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	<title>Comentando Cinema... e etc.</title>
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		<title>Comentando Cinema... e etc.</title>
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		<title>News: Os indicados ao Oscar 2012! (e breves comentários)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 20:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>

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		<description><![CDATA[Passado o Globo de Ouro (que não comentei aqui porque, bem&#8230; não vi lá muita necessidade nisso) e todos os principais prêmios da crítica, chega a hora da Academia anunciar os indicados ao Oscar, aquela premiação que todo cinéfilo adora &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2012/01/24/news-os-indicados-ao-oscar-2012-e-breves-comentarios/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1818&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><img class="aligncenter" src="http://img.ibtimes.com/www/data/images/full/2012/01/24/220938.jpg" alt="" width="462" height="288" />Passado o Globo de Ouro (que não comentei aqui porque, bem&#8230; não vi lá muita necessidade nisso) e todos os principais prêmios da crítica, chega a hora da Academia anunciar os indicados ao Oscar, aquela premiação que todo cinéfilo adora xingar, mas não tem um que não deixe de assistir e torcer pelo seu filme favorito&#8230; pra voltar a passar o ano xingando quando ele não ganha nada. Mas esse ano, a Academia resolveu se antecipar e já dá pra começar a xingar a premiação só pelos indicados!</p>
<p>Com alguns acertos e muitos erros, confira abaixo a lista completa dos indicados ao Oscar 2012 e rápidos comentários sobre ela.</p>
<p><span id="more-1818"></span><strong>Melhor Filme</strong><br />
Os Descendentes<br />
A Árvore da Vida<img class="alignright" src="http://a.abcnews.com/images/Entertainment/ht_the_artist_nt_111208_wg.jpg" alt="" width="338" height="190" /><br />
Histórias Cruzadas<br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
O Homem Que Mudou o Jogo<br />
Cavalo de Guerra<br />
O Artista<br />
Meia-Noite em Paris<br />
Tão Perto e Tão Forte</p>
<p><strong>Melhor Diretor</strong><br />
Woody Allen &#8211; Meia-Noite em Paris<br />
Terrence Malick &#8211; A Árvore da Vida<br />
Alexander Payne &#8211; Os Descendentes<br />
Michel Hazanivicous &#8211; O Artista<br />
Martin Scorsese &#8211; A Invenção de Hugo Cabret</p>
<blockquote><p><em>Cavalo de Guerra </em>gritava por um Oscar e conseguiu a indicação que estava pedindo mas não merece. Se era pra indicar um filme de Spielberg na categoria principal, que fosse <em>Tintin</em>, que realmente merecia. Assim como o próprio diretor, pelo mesmo filme. Feliz com o reconhecimento de Terrence Mallick e Woody Allen e seus respectivos filmes. Duvido que vençam, mas ficaria satisfeito se acontecesse. E para o David Fincher&#8230; fica pra próxima né (se bem que, convenhamos, se indicaram 9, porque não fecharam o top 10 logo com <em>Millenium</em>?) Agora, estou mais ansioso do que nunca para ver <em>Hugo</em> e <em>O Artista</em>.</p></blockquote>
<p><strong>Melhor Ator</strong><br />
George Clooney &#8211; Os Descendentes<img class="alignright" src="http://media.salon.com/2011/12/tinker-tailor-glossary-460x307.jpg" alt="" width="298" height="199" /><br />
Brad Pitt &#8211; O Homem Que Mudou o Jogo<br />
Jean Dujardin &#8211; O Artista<br />
Demián Bichir &#8211; A Better Life<br />
Gary Oldman &#8211; O Espião que Sabia Demais</p>
<p><strong>Melhor Atriz</strong><br />
Glenn Close &#8211; Albert Nobbs<br />
Viola Davis &#8211; Histórias Cruzadas<br />
Rooney Mara &#8211; Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres<br />
Meryl Streep &#8211; A Dama de Ferro<br />
Michelle Williams &#8211; Sete Dias com Marilyn</p>
<blockquote><p>Tudo bem previsível aqui, a não ser por Demián Bichir, que estava de fora das apostas de quase todo mundo (ainda que ele tenha sido indicado ao SAG), que ficou pensando que DiCaprio seria lembrado pela sua atuação em <em>J.Edgar</em> (personagem histórico, Oscar, fácil de fazer a ligação). Clooney é o nome mais forte para vencer, mas a indicação de Gary Oldman foi merecidíssima e ficaria bem feliz com a vitória. Em atriz, indicações já esperadas, a não ser talvez pela falta de Tilda Swinton.</p></blockquote>
<p><strong>Melhor Ator Coadjuvante</strong><br />
Kenneth Branagh -Sete Dias com Marilyn<br />
Christopher Plummer &#8211; Toda Forma de Amor<br />
Max Von Sidow &#8211; Tão Perto e Tão Forte<img class="alignright" src="http://www-deadline-com.vimg.net/wp-content/uploads/2012/01/Bridesmaids__120111191621.jpg" alt="" width="259" height="170" /><br />
Jonah Hill &#8211; O Homem Que Mudou o Jogo<br />
Nick Nolte &#8211; Guerreiro</p>
<p><strong>Melhor Atriz Coadjuvante</strong><br />
Bérénice Bejo &#8211; O Artista<br />
Jessica Chastain &#8211; Histórias Cruzadas<br />
Janet McTeer &#8211; Albert Nobbs<br />
Octavia Spencer &#8211; Histórias Cruzadas<br />
Melissa McCarthy &#8211; Missão Madrinha de Casamento</p>
<blockquote><p>E eu que ainda pensava que a Academia fosse ir na contramão da maioria das premiações, ser justa (HAHAHA, isso foi burrice da minha parte, admito) e indicar Jessica Chastain por <em>Árvore da Vida</em>&#8230; bem, pelo menos ela está indicada, a mulher merece, foi o ano dela. Perderam a chance de tornar a premiação mais interessante e indicar Andy Serkis, mas surpreenderam ao indicar Melissa McCarthy, uma indicação bem incomum se for analisar o histórico do Oscar. Ah claro, a campanha dos fãs de <em>Harry Potter</em> por Alan Rickman, como já era esperado, não deu em nada&#8230;</p></blockquote>
<p><strong>Melhor Roteiro Adaptado</strong><br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
Tudo pelo Poder<img class="alignright" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2012/01/midnightinparis01.jpg?w=311&#038;h=207" alt="" width="311" height="207" /><br />
Os Descendentes<br />
O Espião que Sabia Demais<br />
O Homem Que Mudou o Jogo</p>
<p><strong>Melhor Roteiro Original</strong><br />
Meia-Noite em Paris<br />
O Artista<br />
Margin Call &#8211; O Dia Antes do Fim<br />
Missão Madrinha de Casamento<br />
A Separação</p>
<blockquote><p>Novamente, <em>Bridesmaids</em> (o que tem casamento no título, me recuso a dizer o nome nacional dele) surpreende e garante uma indicação em Roteiro. Fora isso, as indicações já eram esperadas. Só senti a falta de <em>Melancolia</em> não só aqui, mas na premiação inteira. No entanto, acho difícil Woody Allen não levar Roteiro Original. Melhor trabalho dele em anos, de longe.</p></blockquote>
<p><strong>Melhor Animação</strong><br />
Gato de Botas<img class="alignright" src="http://ci.i.uol.com.br/filmes/g/rango_2011_g.jpg" alt="" width="282" height="202" /><br />
Kung Fu Panda 2<br />
Rango<br />
Um Gato em Paris<br />
Chico &amp; Rita</p>
<blockquote><p>Poderia parar e comentar como foram merecidas as indicações para <em>Kung Fu Panda 2</em> e <em>Rango</em>, mas aí vejo a lista e&#8230; <em>As Aventuras de Tintin</em>, que, ainda que use da tecnologia de motion capture, tem uma qualidade inegável, foi completamente ignorado, enquanto <em>Gato de Botas</em> está aí. Próxima categoria, por favor.</p></blockquote>
<p><strong>Melhor Trilha Sonora Original</strong><img class="alignright" src="http://losslessalbum.com/wp-content/uploads/2011/12/John-Williams-The-Adventures-Of-Tintin.jpg" alt="" width="242" height="243" /><br />
As Aventuras de Tintim<br />
O Artista<br />
O Espião que Sabia Demais<br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
Cavalo de Guerra</p>
<p><strong>Melhor Canção Original</strong><br />
&#8220;Man or Muppet&#8221; &#8211; Os Muppets<br />
&#8220;Real in Rio&#8221; &#8211; Rio</p>
<blockquote><p>Depois da injustificável esnobada de <em>Tintin</em> em Animação, é bom ver que pelo menos em Trilha Sonora o filme foi reconhecido. E merece vencer. John Williams garantiu sua indicação dupla, já que a preguiçosa trilha de<em> Cavalo de Guerra</em> também marca presença e a dupla Trent Reznor e Atticus Ross, que venceu no ano passado, foi devidamente esnobada pelo seu trabalho em <em>Millenium</em>. Em Canção Original, já esperava <em>Muppets</em>, mas pensei que seria por &#8220;Life&#8221;s a Happy Song&#8221; (que é mais divertida).  E apesar de <em>Tropa de Elite 2</em> ter morrido na praia, o Brasil não ficou de fora do Oscar (tecnicamente&#8230;): a música de <em>Rio</em> indicada foi escrita por Carlinhos Brown.</p></blockquote>
<p><strong>Melhor Fotografia</strong><br />
Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres<br />
O Artista<br />
A Invenção de Hugo Cabret<img class="alignright" src="http://thefilmstage.com/wp-content/uploads/2010/12/Tree-of-Life33-650x331.png" alt="" width="316" height="161" /><br />
A Árvore da Vida<br />
Cavalo de Guerra<strong></strong></p>
<p><strong></strong><strong>Melhor Montagem</strong><br />
Os Descendentes<br />
O Artista<br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
O Homem Que Mudou o Jogo<br />
Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres</p>
<p><strong>Melhores Efeitos Visuais</strong><br />
Harry Potter e as Relíquias da Morte &#8211; Parte 2<br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
Gigantes de Aço<br />
Planeta dos Macacos &#8211; A Origem<br />
Transformers: O Lado Oculto da Lua</p>
<blockquote><p>Vencedor quase invicto dos prêmios da crítica, Emmanuel Lubezki já está com o Oscar quase ganho pelo seu trabalho em <em>Árvore da Vida</em> (a não ser que eles queiram fazer mais surpresas desagradáveis). Montagem foi mais uma categoria em que <em>Tintin</em> foi esnobado e eu começo a acreditar que muita gente na Academia não deve ter visto o filme, porque não é possível que só tenha tido uma mísera indicação. Em Efeitos Visuais, nenhuma surpresa. <em>Transformers 3</em> é o típico filme ruim que entra no Oscar por tecnicalidades.</p></blockquote>
<p><strong>Melhor Figurino</strong><br />
Anônimo<br />
O Artista<img class="alignright" src="http://www.hollywoodreporter.com/sites/default/files/2011/08/hpdh2-08595_a_l.jpg" alt="" width="308" height="174" /><br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
Jane Eyre<br />
W.E. &#8211; O Romance do Século</p>
<p><strong>Melhor Direção de Arte</strong><br />
O Artista<br />
Cavalo de Guerra<br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
Harry Potter e as Relíquias da Morte &#8211; Parte 2</p>
<p><strong>Melhor Maquiagem</strong><br />
Albert Nobbs<br />
Harry Potter e as Relíquias da Morte &#8211; Parte 2<br />
A Dama de Ferro</p>
<blockquote><p>Tinha muito fã de <em>Harry Potter</em> pensando que o filme teria uma avalenche de indicações, só por ser o último, como aconteceu com<em> O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei</em>. O caso é que o último filme da saga do bruxo é ótimo sim, mas não nesse nível, convenhamos. Por isso, sobraram para ele apenas as indicações que o filme mais merecia (mas faltou um reconhecimento maior da Trilha Sonora, que é excelente, vale dizer). Nem há muito o que dizer sobre essas três categorias, a Academia sempre segue o mesmo caminho e quem domina aqui, no geral, são sempre filmes históricos. Já como vencedores, a única vitória de <em>Harry Potter</em> pode vir em Maquiagem (não boto muita fé em Efeitos Visuais. Eles são incríveis, mas os concorrentes são fortes).</p></blockquote>
<p><strong>Melhor Edição de Som</strong><br />
Drive<br />
Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres<img class="alignright" src="http://f.i.uol.com.br/guia/cinema/images/12010462.jpeg" alt="" width="297" height="198" /><br />
Cavalo de Guerra<br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
Transformers: O Lado Oculto da Lua</p>
<p><strong>Melhor Mixagem de Som</strong><br />
O Homem Que Mudou o Jogo<br />
Cavalo de Guerra<br />
A Invenção de Hugo Cabret<br />
Transformers: O Lado Oculto da Lua<br />
Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres</p>
<blockquote><p>Veja bem: <em>Transformers 3</em>, um dos piores filmes de 2011, garantiu três indicações ao Oscar. Ainda que sejam em categorias técnicas e esperadas para o filme marcar presença, ainda é estranho ver como as coisas funcionam e lembrar que tanto filme bom ficou de fora de outras categorias. Em compensação, essas duas categorias são as únicas que <em>Cavalo de Guerra</em> realmente mereceu ter aparecido. Ainda que não deva ganhar.</p></blockquote>
<p>_____________________________________________________________________________</p>
<p><em><strong>Outras categorias:</strong></em></p>
<p><strong>Melhor Filme Estrangeiro</strong><br />
A Separação (Irã)<br />
Bullhead (Bélgica)<br />
Monsieur Lazhar (Canadá)<br />
Footnote (Israel)<br />
In Darkness (Polônia)</p>
<p><strong>Melhor Documentário</strong><br />
Hell and Back Again<br />
If a Tree Falls<br />
Paradise Lost 3: Purgatory<br />
Pina<br />
Undefeated</p>
<p><strong>Melhor Documentário de Curta-Metragem</strong><br />
God is the Bigger Elvis<br />
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement<br />
Incident in New Baghdad<br />
Saving Face<br />
The Tsunami and the Cherry<br />
Blossom</p>
<p><strong>Melhor Curta-Metragem de Animação</strong><br />
Dimanche<br />
The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore<br />
La Luna<br />
A Morning Stroll<br />
Wild Life</p>
<p><strong>Melhor Curta-Metragem</strong><br />
Pentecost<br />
Raju<br />
The Shore<br />
Time Freak<br />
Tuba Atlantic</p>
<p>_______________________________________________________________</p>
<p>Esses são os indicados deste ano. Me agradou muito em certos aspectos (indicações de Gary Oldman, Terrence Mallick, Kung Fu Panda 2 em Animação&#8230;) mas no geral, bem decepcionante. Podem me chamar de chato, mas ainda estou indignado com As Aventuras de Tintin ter recebido apenas uma (muito merecida, mas só uma) indicação, quando o filme é bom o suficiente para concorrer até nas categorias principais (farei maiores comentários sobre ele em breve).</p>
<p>Mas e aí? O que acharam da lista? Quem está sobrando e quem está faltando e quais foram as injustiças? Deixe sua opinião também nos comentários e até o Oscar&#8230; façam suas apostas!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1818/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1818/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1818/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1818&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Retrospectiva 2011: Os melhores filmes do ano!</title>
		<link>http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/31/retrospectiva-2011-os-melhores-filmes-do-ano/</link>
		<comments>http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/31/retrospectiva-2011-os-melhores-filmes-do-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 04:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E finalmente, chegou o único momento que virou tradição aqui no blog. Hora de conferir quais foram os 10 melhores filmes do ano, que começou esquisito para o cinema, mas terminou bem satisfatório. Teve o melhor filme de Woody Allen &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/31/retrospectiva-2011-os-melhores-filmes-do-ano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1804&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><a href="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/melhores2011.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1805" title="melhores2011" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/melhores2011.jpg?w=526&#038;h=240" alt="" width="526" height="240" /></a>E finalmente, chegou o único momento que virou tradição aqui no blog. Hora de conferir quais foram os 10 melhores filmes do ano, que começou esquisito para o cinema, mas terminou bem satisfatório. Teve o melhor filme de Woody Allen em anos, Terrence Mallick surpreendendo o mundo com seu novo trabalho, a saga mais bem-sucedida da história do Cinema chegando ao fim e aqui no Brasil, Selton Mello fazendo um dos filmes mais bonitos dos últimos anos. Hora de relembrar tudo de melhor que passou pelas telonas em 2011, a seguir:</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><strong>ATENÇÃO: Vale lembrar que essa lista é feita com base nos filmes que passaram nos cinemas BRASILEIROS em 2011. Muito filme do final de 2010 estreou aqui no começo de 2011, assim como muita coisa que estreou neste fim de ano nos EUA ainda vai chegar nos primeiros meses de 2012 (e alguns devem figurar na lista do ano que vem).</strong></span></p>
<p><span id="more-1804"></span></p>
<p><strong>10 &#8211; Kung Fu Panda 2:</strong> Eu tinha minhas expectativas com a sequência do ótimo filme de 2008, mas não esperava que ela conseguisse ser tão boa a ponto de superar o original. <em>Kung Fu Panda 2</em>, como uma boa continuação de filme de ação, aumenta a escala em todos os sentidos e tem uma história mais ambiciosa (um vilão que quer destruir o kung fu), uma animação de encher os olhos (ainda mais do que no primeiro filme), cenas de ação mais grandiosas e sensacionais e uma trama paralela excelente, sobre o passado misterioso do protagonista. Ainda mais divertido que o primeiro, essa sequência ainda <img class="alignleft" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/photo-super-8-2011-2.jpg?w=297&#038;h=198" alt="" width="297" height="198" />consegue ser empolgante e até tem um momento comovente, coisa que a Dreamworks não faz com muita frequência. Entre as animações, só não superou o 6º lugar dessa lista, que você confere logo mais.</p>
<p><strong>9  &#8211; Super 8:</strong> Pouco se sabia sobre esse filme até sua estreia, apenas que ele seria produzido por Steven Spielberg e dirigido por J.J. Abrams. E como foi bom entrar no cinema sem saber ao certo o que esperar: <em>Super 8</em> é um filme atual com clima nostálgico, onde Abrams homenageia o cinema como um todo e especificamente algumas aventuras produzidas ou dirigidas por Spielberg entre nos anos 70 e 80. Encontrando seus melhores momentos em qualquer cena que envolva todas as crianças (a cena durante os créditos é uma das mais divertidas de 2011), que juntas tem uma dinâmica sensacional, <em>Super 8</em> é uma divertida e simples aventura, sem grandes pretensões, bem diferente das últimas produções que Abrams esteve envolvido. O que é até uma grata surpresa.</p>
<p><strong>8 &#8211; X-Men: Primeira Classe:</strong> Com um marketing que fez parecer que o filme era péssimo e uma ideia não muito boa em mente, o novo filme dos mutantes parecia fadado a morrer na praia. Ledo (e feliz) engano: <em>Primeira Classe</em> é sensacional, corrige alguns dos erros cometidos nos três filmes anteriores, desenvolve brilhantemente personagens que antes eram apagados, tem um vilão que parece mesmo saído das HQs e um ritmo enérgico, além de excelentes atuações de Michael Fassbender, James McAvoy e Jennifer Lawrence. E não dá pra deixar de notar que é o primeiro filmes dos X-Men em que o foco<img class="alignright" style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;margin-top:.4em;font-family:'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif;border-color:initial;border-style:initial;" src="http://www.cinemaemcena.com.br/uploads/filme/cache/980-586-resize/filmes-9898-fotos-melancolia_foto_17.jpg" alt="" width="334" height="188" />é, genuinamente, a equipe. Antes tarde do que nunca.</p>
<p><strong>7 – Melancolia:</strong> Quando <em>Melancolia</em> estreou nos cinemas brasileiros, muitos cinéfilos fizeram nascer uma espécie de rivalidade bizarra entre o novo filme de Lars Von Trier e <em>Árvore da Vida</em>. Digo bizarra porque enquanto o filme de Mallick é uma verdadeira celebração da vida, <em>Melancolia</em> traz a degradação do ser humano e a ameaça iminente do fim do mundo. Comparações a parte,<em> Melancolia</em> é belíssimo, com uma sequência inicial que é quase uma obra de arte, uma metáfora simples (para um cineasta que passa longe disso), mas maravilhosa e o que deve ser a melhor atuação da carreira de Kirsten Dunst, como uma jovem outrora feliz, mas que mergulha numa profunda depressão (parte da metáfora do filme está aí e fico por aqui para não dar spoilers), retratada com uma sensibilidade comovente, como não se vê com muita frequência no cinema. Mantendo o pessimismo extremo dos últimos filmes do diretor, <em>Melancolia</em> é uma experiência impactante e incômoda, como todo bom filme de Lars Von Trier.</p>
<p><strong>6 – Rango:</strong> Um camaleão em crise de identidade busca um sentido para sua vida em meio ao faroeste. Parece até um bando de palavras aleatórias juntas em uma frase, mas essa é a premissa de <em>Rango</em> e, quem diria, deu maravilhosamente certo. Uma divertida e respeitosa homenagem aos westerns, <em>Rango</em> conta com um protagonista adorável (ótima dublagem de Johnny Depp), personagens divertidíssimos, um roteiro muito bem amarrado, seqüências de ação espetaculares e um visual incrível. Como se não<img class="alignleft" style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;margin-top:.4em;font-family:'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif;border-color:initial;border-style:initial;" src="http://ci.i.uol.com.br/filmes/g/meia_noite_em_paris_2011_g.jpg" alt="" width="302" height="216" /> bastasse, ainda tem um humor afiado, que rendem várias sacadas e ótimas homenagens com o western. Junto com <em>Kung Fu Panda 2</em>, foi sem dúvida a animação mais divertida desse ano.</p>
<p><strong>5 – Meia-Noite em Paris:</strong> Mostrando que as boas idéias de Woody Allen estão bem longe de se esgotar, ainda que o cineasta lance pelo menos um filme por ano há mais de duas décadas, <em>Meia-Noite em Paris</em> é um dos melhores filmes de Allen em anos, ainda que todas as principais características de um filme do cineasta estejam lá (até ele mesmo está, na – ótima &#8211; atuação inconfundivelmente inspirada em Allen de Owen Wilson), a trama consegue ser única e encantadora. O homem insatisfeito com a época em que vive, viajando para os anos 20 toda madrugada, rende uma bela e divertida comédia, do jeito que só Woody Allen sabe fazer, isto é, repleta de referências a pintores, cineastas e a música que ele admira, dessa vez de um modo um tanto&#8230; “original”. E a cena da discussão sobre rinocerontes (não vou entrar em maiores detalhes pra não estragar) deve ter sido uma das mais geniais que Allen já fez.</p>
<p><strong>4 &#8211; Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2:</strong> Exatamente uma década depois de começar sua jornada rumo ao título de franquia mais bem-sucedida da história do cinema, <em>Harry Potter</em> chegou ao seu último capítulo cercado de expectativa e, felizmente, conseguiu entregar o que todo mundo queria: um final digno e grandioso, com sequências incríveis (a fuga de Gringotes e a batalha de Hogwarts estão entre as grandes cenas de 2011), todo o drama necessário para o final e Alan Rickman roubando a cena no seu<img class="alignright" src="http://themodernguilt.files.wordpress.com/2011/07/harry-potter-and-the-deathly-hallows-part-2.jpg?w=277&#038;h=211" alt="" width="277" height="211" /> melhor trabalho na saga. Eu, como grande fã de Harry Potter, saí satisfeito por um final que conseguiu ser ainda melhor do que eu esperava. Só bate a tristeza porque agora&#8230; acabou. De vez.</p>
<p><strong>3 &#8211; A Árvore da Vida:</strong> Ninguém, mas ninguém mesmo estava preparado para o que o diretor Terrence Mallick tinha feito nesse filme. Trazendo temas como fé, família e a dor da perda, <em>Árvore da Vida</em> é mais do que um filme, é uma verdadeira experiência. Calmo, contemplativo, conseguindo nos fazer ver beleza nas coisas mais simples, com uma fotografia belíssima e atuações maravilhosas de Brad Pitt, Jessica Chastain (o grande destaque do longa) e do jovem &#8211; e estreante &#8211; Hunter McCracken (como o jovem Jack). Sem qualquer linearidade ou mesmo uma história, o filme é na verdade uma bela e profunda celebração da vida, desde o seu início (numa das mais incríveis sequências que já tive o prazer de ver no cinema) até o fim. Quem embarcou no que Mallick propôs foi presenteado com uma experiência tocante e inesquecível.</p>
<p><strong>2 &#8211; O Palhaço:</strong> Tem filmes que não precisam de muito para encantar. E Selton Mello, sabendo disso, fez o melhor filme nacional e um dos filmes mais bonitos de 2011 (por pouco não foi o primeiro lugar). <em>O Palhaço</em> tem uma sensibilidade como há muito não se via, principalmente no Brasil. Muito bem dirigido, com belas atuações de todo o elenco (em especial Paulo José), divertidas participações especiais e uma história simples e maravilhosamente conduzida por Mello, o filme consegue nos envolver de tal forma que foi até doloroso sair do cinema quando ele acabou. Sem grandes pretensões, ele faz rir, chorar, refletir e se emocionar</p>
<p><strong>1 &#8211; Cisne Negro:</strong> Em 2011, tivemos vários filmes que impressionaram, alguns deles já foram lembrados nessa lista. No entanto, nenhum chegou a ser tão impactante quanto <em>Cisne Negro</em>. Se firmando como um dos maiores (a cada dia vou chegando a conclusão de que é o maior) diretores de sua geração, Darren Aronofsky fez um filme simplesmente inacreditável, daqueles que causam uma avalanche de sentimentos enquanto assistimos e não sai da nossa cabeça por dias, tamanha a genialidade e o impacto que causa.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/blogblackswan.jpg?w=384&#038;h=194" alt="" width="384" height="194" /></p>
<p>Natalie Portman se entrega totalmente e sem reservas no que foi, de longe, a mais fantástica atuação do ano e como uma bailarina atormentada em busca da perfeição, protagoniza não só o melhor filme, mas também o melhor momento que vi no cinema em 2011, que é a cena da última dança, incrível em todos os aspectos. Mais do que qualquer coisa, <em>Cisne Negro</em> é um estudo psicológico profundo e brilhante sobre a mente humana, mostrando o quanto somos capazes de nos auto-destruir, em busca da perfeição. E eu só não digo que o filme é perfeito, porque bem&#8230; afirmar isso parece um pouco ousado&#8230;</p>
<p>__________________________________________________________</p>
<p>Aí estão os 10 melhores filmes que vi em 2011! A tarefa foi árdua, mas os escolhidos mereceram. Faça seu próprio top 10 nos comentários e dê a sua opinião sobre esse. Algum filme em posição injustiçada? Concorda, discorda? Deixe seu comentário.</p>
<p>___________________________________________________</p>
<p>A todos os leitores, um ótimo ano novo e um 2012 repleto de filmes! Até lá!</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1804/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1804&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Retrospectiva 2011 &#8211; Top 5: Grandes surpresas e tristes decepções</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 20:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Top 10/Top 5]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo ano tem seus filmes promissores. Seja por causa de atores conhecidos fazendo papéis curiosos, diretores conceituados ou adaptações de grandes livros ou HQs. Dependendo do filme, é difícil segurar a expectativa e ela pode acabar ajudando a tornar ainda &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/29/retrospectiva-2011-top-5-grandes-surpresas-e-tristes-decepcoes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1800&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/decepc3a7oes_surpresas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1802" title="decepçoes_surpresas" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/decepc3a7oes_surpresas.jpg?w=584&#038;h=370" alt="" width="584" height="370" /></a>Todo ano tem seus filmes promissores. Seja por causa de atores conhecidos fazendo papéis curiosos, diretores conceituados ou adaptações de grandes livros ou HQs. Dependendo do filme, é difícil segurar a expectativa e ela pode acabar ajudando a tornar ainda pior um filme que já é ruim por si só. E 2011 foi um ano atípico. Franquias que não deveriam mais ser tocadas tiveram novos filmes que surpreenderam, enquanto super-heróis promissores ficaram devendo muito e, como se não bastasse&#8230; a Pixar, pela primeira vez, decepcionou. E feio. Confira agora as 5 maiores surpresas e decepções desse ano bizarro:</p>
<h1 style="text-align:center;"><span id="more-1800"></span>As grandes surpresas</h1>
<p><strong>5 – Super 8:</strong> O novo trabalho de J.J. Abrams teve bem menos apelo de marketing do que o filme que foi apenas produzido por ele, o ótimo <em>Cloverfield</em>. Sem cartazes icônicos, trailers muito intrigantes ou coisas do tipo. Na verdade, <em>Super 8</em> nunca pareceu algo sensacional. Legal, interessante talvez, mas nada muito além disso. E quando estreou, a surpresa: <em>Super 8</em> era uma excelente aventura, com ares de pura nostalgia, homenageando não só o cinema, como alguns dos melhores filmes de aventura dos <img class="alignleft" src="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/capitao-america/08Jul2011_10.jpg" alt="" width="326" height="192" />anos 80 (a maioria comandado por Spielberg, que é o produtor aqui). Um filme simples, mas sincero e maravilhoso.</p>
<p><strong>4 – Capitão América: O Primeiro Vingador:</strong> Nunca gostei muito do Capitão América e tudo apontava para os rumos errados no seu filme, desde a escalação do fraco Chris Evans para o papel até toda a ideia da criação do personagem, que poderia não dar muito certo para um filme nos dias de hoje. Pois é&#8230; agora, graças ao filme, virei fã do personagem! A atuação de Chris Evans é surpreendentemente (mesmo!) boa, o protagonista é muito bem desenvolvido e apresentado e o casal não tem lá muita química, mas foi feito um esforço genuíno para acreditarmos nele. Além da impecável ambientação nos anos 50 e todo o clima de aventura de matinê que rodeia o filme. Sem dúvida um dos blockbusters mais divertidos do ano.</p>
<p><strong>3 – Rango:</strong> A melhor animação de 2011 veio de onde menos se esperava. A Paramount resolveu entrar no meio da briga entre a Pixar e a Dreamworks com um filme sobre um camaleão em busca de um sentido para a vida&#8230; em pleno faroeste. A premissa meio bizarra rendeu um filme simplesmente fantástico do início ao fim, com um protagonista excelente (dublado de maneira impecável por Johnny Depp), um desenvolvimento de personagens de uma eficiência que não se vê todo dia em animações e seqüências de ação tecnicamente perfeitas e alucinantes. Isso sem contar a diversão garantida que o filme proporciona com suas homenagens ao western e ótimas piadas.<img class="alignright" style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;margin-top:.4em;font-family:'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif;border-color:initial;border-style:initial;" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2011/02/rango21.jpg" alt="" width="342" height="193" />Por melhores que tenham sido <em>Kung Fu Panda 2</em> e <em>Rio</em>, na animaçãoesse ano, <em>Rango</em> foi imbatível&#8230; e uma fantástica surpresa.</p>
<p><strong>2 – Planeta dos Macacos: A Origem</strong>: Esse projeto parecia errado desde o seu nascimento. Depois do péssimo remake do filme original orquestrado por Tim Burton, a franquia Planeta dos Macacos parecia morta e enterrada. Mas lá foram mexer nela de novo e com toda a premissa que estavam planejando, as possibilidades de algo bom sair disso tudo eram mínimas e no fim, felizmente, o diretor Rupert Wyatt calou a boca de todo mundo.</p>
<p><em>Planeta dos Macacos: A Origem </em>é ótimo, tem um enredo bem pensado e menos imbecil do que parecia ser e mesmo sem se prender muito na franquia clássica, ainda coloca algumas ótimas referências e tenta amarrar algumas pontas. Com uma seqüência de ação tensa e espetacular no final e um trabalho simplesmente inacreditável de efeitos visuais, que tornam o macaco Cesar &#8211; brilhantemente interpretado por Andy Serkis &#8211; um ser espantoso, de tão real (suas expressões ainda impressionam, só de lembrar). Nada mal para um filme que tinha tudo pra dar errado.</p>
<p><strong>1 – X-Men: Primeira Classe: </strong>Esse filme teve a infelicidade de ter tido provavelmente uma das campanhas de marketing mais deprimentes dos últimos anos. As primeiras imagens divulgadas eram péssimas e quanto mais imagens soltavam, mais o filme soava uma piada. Até a sua estreia, quase ninguém via algo bom saindo daí, eu mesmo já estava esperando um dos piores filmes do ano. Acho que esqueci que o diretor, Matthew Vaughn, tinha acabado de fazer o sensacional <em>Kick-Ass</em>. Contra todas as expectativas, <em>X-Men: Primeira Classe</em> não foi apenas o único filme realmente impecável de super-herói em 2011, como se tornou o melhor filme dos mutantes, exatamente por retratar os X-Men como uma equipe e não como&#8230; Wolverine e o resto (ainda que eu adore a trilogia, é fato que foi isso que aconteceu).</p>
<p>Com um ótimo enredo, atuações excepcionais de James McAvoy, Jennifer Lawrence e especialmente de Michael Fassbender, que não ficou devendo nada para o impecável Ian McKellen no papel de Magneto. Apesar de ignorar acontecimentos de todos os filmes anteriores, <em>Primeira Classe</em> é divertido, empolgante e, de longe, um dos melhores filmes de 2011. Agora, não custa nada a Fox trabalhar melhor pra divulgar suas próprias produções né&#8230;</p>
<p>______________________________________________________________</p>
<h1 style="text-align:center;">E as tristes decepções&#8230;</h1>
<p><strong>5 – Se Beber, Não Case! – Parte 2: </strong>Antes que me joguem pedras dizendo que estou me contradizendo em relação ao que falei do filme há uns meses atrás, acalmem-se, eu vou explicar. A continuação da excelente comédia de 2009 está aqui por um motivo diferente em relação aos outros filmes: Ele não decepciona por ser um filme fraco ou ruim, mas por ser simplesmente inútil. Eu me diverti com o filme, mas ele não precisava existir. Quando confirmaram a continuação, eu fiquei realmente curioso pra saber o que ia rolar, botei fé e esperei um filme até melhor que o anterior e quando eu vi, era engraçado, mas<br />
só era engraçado porque eu achei o primeiro engraçado e essa continuação nada mais é do que o mesmo roteiro, mas em outro lugar e com os personagens fazendo outras baboseiras. Enquanto o primeiro é, de fato,<img class="alignleft" style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;margin-top:.4em;font-family:'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif;border-color:initial;border-style:initial;" src="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/thor/thor-imagem-22fev2011_f01.jpg" alt="" width="330" height="220" />uma comédia imperdível, o segundo podia ter passado batido que ia dar na mesma.</p>
<p><strong>4 – Thor:</strong> Pelo mnos para mim, se tratando de filmes de super-herói, esse só não foi mais promissor que o primeiro lugar dessa lista. Me empolguei com o trailer, gostei do visual do filme, o elenco tinha Anthony Hopkins e Natalie Portman, que são excelentes e é um personagem bem interessante para ganhar uma versão nos cinemas. No fim das contas&#8230; <em>Thor</em> parece só querer falar de <em>Vingadores</em> (que finalmente vai estrear, em abril), com um protagonista mal-desenvolvido (em que ponto da história exatamente ele deixou de ser arrogante e virou bom moço?), um romance que até agora eu não entendo como aconteceu e um clímax corrido, como se tivessem lembrado só na última meia hora que o filme, afinal, é do Thor. O visual de Asgard é ótimo e Loki está excelente, mas fora isso&#8230; faltou algo. Não é um filme totalmente ruim (teve herói passando mais vergonha esse ano), mas podia ser muito, muito melhor&#8230;</p>
<p><strong>3 –Cilada.com:</strong> <em>Cilada </em>não era a melhor série do mundo, mas era divertida. Bruno Mazzeo mandava bem, seja na série, seja nos esquetes do Fantástico. Por isso, o mínimo que se esperava para o filme era uma comédia bacana, com Mazzeo divertindo como sempre. Pois é&#8230; <em>Cilada.com </em>não é apenas uma decepção, como é um dos piores e mais estúpidos filmes que eu vi esse ano. O protagonista não consegue passar simpatia por um único segundo, as piadas atiram para todos os lados e a coisa é ruim a tal ponto que em uma cena em específico, eu tive vontade, pela primeira vez, de sair da sala no meio da projeção (e olha que eu já vi muito filme ruim no cinema). Uma idiotice sem precedentes, <em>Cilada.com</em> é tão decepcionante e tão ruim que só ter conseguido chegar no terceiro lugar dessa lista já é mais honra do que o filme merece.</p>
<p><strong>2 – Carros 2:</strong> Por mais que eu não estivesse com grandes expectativas com esse filme, é da Pixar, não tem como não esperar algo que seja além de ótimo. E <em>Carros 2</em> infelizmente não passou nem perto disso. Aquele diferencial da Pixar que está em todo filme do estúdio se perde completamente numa trama boba e sem sentido, que dá um monte de voltas desnecessárias, além de fazer um dos coadjuvantes mais bacanas das animações da Pixar, o guincho Mate, perder totalmente a graça. Aquele amor pelo <img class="alignright" src="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/Carros-2/Primeira-imagem.jpg" alt="" width="339" height="190" />cinema, tão vivo e presente em todas as animações do estúdio, não aparece em um único segundo aqui. O que aparece, e com força, é a desagradável sensação de um caça-níquel dos grandes.</p>
<p><strong>1 – Lanterna Verde:</strong> Chega a ser triste só lembrar que esse filme foi uma decepção. O Lanterna Verde é um dos melhores e mais interessantes super-heróis da DC (na verdade, das HQs em geral) e mesmo com Ryan Reynolds no papel principal, eu tinha fé no filme, acreditava que podia sair coisa boa, afinal, estavam trabalhando com um bom material, não? Pois é&#8230; <em>Lanterna Verde</em> é uma decepção aterradora. Reynolds está fraquíssimo no papel principal, de um modo que não dá pra torcer&#8230; na verdade, não dá nem pra se importar com o herói em momento nenhum, seu romance com Blake Lively consegue o feito de ser ainda pior que o de <em>Thor</em>, colocaram os dois personagens mais legais do filme (Sinestro e Hector Hammond) de escanteio para dar espaço para um bicho horroroso e mal-feito que nem devia ter aparecido (Parallax) e apesar dos bons efeitos e do planeta dos Lanternas estar com um visual belíssimo&#8230; isso não segura filme nenhum. Pra um filme que estava sendo prometido há tantos anos, é lamentável que tenha decepcionado tanto.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1800/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1800/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1800/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1800/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1800/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1800/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1800/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1800/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1800/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1800/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1800/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1800/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1800/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1800/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1800&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Retrospectiva 2011 &#8211; Música: Os melhores álbuns que ouvi este ano &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 23:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Top 10/Top 5]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/header2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1794" title="header2" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/header2.jpg?w=584&#038;h=221" alt="" width="584" height="221" /></a>Ontem você conferiu aqui a primeira parte dos melhores álbuns do ano segundo este que vos escreve. Foster the People, Red Hot Chili Peppers, Fleet Foxes, Arctic Monkeys e Beady Eye começaram a lista. E hoje você confere a segunda parte dela, com os cinco melhores álbuns que ouvi em 2011. Cada um tem sua força, seu impacto e cada um foi ouvido no mínimo duas mil vezes por mim, o que explica bem os seus lugares na lista. O primeiro lugar, levando em consideração listas desse tipo no mundo inteiro, não poderia ter sido outro&#8230; bem, confira aí e não deixe de fazer sua própria lista (e opinar sobre essa) nos comentários!</p>
<p><span id="more-1793"></span></p>
<p><strong>5 &#8211; The King of Limbs – Radiohead:</strong> Desde a obra-prima <em>Ok Computer</em>, o Radiohead se tornou uma banda completamente imprevisível. E ouvir<em> The King of Limbs</em> é uma experiência e tanto, daquelas que poucas bandas conseguem proporcionar. Quando ele começa, a primeira reação é de estranheza. “Bloom” e “Morning Mr.Magpie” não tem uma melodia nem refrão, batidas descompassadas, vocais soltos, parecem sons montados aleatoriamente nas músicas. Conforme o álbum vai se desenrolando, ouvindo com atenção, nota-se que, mesmo sendo tão pequeno, ele parece brilhantemente dividido em duas partes. Se nas primeiras músicas não há nada muito definido, chega a ser bonito notar como, gradativamente, vão surgindo melodias, as músicas vão ficando mais lineares e no “ponto de quebra” e ápice do álbum, “Lotus Flower”, temos tudo que estava solto e foi se montando aos poucos, música a música, no seu devido lugar.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/22/retrospectiva-2011-musica-os-melhores-albuns-que-ouvi-este-ano-parte-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/cfOa1a8hYP8/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>A partir daí, as músicas já são bem definidas e é uma mais fantástica que a outra. E na incrível “Separator”, quando o álbum está no seu melhor momento&#8230; ele acaba. Fica a sensação de que não ouvimos o final e ele foi lançado só pela metade, mas desde quando Thom Yorke e sua banda fazem álbuns para nos deixar confortáveis não é? Misturando tudo que os tornou um dos nomes mais respeitados do rock atual, o Radiohead fez um dos álbuns mais geniais do ano e lembrou algo que muita gente já esqueceu: música, afinal de contas, é arte. Já não vejo a hora de ser surpreendido com o próximo trabalho.</p>
<p><strong>4 &#8211; Angles– The Strokes:</strong> Eis aí o álbum que mais dividiu opiniões este ano. Ninguém estava preparado para músicas como “Macchu Picchu” ou “Call Me Back”, completamente diferente de tudo que a banda já fez até hoje. Muito fã chegou a dizer que eles atingiram o fundo do poço com o álbum. Sinceramente? Já estava na hora do Strokes inovar. Desde que a banda não perca sua identidade, o melhor que ela tem a fazer é sempre procurar inovar seu som (algo que eles fizeram timidamente no álbum anterior,<em> First Impressions of Earth</em>). E em <em>Angles</em>, o Strokes faz isso de modo brilhante, como mostram nas canções já citadas, além das divertidas “Taken for a Fool” e “Gratisfaction” ou em “Games” (talvez onde o experimentalismo vai mais longe). O mais importante está lá: em momento nenhum o Strokes some, por mais diferentes que as músicas sejam do resto de sua carreira.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/22/retrospectiva-2011-musica-os-melhores-albuns-que-ouvi-este-ano-parte-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/_l09H-3zzgA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>A parte irônica disso tudo é que no meio de tantas bem-vindas inovações no seu som (até nos vocais, Julian nunca tinha chegado a notas tão altas), o melhor momento de <em>Angles</em> está numa música que traz todas as características mais marcantes da banda e chega até a trazer ecos do seu maior sucesso: “Under Cover of Darkness” é a evolução perfeita e natural da jovem clássica &#8220;Last Nite&#8221;, afinal, o próprio Julian afirma que “Todos estão cantando a mesma música há dez anos”, não? É viciante e tem uma levada irresistível como a sua “irmã”, mas é muito mais bem trabalhada em absolutamente tudo, instrumentalmente, na letra e principalmente nos vocais. A música é a maior prova de que aqueles garotos que dominaram o rock em 2001 ficaram pra trás e o Strokes agora é, definitivamente, uma banda madura, sem medo de inovar. Ainda que tenha sido uma música tão característica deles que tenha mostrado isso&#8230;</p>
<p><strong>3 &#8211; Noel Gallagher’s High Flying Birds (auto-intitulado) </strong>– Na eterna rivalidade entre os irmãos Gallagher, quem se saiu melhor, com sobras, foi Noel e seu primeiro CD solo. <em>High Flying Birds</em> é um álbum quase épico: com a ajuda de uma orquestra de cordas e instrumentos de sopro, tudo soa grandioso, a introdução apoteótica de “Everybody’s on the Run” já deixa isso claro. Há músicas que podiam estar nos melhores álbuns do Oasis (“Stop the Clocks&#8221;, faixa que encerra o álbum, quase foi uma música do Oasis de fato), outras, apesar de lembrarem vagamente a antiga banda de Noel, guardam uma sonoridade única (como a genial “AKA&#8230; What a Life!” e atire a primeira pedra quem ouviu e não ficou cantarolando o refrão por dias).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/22/retrospectiva-2011-musica-os-melhores-albuns-que-ouvi-este-ano-parte-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/kFx_IniNjfE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>“The Death of You and Me” e “If I Had a Gun” devem estar entre as melhores composições de Noel em muitos anos, espetaculares e “(I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine” parece ter sido feita especialmente para ser tocada num looping eterno de tão viciante, além de ter um enorme potencial para as rádios. Dá pra fazer um post enorme comentando música a música, sendo impossível decidir a melhor. Se Noel mantiver essa qualidade nos seus próximos trabalhos solos, confesso que nem vou torcer muito por um possível retorno do Oasis&#8230;</p>
<p><strong>2 &#8211; 21 – Adele:</strong> Em 2008, poucos conheciam aquela jovem de 19 anos dona de uma voz incrível e com músicas que refletiam um fim de relacionamento e o modo como uma garota na idade dela via tudo isso. Ela superou esse trauma com um novo relacionamento, ainda mais intenso, mas que dois anos depois terminou de um modo duro e abrupto. Mas esses três anos fizeram toda a diferença para Adele e num meio de fugir da depressão, ela compôs o seu novo álbum, pondo ali toda a dor que aquilo tinha causado a ela. Foi desse clima melancólico que saiu <em>21</em>, um álbum impecável e que mudou pra sempre a carreira de Adele.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/22/retrospectiva-2011-musica-os-melhores-albuns-que-ouvi-este-ano-parte-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Ri7-vnrJD3k/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>A ideia de nomear seus álbuns de acordo com sua idade se mostrou genial: aos 21 anos, é quase espantoso ver como Adele amadureceu tanto musicalmente quanto no que diz respeito ao seu modo de ver as coisas e de lidar com todas as complicações de um relacionamento e um coração partido. Não existem mais questionamentos ou insegurança como em “Chasing Pavements”, só desabafos sinceros e amargos, expressos nos sucessos mundiais “Rolling in the Deep” e “Someone Like You”, lembranças difíceis de esquecer (“Set Fire to the Rain”, sua melhor música, e “Don’t You Remember”) e até certo cinismo (na assumidamente pop, “Rumour Has It”). <em>21</em> fez Adele deixar de ser sucesso só no seu país e num grupo fechado e alternativo para tomar o mundo inteiro e levando seus próprios traumas pessoais para o público, fez músicas universais, num álbum que tem tudo pra ficar marcado na música.</p>
<p><strong>1 &#8211; Wasting Light– Foo Fighters:</strong> Não tinha como esse não ser o primeiro lugar. Em 2011, com a produção de Butch Vig (o mesmo de <em>Nevermind</em>, que dispensa apresentações), três guitarristas no grupo (Pat Smear voltou, depois de ter saído em 1997) e as participações especiais de Bob Mould (na fantástica Dear Rosemary) e do ex-baixista do Nirvana, Krist Novoselic (em I Should Have Known), o Foo Fighters finalmente conseguiu sua obra-prima. <em>Wasting Light</em> é, de longe, o melhor álbum da banda. Deixando a inspirada (e ótima, diga-se de passagem) fase mais acústica pra trás, eles voltaram com um som intenso e pesado como nunca e deram aos fãs um trabalho consistente e poderoso, mas ao mesmo tempo, continuando a fazer o que sempre fizeram de melhor.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/22/retrospectiva-2011-musica-os-melhores-albuns-que-ouvi-este-ano-parte-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/q73Jb8ChjuM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Vai do rock pesado de Bridge Burning e White Limo até o som mais pop (e viciante) de Back&amp;Forth e Arlandria, traz letras inspiradas e que levam a diversas interpretações (a melancólica I Should Have Known pode ser vista apenas como uma canção sobre a perda de alguém como pode ser sobre a perda irreparável de Kurt Cobain – e ela soa bem mais emocionante se vista da segunda maneira). E como se não bastasse, ainda saem com a já citada I Should Have Known, These Days (que o próprio Dave Grohl disse ser sua música favorita da banda) e Walk, três músicas que estão entre as melhores que a banda já fez. Agora, fica a expectativa para os próximos trabalhos da banda, porque <em>Wasting Light</em> vai ser para a carreira do Foo Fighters o que foi para 2011: o álbum a ser superado.</p>
<p><strong><em>Menções honrosas:</em></strong></p>
<p><strong>If Not Now, When? &#8211; Incubus:</strong> Por muito pouco (por um Fleet Foxes, pra falar a verdade), esse álbum não entrou na lista. O mais calmo álbum do Incubus é também o que tem algumas das músicas mais bonitas da banda. A faixa-título e o single &#8220;Promises, Promises&#8221; são daquelas músicas que dá pra passar o dia ouvindo e não vai cansar.</p>
<p><strong>Mylo Xyloto &#8211; Coldplay:</strong> Muita gente não gostou, mas o Coldplay fez mais um ótimo trabalho no seu novo álbum. Mudando um pouco seus rumos, mais pop do que jamais esteve, mas ainda muito bom. A épica &#8220;Paradise&#8221;, o pop meio oitentista de &#8220;Hurts Like Heaven&#8221; e o viciante single &#8220;Every Teardrop is a Waterfall&#8221; compensam a aberração que é &#8220;Princess of China&#8221;, parceria da banda com Rihanna que resultou numa das piores músicas que eles já fizeram.</p>
<p>__________________________________________________</p>
<p>Esses foram os 10 melhores álbuns que ouvi em 2011, cada um bom à sua própria maneira, brilhante do seu jeito e completamente diferentes. No próximo post especial de retrospectiva, voltamos para o velho assunto do blog, o Cinema, para relembrar os filmes que mais decepcionaram&#8230; e os que mais surpreenderam em 2011. Fiquem ligados!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1793/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1793/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1793/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1793&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Filmes: Os Muppets (2011)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 21:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Critícas]]></category>

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		<description><![CDATA[Gênero: Comédia Duração: 98min Origem: EUA Direção: James Bobin Roteiro: Jason Segel, Nicholas Stoller Produção: David Hoberman, Todd Lieberman Já fazem mais de 10 anos desde que os Muppets apareceram nos cinemas pela última vez (foi em 1999, com Muppets do Espaço), mas de certo modo, eles sempre &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/22/filmes-os-muppets-2011/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1758&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2011/10/os-muppets-poster.jpg" alt="" width="316" height="457" /></p>
<p><strong>Gênero: </strong>Comédia<br />
<strong>Duração: </strong>98min<br />
<strong>Origem:</strong> EUA<br />
<strong>Direção: </strong>James Bobin<br />
<strong>Roteiro: </strong>Jason Segel, Nicholas Stoller<br />
<strong>Produção:</strong> David Hoberman, Todd Lieberman</p>
<p>Já fazem mais de 10 anos desde que os Muppets apareceram nos cinemas pela última vez (foi em 1999, com <em>Muppets do Espaço</em>), mas de certo modo, eles sempre estiveram aí, seja em esquetes que acabaram virando mania na Internet por acidente (Mahna Mahna), seja em paródias de clipes icônicos (o sensacional vídeo de Bohemian Rhapsody) ou mesmo inconscientemente, na memória de quem viu os inesquecíveis personagens em ação na infância. Agora, eles finalmente estão de volta, antes tarde do que nunca, resgatando uma inocência que se perdeu completamente, sem se levar a sério por um segundo sequer e definindo o que de fato é divertir todas as idades.</p>
<p><span id="more-1758"></span></p>
<p>Quando se deixa de lado toda a importância dos personagens, é difícil de imaginar atualmente, um filme em que as grandes estrelas são um bando de fantoches, com tanto apelo em efeitos visuais. E se tratando dos Muppets, ainda fica difícil quando se leva em conta que os filmes infantis estão ficando cada vez mais adultos. Mas Jason Segel (da série How I Met Your Mother) quis se arriscar e correu atrás da Disney (detentora dos direitos dos personagens desde 2004) com um projeto para trazer os personagens de volta aos holofotes. E com uma história tão boa assim na vida real, ele nem precisou pensar muito para criar uma trama para este novo filme: é exatamente essa, com a diferença que no filme, é Walter (um novo fantoche, que &#8220;interpreta&#8221; o irmão de Segel) quem corre atrás de tudo para trazer os Muppets de volta.</p>
<p>Em pleno 2011, havia a óbvia opção de retratar todos os Muppets usando computação gráfica, mas o diretor James Bobin (estreante no cinema) respeita toda a &#8220;magia&#8221; em torno dos personagens e mantém a manipulação de marionetes, adotando uma direção propositalmente anttiquada, focando os personagens apenas da cintura pra cima na maior parte do tempo, dando até um clima nostálgico para o filme, acentuado pelo<br />
design de produção, que na pequena cidade &#8211; chamada Smalltown, vale ressaltar &#8211; onde Walter e Gary (Segel) vivem, tem carros e figurinos da década de 50.<img class="alignleft" style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;margin-top:.4em;font-family:'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif;border-color:initial;border-style:initial;" src="http://www.cinemaemcena.com.br/uploads/filme/cache/980-586-resize/themuppets11.jpg" alt="" width="316" height="211" />Algo que logo vira uma boa sacada, quando os personagens vão para Hollywood e lá temos toda a tecnologia atual, na intenção de tornar o filme atemporal.</p>
<p>Cheio de sátiras e metalinguagem, o roteiro acha uma piada em todos os artifícios narrativos que tantos filmes usam e ao mesmo tempo que usa todos, os ridiculariza, como as &#8220;viagens pelo mapa&#8221; e a genial sequência em que Caco (sim, eu sei que ele é chamado de Kermit no filme, mas eu me recuso, desculpem) vai buscar os amigos e um personagem diz que é melhor fazer uma montagem rápida mostrando todos sendo buscados antes que o filme fique chato. As cenas musicais também não fogem das piadas e como as próprias cenas se assumem como bobas, não tem como não achá-las divertidas (o vilão, interpretado por Chris Cooper, cantando, chega a ser surreal).</p>
<p>Bem como acontecia no programa dos Muppets, as participações especiais são um show a parte, alguns grandes nomes da música e do cinema surgem por segundos na tela e apesar de algumas já terem sido antecipadas nos trailers, outras são grandes surpresas. Uma, em especial, na música retratando a crise de Gary e Walter, é sensacional e inesperada. Enquanto isso, Jason Segel e Amy Adams como o casal Gary e Mary conseguem ganhar o espectador, simpáticos e mostrando que estão se divertindo genuinamente fazendo esse filme.</p>
<p>Algumas das músicas originais são excelentes e valem até uma lembrança nas premiações. &#8220;Life&#8217;s a Happy Song&#8221; é divertidíssima e &#8220;Man or Muppet&#8221;, que conta com a participação surpresa já citada, é&#8230; inspirada, pra dizer o mínimo. Fora as composições feitas especialmente para o filme, o filme traz desde um clássico do rock dos anos 80 até uma versão inusitada para a grande música do Nirvana, Smells Like Teen Spirit&#8221;. Isso sem esquecer de um dos esquetes mais clássicos da história do programa dos fantoches (e confesso que eu fiquei esperando por ele o filme inteiro, porque tinha certeza que não ia passar batido).</p>
<p>Sem medo de soar ultrapassado ou bobo, já que o próprio filme faz questão de usar o que o torna assim a seu favor, fazendo piada de tudo, <em>Os Muppets</em> são uma grata surpresa. C<span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">om uma inocência que está se perdendo cada vez mais nos filmes infantis, consegue o feito de agradar a todas as idades, sendo </span>um triunfal retorno dos fantoches que fizeram a diversão de tanta gente por tanto tempo e, sem dúvida, um dos filmes mais divertidos do ano.</p>
<p><strong>Nota:</strong> 8</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1758/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1758/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1758/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1758&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Retrospectiva 2011 &#8211; Música: Os 10 melhores álbuns que ouvi esse ano &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 02:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[retrospectiva 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente chegou o momento do ano que, pessoalmente, é o meu preferido aqui no blog. Afinal, a retrospectiva do ano é a chance de revisitar alguns filmes que eu vi há meses atrás, eleger os melhores e xingar ainda mais &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/21/retrospectiva-2011-musica-os-10-melhores-albuns-que-ouvi-esse-ano-parte-1/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1764&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/header1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1768" title="header1" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/12/header1.jpg?w=470&#038;h=182" alt="" width="470" height="182" /></a></p>
<p>Finalmente chegou o momento do ano que, pessoalmente, é o meu preferido aqui no blog. Afinal, a retrospectiva do ano é a chance de revisitar alguns filmes que eu vi há meses atrás, eleger os melhores e xingar ainda mais os piores (hehe), os que decepcionaram e os que surpreenderam. Mas na retrospectiva 2011, temos a adição de mais uma lista. Já faz um tempinho que decidi falar um pouco de música aqui no blog também, portanto, nada mais justo do que eleger quais foram os melhores álbuns que escutei em 2011. Depois de um bom trabalho e muitas mudanças de posições, entradas de última hora e saídas sentidas, aí está o resultado final.</p>
<p>Nessa primeira parte, temos desde os veteranos do Red Hot Chili Peppers até a grande novidade que surgiu esse ano, o Foster the People. Amanhã a noite você confere a segunda parte, com os 5 melhores álbuns que ouvi em 2011. Enquanto isso, confira aí quem ficou entre a 10ª e a 6ª colocações e caso você também tenha ouvido esses álbuns, não esqueça de deixar sua opinião sobre eles nos comentários!</p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#ff0000;">ATENÇÃO: Deixei claro no título, mas não custa repetir: esses foram os 10 melhores álbuns que EU, Marcelo, escutei este ano. Eu sei que várias bandas devem ter lançado álbuns fantásticos, mas entre todos que eu ouvi, foram esses que se destacaram. Alias, além de deixarem suas próprias listas, deixem dicas nos comentários, de álbuns que estão na lista de vocês de melhores do ano. Conhecer coisa nova é sempre bom, hehe&#8230; </span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><span id="more-1764"></span></p>
<p><strong>10 – Torches &#8211; Foster the People</strong>: As vezes, só a diversão que um álbum é capaz de proporcionar já é o suficiente para agradar. E no que diz respeito a músicas divertidas, o Foster the People fez uma estréia sensacional. Não há nada de absurdamente novo nas letras ou no som da banda, apenas um CD em que todas as músicas têm um grande potencial para virar single, tamanho o seu apelo pop. É impossível ouvir “Pumped Up Kicks”, “Houdini” ou “Don’t Stop (Color on the Walls)” e não ficar com elas na cabeça por semanas ou até mesmo se pegar repetindo essas músicas em looping enquanto se ouve o álbum.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/21/retrospectiva-2011-musica-os-10-melhores-albuns-que-ouvi-esse-ano-parte-1/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jlAgHt92lqE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>E até nas faixas mais “lentas” (porque música lenta de fato não existe nesse CD), como “Waste”, permanece um ritmo contagiante e divertido. Mais do que qualquer outra coisa, Torches é um álbum simples e agradável de ouvir. Daqueles que quem curtir, já vai ser conquistado nos 30 segundos iniciais da primeira música. Agora fica a torcida para que eles continuem assim no futuro e não morram na praia como aconteceu com tantas outras bandas&#8230;</p>
<p><strong>9 – </strong><strong>I’m With You– Red Hot Chili Peppers:</strong><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"> </span><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">Com um novo guitarrista, o jovem Josh Klinghoffer, o Red Hot lançou um novo álbum, o sucessor do gigante e aclamado</span><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"> </span><em>Stadium Arcadium</em><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">, apostando em tudo o que já sabia fazer de melhor e sem grandes inovações na sua sonoridade como no álbum de 2006. Muitos viram isso como algo negativo, mas se o som deles era bom antes, porque o fato de não inovar é ruim? Com isso</span><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"> </span><em>I’m With You</em><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">, fora umas duas músicas que apesar de boas, poderiam facilmente ter ficado como b-sides (&#8220;Even You Brutus?&#8221; e &#8220;Dance, Dance, Dance&#8221;, especificamente), é excelente e divertidíssimo.</span></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/21/retrospectiva-2011-musica-os-10-melhores-albuns-que-ouvi-esse-ano-parte-1/"><img src="http://img.youtube.com/vi/qOgFHMEJMeY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">“Monarchy of Roses” foi a abertura perfeita, conseguindo empolgar e viciar imediatamente e ainda é seguida pela igualmente viciante e divertida “Factory of Faith”. “Brendan’s Death Song” e “Police Station” já podem figurar entre as mais belas composições da banda (a primeira é absurdamente subestimada, um trabalho fantástico de Kiedis, que alias, não faz isso só nessa música, o cara está impecável nesse álbum). Ainda tem faixas com grande potencial para levantar multidões ao vivo, caso de “Look Around” (essa parece ter sido criada especialmente pra ser tocada ao vivo). Só faltou dar um espaço maior pro novo guitarrista ter sua chance de brilhar, já que apesar de fazer um bom trabalho no álbum (mais do que faz ao vivo), ainda ficou a sensação de que algo ficou faltando&#8230; e não, não estou falando de John Frusciante.</span></p>
<p><strong>8 - </strong><strong>Helplessness Blues – Fleet Foxes:</strong><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"> </span><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">Ouvi muito sobre essa banda esse ano, mas nunca tinha ouvido. E foi só há pouco tempo atrás que resolvi parar e ouvir os dois CDs do Fleet Foxes. E acho que nem preciso dizer o que achei, considerando que</span><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"> </span><em>Helplessness Blues</em><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">, o novo trabalho deles, está aqui no meu top 10. Aqui, a banda deixa um pouco de lado o barroquismo tão fortemente presente no seu álbum de estreia para músicas mais felizes e menos melancólicas, com ares mais bucólicos, impossível não pensar no campo (e não ter vontade de largar tudo e ir pra lá) ouvindo o álbum. Misturando um pouco de country para o seu som inconfundivelmente folk (na faixa-título principalmente), o Fleet Foxes fez 12 faixas impressionantes, intensas e, acima de tudo, belíssimas.</span></p>
<p style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/21/retrospectiva-2011-musica-os-10-melhores-albuns-que-ouvi-esse-ano-parte-1/"><img src="http://img.youtube.com/vi/cdN2bfov9JQ/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">A primeira música do álbum, “Montezuma” (uma das melhores da banda), tem uma letr</span><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">a comovente, sentimento esse acentuado pelos vocais de Robin Pecknold, que alias, estão incríveis e praticamente levam o álbum (não que a parte instrumental não seja menos que impecável). “Sim Sala Bin”, “Lorelai” e principalmente a espetacular (e épica) “The Shrine/An Argument”, mostram a evolução absurda da banda do primeiro para o segundo álbum, em absolutamente tudo. Porque, não se engane, são dois trabalhos bem diferentes.</span><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"> </span><em>Helplessness Blues</em><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;"> </span><span style="color:#333333;font-style:normal;line-height:24px;">é envolvente, poético e maravilhosamente bem trabalhado. Além de ter sido uma descoberta valiosa para mim neste fim de ano, claro.</span></p>
<p><strong>7 &#8211; Arctic Monkeys – Suck It and See:</strong> Da última vez que ouvimos falar do Arctic Monkeys, eles tinham lançado <em>Humbug</em>, um bom álbum, mas nada comparado aos maravilhosos dois primeiros, o que esfriou um pouco todo o hype absurdo criado em cima da banda desde que surgiram. Sem fazer muito barulho na mídia, eles lançaram seu quarto álbum de estúdio e quando público e crítica foram unânimes em aclamar o novo trabalho da banda, eles conseguiram voltar aos holofotes. E de fato, <em>Suck It and See</em> foi um retorno mais do que triunfal do Arctic Monkeys e talvez o melhor trabalho da banda depois de <em>Favorite Worst Nightmare</em>.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/21/retrospectiva-2011-musica-os-10-melhores-albuns-que-ouvi-esse-ano-parte-1/"><img src="http://img.youtube.com/vi/qOTRx3ZqjjI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Músicas como “Brick by Brick” e “Black Treacle” já podem figurar entre as melhores da banda e enquanto “She’s Thunderstorms” e a faixa-título mostram um grande amadurecimento nas composições (menos forçado do que em Humbug), o lado mais divertido da banda, que é uma das características que a torna tão boa está bem presente na balada “The Hellcat Spangled Shalalala” e na insanidade meio psicodélica com letra nonsense de “Don’t Sit Down Cause I’ve Moved Your Chair” (uma das melhores do álbum). Agora, fica a ansiedade pra ver algumas dessas músicas ao vivo, ansiedade essa que está pra ser suprida daqui a alguns meses pelos brasileiros&#8230;</p>
<p><strong>6 &#8211; Different Gear, Still Speeding– Beady Eye:</strong> Com um nome sutil como um soco no estômago (algo como “Marcha diferente, ainda correndo”), o primeiro álbum do Beady Eye, a primeira vista, poderia ser até “o primeiro álbum do Oasis sem Noel”, não fosse o fato de que a ausência dele exclui qualquer possibilidade da banda ainda existir e depois que se ouve o álbum novamente e com mais atenção, nota-se que o Beady Eye, apesar de parecer, não está tão próximo da banda de onde saiu. Fora músicas como “Wigwam” ou “The Morning Son”, que são puramente Oasis, as outras mergulham completamente em tudo que inspirou os irmãos Gallagher durante toda a carreira da antiga banda.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/12/21/retrospectiva-2011-musica-os-10-melhores-albuns-que-ouvi-esse-ano-parte-1/"><img src="http://img.youtube.com/vi/OLa_VP0O6bA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>“Beatles and Stones” soam como músicas dos&#8230; bem, acho que está bem claro as bandas que essa música lembra não é? “Bring the Light” nem parece uma música atual e chega a ser nostálgica, “For Anyone” parece ter saído dos primeiros CDs dos Beatles e “Standing on the Edge of the Noise” evoca o melhor do rock dos anos 60 e 70, tudo bem diferente do britpop que o Oasis ajudou a popularizar nos anos 90. Sem as composições e o senso de grandiosidade de Noel (que está presente com força no seu álbum solo), o Beady Eye vai por um caminho mais fácil e faz um CD simples, mas maravilhoso, bem como as bandas em que se inspirou.</p>
<p>________________________________________________________________________</p>
<p>Amanhã a noite, confira a segunda parte, com os 5 melhores CDs que ouvi esse ano! E fale nos comentários aqui sua opinião sobre esses álbuns. Também estão na sua lista? Acha que algum deles merecia posição melhor? Dê os seus pitacos!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1764/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1764&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Marcelo Silva</media:title>
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		<item>
		<title>Filmes: O Palhaço (2011)</title>
		<link>http://comentandocinema.wordpress.com/2011/11/04/filmes-o-palhaco-2011/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 04:13:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Critícas]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>

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		<description><![CDATA[Gênero: Drama/Comédia Duração: 88min Origem: Brasil Direção: Selton Mello Roteiro: Selton Mello, Marcelo Vindicatto Produção: Selton Mello, Vânia Catani Todo ano surge no cinema pelo menos um filme que a princípio, só parece mais um no cinema, mas que tem uma sinceridade incomparável e uma sensibilidade que &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/11/04/filmes-o-palhaco-2011/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1746&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/11/o-palhaco-poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1753" title="o-palhaco-poster" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/11/o-palhaco-poster.jpg?w=584" alt=""   /></a></p>
<p><strong>Gênero:</strong> Drama/Comédia<br />
<strong>Duração: </strong>88min<br />
<strong>Origem: </strong>Brasil<br />
<strong>Direção:</strong> Selton Mello<br />
<strong>Roteiro: </strong>Selton Mello, Marcelo Vindicatto<br />
<strong>Produção</strong>: Selton Mello, Vânia Catani</p>
<p>Todo ano surge no cinema pelo menos um filme que a princípio, só parece mais um no cinema, mas que tem uma sinceridade incomparável e uma sensibilidade que está se perdendo cada vez mais, usando com maestria toda a magia que uma sala de cinema pode proporcionar. Normalmente, quem faz isso de um modo único é a Pixar, mas esse ano o estúdio ficou só no caça-níquel então esse posto ficou vago. Até agora.</p>
<p>Depois de estrear na direção com um ótimo, mas melancólico filme (<em>Feliz Natal</em>), Selton Mello traz esse trabalho incrível e muito superior ao anterior, daqueles que conseguem fazer o espectador esquecer que está numa sala de cinema, chegando até a ser triste quando o filme acaba, tamanha a felicidade que ele proporciona. E confesso que eu não fui preparado pra isso quando fui assistir <em>O Palhaço</em>&#8230;</p>
<p><span id="more-1746"></span>O roteiro, escrito por Mello e Marcelo Vindicato, traz uma trupe circense comandada por Valdemar (Paulo José) e Benjamin (Selton Mello), pai e filho que no picadeiro encarnam os palhaços Puro Sangue e Pangaré. Benjamin, no entanto, parece meio perdido no que está fazendo, sem a maquiagem e o nariz vermelho, é uma pessoa quieta, triste e vaga, tudo porque não sabe muito bem se está no lugar certo.</p>
<p>A ideia do palhaço triste já foi largamente usada, não só no cinema mas numa série de outras coisas (nunca esqueço a piada do palhaço Pagliacci de <em>Watchmen</em>) e o filme poderia cair no clichê, não fosse o extremo carinho que Mello parece ter pela história, conduzindo o filme de modo cuidadoso e construindo personagens absolutamente adoráveis, que fazem toda a diferença.</p>
<p>Chega a ser espantoso ver como o ator e agora diretor amadureceu por trás das câmeras. Sua direção é segura e um tanto cuidadosa, como podemos ver logo na sequência inicial no circo (que já consegue o feito de ressaltar tudo de melhor do filme), com vários planos que nos fazem esquecer por alguns momentos que estamos vendo um filme, parecendo que estamos assistindo mesmo o simples mas belo espetáculo da trupe. Além disso, o cineasta faz questão de mostrar cada membro da trupe nas suas posições, ressaltando a alegria <img class="alignleft" src="http://cinemacomrapadura.com.br/imagens/2011/10/o-palhaco-12-615x411.jpg" alt="" width="299" height="200" />que eles sentem de estar ali, mesmo nas funções mais simples, além dos constantes closes nos rostos felizes do público. Só essa primeira cena é de tanta beleza que imediatamente nos ligamos ao filme, pra não desligarmos mais.</p>
<p>Apesar de Selton Mello brilhar no papel principal, é ótimo ver que ele passa longe de roubar o filme pra si com a sua arrebatadora atuação. Todo o elenco faz um belo trabalho, destaque é claro, pra Paulo José, que faz rir e chorar (mesmo!) fazendo dupla com o protagonista e diga-se de passagem, como é bom ver esse grande ator num papel de destaque. E a garotinha, Larissa Manoela, uma revelação (sua cena no final do filme é uma das mais lindas que vi no cinema esse ano). Os personagens são tipos simples (o cara mais atrapalhado, o mulherengo, a mãezona&#8230;) mas que conseguem encantar e conquistar facilmente o espectador, tanto pela simplicidade já citada quanto pela delicadeza e sinceridade das interpretações. E o que dizer das participações especiais de nomes tão queridos pelos brasileiros, como Ferrugem (&#8220;Brincadeirinha moço&#8230;&#8221;) e Moacyr Franco, este último rendendo um dos melhores e mais engraçados momentos do filme.</p>
<p>Em aspectos técnicos, <em>O Palhaço</em> é primoroso. A fotografia é incrível, especialmente no segundo ato, que é quando o filme ganha um clima de <em>road movie</em> e não perdem a chance de beneficiar cada lugar por onde Benjamin passa. E a direção de arte é impressionante, conseguindo nos mergulhar na época do filme sem que isso precise ser esfregado na nossa cara. O roteiro consegue equilibrar perfeitamente o drama e a comédia, o caminho percorrido por Benjamin, com suas dúvidas e incertezas sobre o que faz e o que deve fazer, em momento algum soa forçado (alias, poucas vezes me identifiquei tanto com um filme em toda minha vida por isso) e a metáfora da história toda (o ventilador) é inteligente e muito bem amarrada, tendo uma bela solução, mas o que vale no filme mesmo é o respeito e o carinho pela cultura circense e toda a sua magia que, com tão pouco consegue encantar tanto.</p>
<p>Num ano que nos apresentou blockbusters que na sua maioria (salvo pouquíssimas exceções) eram mega-produções inchadas mas vazias ou filmes que por melhores que fossem soavam um pouco pretensiosos demais, <em>O Palhaço</em> veio munido apenas de uma boa história e bons atores, porque são esses elementos, mais do que qualquer outro, que vão ter que nos conquistar,  afinal, assim como o circo não funciona sem o palhaço e a música, um filme não vale nada sem uma boa história a se contar e bons atores para nos fazer acreditar nela. E tal como um circo mambembe, é com pouco que o filme de Selton Mello consegue fazer rir, chorar e proporcionar toda a maravilha que é ir ao cinema.</p>
<p>Afinal de contas, o gato bebe leite, o rato come queijo&#8230; e eu tenho orgulho em dizer que o melhor filme de 2011 até agora, é brasileiro.</p>
<p><strong>Nota:</strong> 10</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1746/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1746&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Marcelo Silva</media:title>
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		<title>Filmes: Lanterna Verde (2011)</title>
		<link>http://comentandocinema.wordpress.com/2011/09/03/filmes-lanterna-verde-2011/</link>
		<comments>http://comentandocinema.wordpress.com/2011/09/03/filmes-lanterna-verde-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 13:03:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Critícas]]></category>

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		<description><![CDATA[Gênero: Ação Duração: 104min Origem: EUA Direção: Martin Campbell Roteiro: Greg Berlanti, Michael Green, Marc Guggenheim Produção: Greg Berlanti , Donald De Line A DC não deu a mesma sorte que a Marvel no cinema. Na última década, eles experimentaram &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/09/03/filmes-lanterna-verde-2011/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1712&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1724" title="poster-nacional-10mai2011" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/09/poster-nacional-10mai2011.jpg?w=301&#038;h=442" alt="" width="301" height="442" /></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Gênero:</strong> Ação<br />
<strong>Duração:</strong> 104min<br />
<strong>Origem:</strong> EUA<br />
<strong>Direção:</strong> Martin Campbell<br />
<strong>Roteiro:</strong> Greg Berlanti, Michael Green, Marc Guggenheim<br />
<strong>Produção:</strong> Greg Berlanti , Donald De Line</p>
<p style="text-align:left;">A DC não deu a mesma sorte que a Marvel no cinema. Na última década, eles experimentaram uma tentativa frustrada em trazer o Superman de volta e foram responsáveis por um dos piores filmes da história (<em>Mulher-Gato</em>). Seu único acerto &#8211; GRANDE acerto, pelo menos &#8211; foi com Batman, que teve seu ressurgimento conduzido magistralmente por Christopher Nolan. Agora, antes tarde do que nunca, a DC finalmente traz outro grande herói (que já está merecendo um filme há tempos, diga-se de passagem) aos cinemas.</p>
<p>E <em>Lanterna Verde</em> passa bem longe de ser um filme tão bom quanto o do Cavaleiro das Trevas, mas ainda consegue passar como diversão inofensiva, mesmo cometendo um pecado tão mortal quanto tornar o protagonista uma das coisas mais desinteressantes do filme inteiro (entre outros pecados inofensivos).</p>
<p style="text-align:left;"><span id="more-1712"></span></p>
<p>O Lanterna Verde não é um personagem fácil de se levar para os cinemas. Apesar de merecer um filme há tempos, ele é um super-herói galáctico, sendo que Hal Jordan, o alter-ego do herói no filme, é só um, de milhares de Lanternas Verdes espalhados por uma infinidade de galáxias. Um mundo complexo para se explicar em apenas um filme. E um dos motivos<img class="alignright size-large wp-image-1726" title="Lanterna-Verde-03Jun2011-11" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/09/lanterna-verde-03jun2011-11.jpg?w=294&#038;h=126" alt="" width="294" height="126" /> do personagem ter ganhado uma adaptação tão cheia de pontos fracos no cinema é exatamente o seu próprio universo.</p>
<p>Se tratando da importância da tropa dos Lanternas, seu planeta, os Guardiões e tudo relacionado a rica mitologia do herói, o filme é bem eficiente. O planeta Oa, lar dos patrulheiros das galáxias é mostrado de uma forma incrível e a quantidade de Lanternas Verdes mostrados no filme, nos momentos em que os heróis se reúnem no planeta, é simplesmente impressionante, mostrando que houve certo cuidado e respeito com os fãs nesses aspectos. Os mais aficcionados provavelmente vão reconhecer boa parte da infinidade de seres que surgem na tela. Além disso, o destaque dado a outros heróis da tropa, como o grande Kilowog e Tomar-Re foi um grande acerto.</p>
<p>No entanto, como um filme de origens, onde a prioridade é apresentar e desenvolver o herói, ele é um tanto fraco. Hal Jordan é um personagem mal desenvolvido. Sabe-se pouco dele, sua família por exemplo, aparece uma única vez numa cena que no fim das contas, acaba sendo completamente irrelevante (porque por mais que ainda mostrem que ele é próximo do sobrinho, o garoto nunca mais é citado e os outros membros da família sequer são lembrados também). Além disso, seus medos não fazem sentido &#8211; ele tem medo do que aconteceu com o pai dele, mas ao mesmo tempo é um piloto de avião que gosta de se arriscar nas alturas &#8211; e é bem difícil pegar simpatia por um personagem tão arrogante e que tenta se fazer de engraçado. Sim, a versão cinematográfica de Tony Stark em <em>Homem de Ferro</em> é assim mas bem&#8230; Ryan Reynolds não é Robert Downey Jr. não é mesmo?</p>
<p>E alias, Ryan Reynolds é, de longe, o mais fraco em cena. Apesar de ter um inegável carisma, sua atuação é um tanto regular e isso acaba sendo o elemento que fecha um erro fatal:  todos esses problemas tornam o protagonista do filme alguém absurdamente desinteressante. Todos os outros personagens principais do filme (fora seu par romântico, do qual já falarei) são muito mais interessantes ou divertidos. Até mesmo o amigo do protagonista (o clássico side-kick engraçadinho) desperta mais simpatia no espectador do que Jordan.</p>
<p>Mas o destaque (não só pelos personagens serem bons, mas porque eles realmente ofuscam o protagonista) fica por conta de Hector Hammond e Sinestro, interpretados respectivamente por Peter Saarsgard e Mark Strong. Hammond é um personagem excelente, interpretado de modo primoroso por Saarsgard e é uma tremenda injustiça ele aparecer tão pouco para dar lugar ao vilão principal, a gigantesca (e aborrecida) entidade Parallax. Enquanto isso, Sinestro tem mais espaço no filme e, além de Strong estar com um visual <img class="alignleft size-large wp-image-1725" title="G" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/09/glt2-00006.jpg?w=294&#038;h=126" alt="" width="294" height="126" />absolutamente idêntico ao Sinestro dos quadrinhos (um trabalho fantástico de maquiagem), ele está excepcional, conseguindo mostrar e expressar com grande eficiência a ambiguidade nas atitudes do personagem, além de sua determinação, como se visse na missão de ser um Lanterna uma importância que nenhum outro ali vê. No fim, fiquei com a impressão de que a apresentação de Sinestro &#8211; que nos quadrinhos se torna o arqui-inimigo do Lanterna Verde &#8211; acaba sendo muito melhor do que a de Hal Jordan, já que achei o primeiro muito mais interessante do que o protagonista.</p>
<p>Quanto ao par romântico do herói, digamos que se tratando de romances em filmes de HQ, Hollywood falhou miseravelmente esse ano. Depois do romance sem sentido entre Chris Hemsworth e Natalie Portman em <em>Thor</em> e o outro com um bom desenvolvimento, mas nenhuma química, entre Chris Evans e Hayley Atwell em <em>Capitão América</em>, o casal formado por Ryan Reynolds e Blake Lively em <em>Lanterna Verde</em> acaba sendo provavelmente o pior desses três. Além dos dois não terem nenhuma química, Lively atua de forma extremamente limitada e apesar dela de fato não ser lá muita coisa como atriz, não dá para culpá-la completamente pela sua limitação, já que até o anel do super-herói tem um melhor desenvolvimento que ela, que parece estar lá só para beijar o herói no final.</p>
<p>Com tantos problemas, fica óbvio o que acaba valendo a pena no filme: os efeitos visuais são realmente impressionantes, o já citado planeta Oa está incrível, as criaturas  são convincentes (com exceção talvez de Parallax, um grande equívoco como principal vilão do filme, além de bizarro, é um vilão meio desatualizado, já que não tem personalidade nenhuma, é apenas &#8220;mau&#8221; e, num mundo que foi apresentado a alguém como o Coringa há três anos atrás, isso é sério), <img class="alignright size-large wp-image-1727" title="G" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/09/glt2-00124.jpg?w=294&#038;h=126" alt="" width="294" height="126" />assim como as criações do Lanterna com seu anel (Claro que serem convincentes não muda o fato de que algumas são um tanto estúpidas. A pista de corrida, como o próprio filme acaba ressaltando, foi difícil de engolir). E as cenas de ação &#8211; inclusive a do clímax &#8211; são bem eficientes, algo que se explica com o responsável pela direção, Martin Campbell, que sempre fez um ótimo trabalho em filmes do gênero (é ele o diretor do excelente <em>007 &#8211; Cassino Royale</em>). Mas já não é de hoje que sabemos que efeitos visuais e cenas de ação não fazem um filme. E o público já mostrou que pouco a pouco, não está mais se deixando enganar por isso: <em>Lanterna Verde</em> foi um fracasso retumbante nas bilheterias americanas.</p>
<p>Nos últimos anos, os filmes de HQ conseguiram mostrar todo o potencial que podem ter como Cinema e evoluíram muito. <em>Lanterna Verde</em>, no entanto, soa como um retrocesso, um filme de super-herói que sim, consegue divertir, mas além de ter vários problemas de alguns dos primeiros filmes de super-heróis da década passada, é aquela velha &#8220;diversão a curto prazo&#8221;, uma hora depois da sessão, isso tudo passou e os problemas do filme vão ficando evidentes. Só funciona bem se você for no cinema sem intenção nenhuma com os amigos ou com um gigantesco balde de pipocas à sua frente. Mas se tratando de um filme do gênero que demorou, mas enfim conseguiu ganhar respeito em Hollywood, isso é um pouco inaceitável&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 6</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1712/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1712&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Marcelo Silva</media:title>
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		<title>Filmes: O Rei Leão 3D (1994/2011)</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 19:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Critícas]]></category>

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		<description><![CDATA[Gênero: Animação Duração: 89min Origem: EUA Direção: Roger Allers, Rob Minkoff Roteiro: Irene Mecchi, Jonathan Roberts Produção: Don Hahn O Rei Leão foi um marco para o Cinema, com uma história envolvente, personagens cativantes e técnicas inovadoras que deram um &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/08/30/filmes-o-rei-leao-3d-19942011/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1697&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/08/reileao3d_cartaz_011-615x916.jpg"><img class=" wp-image-1700 aligncenter" title="reileao3D_cartaz_011-615x916" src="http://comentandocinema.files.wordpress.com/2011/08/reileao3d_cartaz_011-615x916.jpg?w=262&#038;h=389" alt="" width="262" height="389" /></a></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Gênero:</strong> Animação<br />
<strong>Duração:</strong> 89min<br />
<strong>Origem:</strong> EUA<br />
<strong>Direção:</strong> Roger Allers, Rob Minkoff<br />
<strong>Roteiro:</strong> Irene Mecchi, Jonathan Roberts<br />
<strong>Produção:</strong> Don Hahn</p>
<p><em>O Rei Leão</em> foi um marco para o Cinema, com uma história envolvente, personagens cativantes e técnicas inovadoras que deram um aspecto único para a animação. E agora, ele retorna aos cinemas pela terceira vez (houve um relançamento exclusivo em IMAX nos EUA em 2002), desta vez, convertido em 3D. Mas no fim das contas, os efeitos tridimensionais pouco importam (e podem passar quase que completamente despercebidos por olhos mais distraídos): <em>Rei Leão</em> nos cinemas é o espetáculo sendo visto do modo que ele foi feito pra ver. E traz toda a magia que uma animação pode proporcionar ao espectador, sendo assim, uma oportunidade única e imperdível pra quem (como eu) não teve a chance de conferir o filme no seu lançamento.</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>ATENÇÃO: Ok, foi imposssível segurar, portanto, o texto contém alguns spoilers do filme. Mas convenhamos que é meio complicado NUNCA ter visto <em>O Rei Leão</em> até hoje, hehe&#8230; Mas enfim, não custa nada avisar.</strong></span></p>
<p><span id="more-1697"></span>Antes de mais nada, preciso ser sincero e deixar algumas coisas claras: existe um certo valor emocional da minha parte com <em>O Rei Leão</em>. Foi o grande filme da minha infância, daquele que o VHS quase estourou de tanto que eu assisti. No entanto, também devo dizer que muitos filmes que vi quando criança, quando parei para rever depois de vários anos, tive impressões completamente diferentes (para pior). E foi exatamente por isso que rever <em>Rei Leão</em> nos cinemas foi uma experiência tão incrível: se eu adorava o filme quando criança, agora continuo adorando e achando-o fantástico por ainda mais razões além daquelas que eu sempre tive. Houveram diversas impressões diferentes e todas elas conseguiram enriquecer ainda mais a animação.</p>
<p>Começando pela cena inicial, ao som da mais bela canção do filme (sim, acho Circle of Life muito mais bonita do que Can You Feel The Love Tonight) e que já causa o grande primeiro impacto no espectador. Quem esperava a música imponente e a cena tão absurdamente grandiosa, dando um tom verdadeiramente épico a uma (até aquele momento) simples animação da Disney? A cerimônia de batismo e apresentação de Simba ao reino dos animais é emocionante e já ressalta, logo de cara, muitas das coisas incríveis que o estúdio conseguiu realizar nessa animação e, a princípio é até difícil <img class="alignleft" src="http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/img/977-2008-02-28-17:42:01_5.jpg" alt="" width="292" height="174" />imaginar que o resto do filme consiga chegar ao nível só dessa cena de abertura.</p>
<p>Uma das melhores coisas de rever o filme nos cinemas agora é exatamente isso, poder perceber coisas que antes, não faziam muita diferença para mim (afinal, o que importa numa animação para a criança é a diversão, acima de tudo), dando a chance a mim e a tantos outros que tem o filme na memória de aproveitarem completamente ele como nunca antes. Como disse antes, essa primeira cena só dá uma amostra de como <em>O Rei Leão</em> é uma animação tecnicamente perfeita.</p>
<p>A fotografia é fantástica, com uma paleta de cores impressionante para retratar as savanas africanas e muito bem usadas principalmente nos números musicais (O Que Eu Quero Mais É Ser Rei é quase uma obra de arte) e planos incríveis desse belo cenário. Além disso, a direção de arte é inigualável, de uma competência que até hoje nenhuma animação conseguiu bater (a que mais se aproximou disso, talvez, foi <em>Procurando Nemo</em>) e os efeitos visuais são de encher os olhos (quem se esquece do inacreditável estouro da manada de gnus?). Mas nada disso pareceria tão incrível se não fosse a trilha sonora composta por Hans Zimmer e Elton John. Todas as músicas, desde Circle of Life até Hakuna Matata, são antológicas e inesquecíveis, isso além da trilha<img class="alignright" src="http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/img/977-2008-02-28-17:43:02_9.jpg" alt="" width="292" height="174" /> incidental épica que, sozinha já te coloca dentro do filme. E esses são só alguns dos motivos que tornam <em>Rei Leão</em> tão diferente de todas as outras animações da Disney.</p>
<p>Outro elemento importante é que é o único grande clássico do estúdio concebido a partir de um argumento original (claro que a ideia não surgiu do zero, há diversas inspirações, que vão desde <em>Hamlet</em>, de Shakeaspere &#8211; a mais forte &#8211; poemas africanos e até mesmo a história de José e Moisés na Bíblia), o que o torna ainda mais especial. A história traz diversos valores e ensinamentos universais, que se mantém incrivelmente atuais até hoje. E tudo isso num roteiro simplesmente primoroso e bem elaborado.</p>
<p>A direção de Rob Minkoff e Roger Allers é dinâmica, tem algo acontecendo na tela a cada segundo e o filme não para nunca. As piadas são bem colocadas, Timão e Pumba surgem exatamente num momento em que a história não poderia ficar mais triste. A leveza dos dois personagens, aliado ao seu divertidíssimo número musical (que é a que conta com a genial passagem de tempo da história) levanta o astral do filme no momento certo. Tão bem colocados quanto as piadas são os números musicais, de modo que o filme não faria o menor sentido sem eles. São por esses momentos que o plano de Scar toma forma e o romance de Simba e Nala se desenvolve, por exemplo.</p>
<p>Não bastasse tudo isso, a animação também conta com personagens cativantes e sinceros. Como já foi dito, Timão e Pumba surgem como o perfeito alívio cômico e a grande salvação do protagonista, que vê na vida que os dois levam a única maneira de recomeçar a sua. Rafiki, o carismático e sábio macaco que protagoniza o momento que a animação imortalizou no Cinema, vem como o mentor que traz Simba de volta para sua própria realidade, usando metáforas simples, mas brilhantes para mostrar ao herói de que ele precisa voltar a ser o que foi feito para ser. Enquanto isso, Scar surge como um dos melhores &#8211; senão o melhor &#8211; vilões das animações da Disney. O personagem é mostrado como um completo oposto do irmão Mufasa, desde as óbvias semelhanças físicas (a juba negra, a forma do rosto mais fina, o olhar cínico) até a personalidade. E é interessante ver como ele é mostrado <img class="alignleft" src="http://www.cinemaemcena.com.br/filmes/724/fotos/lionking_17.jpg" alt="" width="302" height="174" />apenas nas sombras até o seu grande ato de maldade, exatamente como um leão se preparando para atacar.</p>
<p>Mas o que mais encanta em <em>O Rei Leão</em> até hoje, acima de tudo isso, é ver como o filme é sincero. O espetáculo ali acontece naturalmente, é espantoso ver como uma animação tradicional consegue ter algo que nenhuma animação atual &#8211; por mais impressionantes que sejam visualmente &#8211; tem. Os valores morais, a belíssima relação entre pai e filho de Mufasa e Simba (expressada principalmente num momento em que os dois brincam após uma séria conversa, uma cena bonita que fica comovente quando já se sabe o que vai acontecer logo depois), a dificuldade de lidar com a perda de alguém que era tudo na sua vida &#8211; mostrar isso, alias, foi um ato corajoso da Disney, que nunca tinha matado um personagem tão importante de modo tão cruel desde <em>Bambi</em> &#8211; nada disso cai na cafonice, tudo é mostrado de uma maneira bonita e natural.</p>
<p><em>O Rei Leão</em> é &#8211; e provavelmente sempre será &#8211; a maior realização da história da Disney na animação. Incrível ver como todos os fatores do filme (direção, roteiro, fotografia, trilha sonora e etc.) funcionaram de modo tão perfeito e se complementam tão bem. E quase 20 anos após seu lançamento, ela ainda soa tão atual que se eu não a conhecesse tão bem, poderia dizer que é a mais nova animação da Disney sendo lançada nos cinemas em 3D. É assim agora e vai ser assim daqui a mais 20 anos. Porque, no fim das contas, o nome soa perfeitamente apropriado. <em>O Rei Leão</em> se imortalizou no Cinema e é por divertir e provocar emoções tão distintas com uma história tão sincera, é que ele sempre será o soberano da animação.</p>
<p><strong>Nota:</strong> 10</p>
<p><em>P.S.: O 3D é eficiente, do mesmo tipo que a Pixar tem empregado nas suas últimas animações, primando mais pela estética, dando a impressão de profundidade, do que em jogar coisas no espectador. A cena inicial &#8211; única com um efeito mais óbvio, com Zazu fazendo um voo impressionante diante dos olhos do espectador &#8211; e o estouro da manada foram os mais beneficiados com a terceira dimensão. Mas sinceramente, o 3D é só um elemento de luxo no conjunto da obra e não tem a mínima importância. Mas foi válido.</em></p>
<p><em>P.S.²: A dublagem brasileira é simplesmente perfeita. Incrível como todas as vozes caíram perfeitamente nos personagens. E as adaptações das músicas também ficaram impecáveis.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/comentandocinema.wordpress.com/1697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/comentandocinema.wordpress.com/1697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/comentandocinema.wordpress.com/1697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/comentandocinema.wordpress.com/1697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/comentandocinema.wordpress.com/1697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/comentandocinema.wordpress.com/1697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/comentandocinema.wordpress.com/1697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/comentandocinema.wordpress.com/1697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/comentandocinema.wordpress.com/1697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/comentandocinema.wordpress.com/1697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/comentandocinema.wordpress.com/1697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/comentandocinema.wordpress.com/1697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/comentandocinema.wordpress.com/1697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/comentandocinema.wordpress.com/1697/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1697&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Filmes: Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador (2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 19:31:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Critícas]]></category>

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		<description><![CDATA[Gênero: Ação &#8211; Aventura Duração: 125min Origem: EUA Direção: Joe Johnston Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely Produção: Kevin Feige Já faz algum tempo que a Marvel se encontra absolutamente obcecada com Os Vingadores. Se o super-grupo ganhou só uma menção &#8230; <a href="http://comentandocinema.wordpress.com/2011/08/19/filmes-capitao-america-o-primeiro-vingador-2011/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=comentandocinema.wordpress.com&amp;blog=3025734&amp;post=1677&amp;subd=comentandocinema&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.omelete.com.br/images/galerias/capitao-america/Poster-15Jul2011.jpg" alt="" width="297" height="463" /></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Gênero:</strong> Ação &#8211; Aventura<br />
<strong>Duração:</strong> 125min<br />
<strong>Origem:</strong> EUA<br />
<strong>Direção</strong>: Joe Johnston<br />
<strong>Roteiro:</strong> Christopher Markus, Stephen McFeely<br />
<strong>Produção:</strong> Kevin Feige</p>
<p>Já faz algum tempo que a Marvel se encontra absolutamente obcecada com Os Vingadores. Se o super-grupo ganhou só uma menção no pós-créditos de Homem de Ferro (o primeiro do grupo a ir para as telonas), em Thor essa obsessão foi uma das principais razões do filme não ter ficado tão bom quanto deveria, com a história do Deus do Trovão sendo deixada de lado só para organizar as bases desse projeto. Por isso, fiquei com certo receio por Capitão América, afinal, se em Thor teve mais S.H.I.E.L.D. do que Asgard, imagine no filme do líder dos Vingadores&#8230;</p>
<p>Ledo engano. <em>Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</em>, surpreende e deixa os planos para Os Vingadores um pouco de lado, se importando em mostrar a história do rapaz corajoso que vira o patriótico super-herói que defende os EUA na 2ª Guerra Mundial. Tudo isso resgatando um irresistível clima de aventura daquelas que não se fazem mais.</p>
<p><span id="more-1677"></span></p>
<p>Devo dizer que de todos os heróis da Marvel, o Capitão América era um dos que eu menos gostava. Por ser um herói puramente americano, incorruptível e perfeitinho, para mim ia contra a ideia dos outros heróis da Marvel (salvo os X-Men), humanos que de repente se veem numa situação extraordinária, mas tem defeitos, fraquezas e problemas na vida. Isso foi algo que os tornou personagens universais, com quem o público se identificava (o Homem-Aranha não é meu herói favorito só porque tem uma roupa bacana&#8230;). Mas também devo dizer que pela primeira impressão, acabei criando um certo preconceito com o personagem e nem cheguei a procurar mais nada sobre ele.</p>
<p>Por isso, o primeiro grande acerto de <em>Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</em> é na construção do personagem. Steve Rogers é um rapaz honesto, corajoso e com aquele velho clichê tipicamente americano (mas muito bem-vindo aqui): apesar de fisicamente fraco, ele tem uma grande força interior. Tudo isso é colocado tão firmemente no filme que praticamente te obriga a simpatizar com o personagem e de fato, consegue. E a partir do momento em que o espectador consegue se importar com Steve Rogers, fica difícil não torcer pelo herói depois. Claro que por mais que o roteiro construa o personagem de forma eficiente, se o ator não for bom, o esforço todo é inútil. Mas para minha imensa surpresa, Chris Evans, que sempre considerei um ator fraquíssimo (vide Tocha Humana em <em>Quarteto Fantástico</em>), faz um trabalho <img class="alignleft" src="http://www.omelete.com.br/images/galerias/capitao-america/Capitao-America-13Jul2011_13.jpg" alt="" width="234" height="155" />excepcional como Capitão América, conseguindo ganhar a simpatia do espectador rapidamente. Bem, talvez isso se dê pelo fato de que em todo o primeiro ato o vemos como o rapaz pequeno e frágil (um trabalho impressionante de efeitos visuais, vale dizer), mas sua atuação é realmente boa.</p>
<p>Não é só Evans que está confortável no seu papel. Hugo Weaving parece se divertir como o Caveira Vermelha, interpretando o vilão de uma maneira que lembra muito os vilões das aventuras de antigamente. Álias, esse sentimento de nostalgia permeia o filme inteiro. Algo explicado quando vemos os trabalhos anteriores do diretor Joe Johnston: é ele o responsável por alguns clássicos da Sessão da Tarde, como<em> Jumanji</em> e <em>Querida, Encolhi as Crianças</em>. Não a toa, esse clima que não se vê mais no cinema atualmente domina o filme. E Johnston conduz muito bem a história, o filme não para um segundo, os personagens são bem desenvolvidos e sempre tem algo acontecendo. As cenas de ação, apesar de conseguirem empolgar, só ficam devendo um pouco pelo contexto em que estão inseridas: para um filme que se passa no meio da Segunda Guerra, ficou faltando um tom mais grandioso, mas nada que prejudique.</p>
<p>Para a diversão dos fãs de HQs (leia: nerds), há referências divertidas e muito bem colocadas. Johnston homenageia a clássica capa da primeira edição da HQ do Capitão (em que ele aparece socando Hitler), conhecemos o pai de Tony Stark, temos uma inesperada aparição de um super-herói &#8211; bem old-school, diga-se de passagem<img class="alignright" src="http://www.omelete.com.br/images/galerias/capitao-america/10Jul2011_12.jpg" alt="" width="266" height="177" /> &#8211; na Stark Expo, além das óbvias ligações com <em>Thor</em>, envolvendo o Cubo Cósmico, artefato que é a grande ambição do Caveira Vermelha.</p>
<p>A fotografia é excelente (e outra referência a aventuras antigas) e o filme conta com uma impecável direção de arte que recria de modo maravilhoso os anos 40 e efeitos visuais eficientes e ao mesmo tempo sem muita complexidade. Mas o maior mérito de <em>Capitão América</em> foi mesmo dar todo o foco no seu protagonista: o maior perigo desse filme era o resultado final passar a mesma intenção com a qual as HQs do personagem foram criadas, que era apenas ser um símbolo dos EUA na guerra. O filme brinca com isso (a sequência em que o herói é usado como garoto-propaganda, com a música e os teatrinhos bobos, é bem divertida), mas Johnston é cuidadoso em não transformar tudo num festival de patriotismo, conseguindo, com grande competência, fazer qualquer um no mundo ver o Capitão América além de um simples herói americano.</p>
<p>Divertido, enérgico e com uma história excelente e muito bem contada, <em>Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</em> só vai dar espaço de fato aos Vingadores na sua cena final, que dá o toque que faltava para a mega-produção da Marvel e termina sendo uma grata surpresa e, de longe, a melhor produção do estúdio desde <em>Homem de Ferro</em>. Agora, só resta conferir se esses quatro anos de preparação (desde 2008, com o primeiro filme da Marvel como um estúdio) realmente vão valer a pena para o que está prometendo ser o maior filme de super-heróis do Cinema até então&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 9</p>
<p><em>P.S.: Assim como em todos os filmes do estúdio, tem coisa depois dos créditos. Sim, eu estou dizendo &#8220;coisa&#8221; e não &#8220;cena&#8221;, porque a surpresa no pós-créditos de </em>Capitão América<em> é nada mais nada menos que o teaser trailer de </em>Os Vingadores<em>!</em></p>
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			<media:title type="html">Marcelo Silva</media:title>
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