeu a aposta. A grande maioria apostava na vitória de Julie Christie, mas quem levou mesmo foi Marion Cotillard, por seu trabalho em Piaf. Não foi desmerecido, porque o trabalho dela foi maravilhoso neste filme. É, eu sei que lá no fundo você torcia para Ellen Page, mas…hehe, enfim, a reação dela foi uma das melhores coisas da noite sem contar que Marion estava linda…

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Casey Affleck, “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford” (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford)
Javier Bardem, “Onde Os Fracos Não Tem Vez” (No Country for Old Men)
Hal Holbrook, “Na Natureza Selvagem” (Into The Wild)
Tommy Lee Jones, “Onde Os Fracos Não Tem Vez” (No Country for Old Men)
Philip Seymour Hoffman, “Jogos do Poder” (Charlie Wilson’s War)
Tom Wilkinson, “Conduta de Risco” (Michael Clayton)

E mais uma vez, um vencedor que não surpreendeu. Javier Bardem era sem dúvida nenhuma, o melhor dessa lista e foi um dos Oscar mais merecidos da noite. Agora, o discurso em espanhol… Oscar tem dessas coisas…

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Cate Blanchett, “Não Estou Lá” (I’m Not There)
Ruby Dee, “O Gângster” (American Gangster)
Saoirse Ronan, Desejo e Reparação (Atonement)
Amy Ryan, “Medo da Verdade” (Gone Baby Gone)
Tilda Swinton, Conduta de Risco (Michael Clayton)

Agora sim, surpresa. Muitos apostavam em Ruby Dee, outros em Cate Blanchett, mas quem levou foi Tilda Swinton, por seu trabalho em Conduta de Risco. Ainda não tive a chance de ver o filme, mas muita gente não concordou muito com o fato dela ter ganhado. Outros já acharam merecido. Ah, as controvérsias do Oscar…

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Diablo Cody, “Juno”
Nancy Oliver, “Lars and the Real Girl”
Tony Gilroy, Conduta de Risco (Michael Clayton)
Brad Bird, Story by Jan Pinkava, Jim Capobianco, Brad Bird, “Ratatouille”
Tamara Jenkins, “The Savages”

Juno! Pelo menos um Oscar o filme adorado por uns, odiado por outros levou. De fato, Juno não é um filme para competir em Oscar de Melhor Filme ou Melhor Diretor, mas pelo menos aqui o prêmio até que foi merecido. Eu apostava em Brad Bird com Ratatouille, mas a Disney/Pixar já tinha garantido seu Oscar. Diablo Cody, fez um discurso bacana e…tudo bem, eu comento. Teve o figurino mais diferente da noite (mas não tem como não comentar!)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Paul Thomas Anderson, Sangue Negro (There Will Be Blood)
Christopher Hampton, Desejo e Reparação (Atonement)
Ronald Harwood, “O Escafandro e a Borboleta” (The Diving Bell and the Butterfly)
Joel Coen and Ethan Coen, “Onde Os Fracos Não Tem Vez” (No Country for Old Men)
Sarah Polley, “Longe Dela” (Away From Her)

Adaptado do livro que aqui no Brasil recebeu o nome de “Onde os Velhos Não Tem Vez” (que de certo modo, seria a tradução literal do nome original, tanto que me confundi ontem quando vi o livro), Onde os Fracos Não Tem Vez garante mais uma estatueta, com direito a um discurso bem sem sal de Joel e Ethan Coen, é, fazer o que…enfim, aqui era o mesmo de Melhor Filme. Ia dar esse ou Sangue Negro.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

“Beaufort” (Israel)
“The Counterfeiters” (Austria)
“Katyn” (Poland)
“Mongol” (Kazakhstan)
“12″ (Russia)

MELHOR ANIMAÇÃO

“Persepolis”
“Ratatouille”
“Surf’s Up” (Tá Dando Onda)

Muitos podem discordar, mas para mim o premio de Melhor Animação era o mais óbvio de todos. Um dos melhores (senão o melhor) filme da Pixar, levou a estatueta. Ratatouille deu mais uma prova de que é uma obra prima da animação e garantiu mais um Oscar para a prateleira de Brad Bird, que já tem uma estatueta por “Os Incríveis”. Muitos acharam que Persepolis merecia. Bem, a história é ótima, mas eles não observam apenas isso. Venhamos e convenhamos, no aspecto técnico, o filme é bem fraco e não impressiona.

MELHOR FOTOGRAFIA
“Sangue Negro” (There Will Be Blood)
“O Escafandro e a Borboleta” (The Diving Bell and the Butterfly)
“Desejo e Reparação” (Atonement)
“O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford” (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford)
“Onde os Fracos Não Têm Vez” (No Country For Old Men)

Primeiro Oscar para Sangue Negro, o que alegrou muita gente. Esse não foi tão óbvio assim, mas de certo modo foi merecido. Huum…não sou muito bom em comentar algumas categorias técnicas, então vamos ficar nisso mesmo.

MELHOR MONTAGEM

“O Escafandro e a Borboleta” (The Diving Bell and the Butterfly)
“Na Natureza Selvagem” (Into The Wild)
“Onde os Fracos Não Têm Vez” (No Country For Old Men)
“O Ultimato Bourne” (Bourne Ultimatum)
“Sangue Negro” (There Will Be Blood)

O Ultimato Bourne surpreendeu e garantiu 3 Oscar, sendo o grande vencedor nas categorias técnicas. Mas temos que admitir: as três estatuetas foram merecidas, inclusive essa.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

“A Bússola de Ouro” (The Golden Compass)
“Desejo e Reparação” (Atonement)
“O Gângster” (American Gangster)
“Sweeney Todd”
“Sangue Negro” (There Will Be Blood)

Esse foi merecidissímo. Sweeney Todd tem uma Direção de Arte impecável e o filme pode não ser tão excepcional, mas é impecável no aspecto técnico, nos trazendo um dos filmes com climas mais sombrios de Tim Burton. E olha que ele sabe fazer esse tipo de coisa!

MELHOR FIGURINO

“Across the Universe”
“Desejo e Reparação” (Atonement)
“Sweeney Todd “
“Elizabeth: A Era de Ouro” (Elizabeth: The Golden Age)
“Piaf – Um Hino de Amor” (La Vie en Rose)

O 1º Oscar da noite – e o único que todo mundo vê, já que poucos conseguem assistir a premiação até o final – Foi um pouco óbvio, mas de todo o jeito, merecido. Quando tem filme de história, sempre acaba conquistando a Academia neste quesito. E não deu outra: Oscar para Elizabeth: A Era de Ouro. Mas o figurino é mesmo impecável.

MELHOR MAQUIAGEM

“Norbit”
“Piaf – Um Hino de Amor” (La Vie en Rose)
“Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” (Pirates of the Caribbean: At World’s End)

Categoria mais bizarra da noite, já que o grande vencedor do Framboesa de Ouro concorria. Colocar Norbit em Melhor Maquiagem foi piada. Tá, o filme tem uma maquiagem bem feita mas sinceramente, pega mal. Seria o mesmo que dar o Oscar a uma música de High School Musical. Por melhor que ela seja (não acredito que disse isso), pega mal. Enfim, quem ganhou foi Piaf e eu apostava em Piratas do Caribe, mas deixar a linda Marion Cottilard daquele jeito foi mesmo digno de Oscar. Porque…venhamos e convenhamos: ela com toda a maquiagem para se transformar em Edith Piaf fica feia pra caramba!

MELHORES EFEITOS VISUAIS

“Transformers”
“Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” (Pirates of the Caribbean: At World’s End)
“A Bússola de Ouro” (The Golden Compass)

Quando anunciaram a categoria eu tenho certeza que não foi só eu, mas muitas outras pessoas pensaram: “Hora de Transformers”. Mas depois da frase “and the Oscar goes to…”, tive a maior frustração da noite. Por mais fraco que seja o roteiro de Transformers, o filme tem o que, para mim, tem de mais moderno nos efeitos visuais atualmente. A Bússola de Ouro é bonito sim visualmente, mas não se compara a carros se transformando perfeitamente em robos gigantes e destruindo uma cidade. Só aquela cena mostrada durante o anúncio dos indicados já garantia a estatueta para o filme. Mas enfim, quem levou foram os daemons…talvez para dar uma forcinha para a continuação, que já estava praticamente cancelada, devido a fraca bilheteria nos EUA…

MELHOR TRILHA SONORA

“Conduta de Risco” (Michael Clayton)
“Ratatouille”
“Desejo e Reparação” (Atonement)
“O Caçador de Pipas” (The Kite Runner)
“Os Indomáveis” (3:10 to Yuma)

Uma linda trilha sonora que ganhou merecidamente o Oscar. Aqui também apostei em Ratatouille, que teve sua trilha sonora feita por Michael Giacchino (que também faz a melhor trilha sonora da TV, a de Lost). Mas Desejo e Reparação também mereceu o prêmio.
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Falling Slowly” (”Once”)
“Happy Working Song” (”Encantada”)
“Raise It Up” (”O Som do Coração”)
“So Close” (”Encantada”)
“That’s How You Know” (”Encantada”)

Achei as apresentações deste ano bem fraquinhas. Com exceção de “So Close”, as músicas de Encantada ficaram péssimas cantadas no palco. Funcionam bem no filme, mas beirou ao ridículo apresentado ao vivo (tudo bem, a moça de Pushing Daisies – esqueci o nome dela – fez um bom trabalho mas mesmo assim, não me convenceu). Com base nas apresentações, a vitória de Falling Slowly foi justissíma. E foi aí que tivemos o momento marcante desta edição. A dupla que se apresentou foi lá agradecer e quando a mulher foi falar, simplesmente cortaram ela. Depois dos comerciais, ela foi chamada de volta para falar, algo muito raro na premiação. Pelo menos ela fez um discurso bom. Nesta categoria, faltou Eddie Vedder com sua música para Into the Wild…

MELHOR SOM

“Transformers”
“Onde os Fracos Não Têm Vez” (No Country For Old Men)
“O Ultimato Bourne” (Bourne Ultimatum)
“Ratatouille”
“Os Indomáveis” (3:10 To Yuma)

MELHOR EDIÇÃO DE EFEITOS SONOROS

“Transformers”
“Onde os Fracos Não Têm Vez” (No Country For Old Men)
“O Ultimato Bourne” (Bourne Ultimatum)
“Ratatouille”
“Sangue Negro” (There Will Be Blood)

Som e Efeitos Sonoros foram para Ultimato Bourne e repito: todos os Oscar dados ao filme de Paul Greengrass foram merecidos. Eu particularmente apostava em Transformers para Melhor Som, porque se Michael Bay é um diretor ruim, ele sabe fazer um filme com excelente qualidade de som. Mas o som e a edição dos efeitos sonoros de Bourne são tão bons ou superiores (talvez superiores) ao filme dos robos.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

“No End in Sight”
“Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience”
“Sicko – $.O.$ Saúde”
“Taxi to the Dark Side”
“War/Dance”

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

“Freeheld”
“La Corona” (”The Crown”)
“Salim Baba”
“Sari’s Mother”

MELHOR CURTA-METRAGEM

“At Night”
“Il Supplente” (”The Substitute”)
“Le Mozart des Pickpockets” (”The Mozart of Pickpockets”)
“Tanghi Argentini”
“The Tonto Woman”

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

“I Met the Walrus”
“Madame Tutli-Putli”
“My Love” (”Moya Lyubov”)
“Peter & the Wolf”

Documentários e curta-metragens eu admito: não saberia comentar nada mesmo, então nem falo.

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Bem, foi isso. No geral, foi bem previsível este ano. A premiação foi mediana, não foi nem ruim, nem memorável. Jon Stewart foi o que salvou a noite. Agora, rumo ao Oscar 2009!

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2 comentários sobre “ESPECIAL: Oscar 2008

  1. Eai cara, mais um blog… legal! Sempre que der eu passo por aki, adoro cinema e concordo com vc quando falou que por ser a 80ª edição da premiação deveriam ter feito algo mais origianl para comemorar o aniversario, mais sobre os vencedores eu gostei de um grande numero, não acertei muito das minhas apostas, mais mesmo assim gostei!!

    Atéh mais ai.

  2. Eu não torcia pela Ellen Page pra melhor atriz. Nem de longe. Só porque o filme é o que mais teve bilheteria, é? Se ela ganhasse com aquela concorrência, aí sim eu ia me indignar. Torcia sim pela Marion Cotillard, e embora tivesse achado que ia dar Julie Christie, tive uma pontinha de esperança que desse uma surpresa, e fiquei muito contente de ver a Marion ganhar! Convenhamos, seria um crime uma interpretação tão linda e meticulosa como aquela ficar a ver navios. O filme não foi lá essas coisas, mas eu o veria de novo só pra admirar mais uma vez o belo trabalho da Marion Cotillard. Também torcia pela Tilda Swinton como atriz coadjuvante (a única das candidatas que não vi foi Cate Blanchett). A personagem dela era muito difícil, e ela a desenvolveu com muita elegância. Não é uma interpretação com choradeira, gritaria, explosões dramáticas (pois tem quem ache que atuar se resume a isso), mas assim mesmo é um trabalho admirável. A cena em que ela aparece suando frio, por exemplo, é um primor. Os ensaios da personagem para entrevistas são um show de elegância também. Mas eu entendo quem diz que ela não merece, afinal, era a categoria mais difícil de prever, e a mais competitiva. Não tinha uma favorita.
    Daniel Day-Lewis… bom… é difícil reclamar da vitória dele. O filme é espetacular, e o trabalho dele é melhor ainda. É uma interpretação tão marcante, que o filme em momentos parece até um monólogo do Day-Lewis. E o Javier Bardem então… eu achei que ia ter pesadelos com o personagem dele quando vi o filme!!! Só aquele olhar cruel e assustador já vale o Oscar!

    Este foi um dos poucos anos em que eu concordei com todos os vencedores das categorias principais. Principalmente os atores. A única que eu discordei um pouquinho foi melhor filme, pois apesar de ter adorado “Onde os Fracos Não Têm Vez”, achei “Sangue Negro” ainda melhor.

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