Gênero: Drama/Ação/Ficção Científica Duração: 158min Origem: EUA Direção: Roland Emmerich Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser Produção: Roland Emmerich, Larry J. Franco
O cabalístico ano de 2012 anda botando medo nas pessoas faz tempo. Portanto, foi uma jogada de mestre usá-lo para fazer o filme-catástrofe definitivo. Em 2012, Emmerich junta todos os elementos bons e ruins dos filmes-catástrofe, o que resulta num filme que é exatamente o que eu já esperava (ou quase isso).
Cenas de destruição espetaculares e efeitos visuais perfeitos no meio de 2h30 com uma infinidade de clichês, cenas bobas e outras desnecessárias. Mas tive algumas surpresas: a história não é tão inútil quanto eu pensava que fosse ser e até consegui me envolver com o filme, torcendo pelos personagens – mesmo sabendo como aquilo iria terminar – mas no fim das contas… acabei gostando.
A ideia de Quentin Tarantino dirigindo um filme com a Segunda Guerra Mundial de cenário parecia surreal. Boa demais para ser verdade. Afinal, estamos falando do diretor que retrata a violência de um modo como poucos tem coragem de retratar. Portanto, um filme de guerra vindo dele não tinha como dar errado. E que bom que estavamos certos pensando assim. Bastardos Inglórios, projeto que o diretor adiou por tantos anos finalmente ganhou vida e para nossa felicidade, não apenas atende as expectativas como é um dos melhores filmes do ano e um dos melhores da carreira do cineasta.
Gênero: Drama – Policial Duração: 140 min Origem: EUA Direção: Michael Mann Roteiro: Michael Mann, Ann Biderman Produção: Michael Mann, Kevin Misher
Diretor de ótimos filmes com cenas antológicas (nem todas envolvendo tiros, vide a inesquecível conversa no café em Fogo Contra Fogo), Michael Mann faz o que sabe fazer melhor em Inimigos Públicos: há o confronto de lados opostos da lei representado por dois homens – aqui, Johnny Depp e Christian Bale – tiroteios e perseguições sensacionais, uma direção excepcional e atuações inspiradas do elenco. Apesar de não ter superado minhas expectativas – como eu esperava que fizesse – não tenho o que reclamar: é um grande filme.
Gênero: Aventura – Fantasia Duração: 153 min Origem: EUA – Inglaterra Direção: David Yates Roteiro: Steve Kloves, J.K. Rowling Produção: David Heyman, David Barron
E já são 8 anos de Harry Potter no cinema. Nesse tempo todo, a série cresceu e amadureceu junto com o seu trio de protagonistas e os seus espectadores. Você provavelmente já leu isso em algum lugar. Assim como já deve ter lido que o novo filme “é o mais sombrio da série”. Mas é preciso relevar: são fatos absurdamente evidentes e fica difícil tentar fugir do clichê. Então já solto agora, admitindo o que é e pedindo até desculpas: Harry Potter e o Enigma do Principe é o filme mais sombrio da série. Pode até parecer exagero a primeira vista, já que a franquia nunca foi tão… “adolescente” – isso não foi um elogio – mas comparando com os filmes anteriores, esse chega a ser, em alguns momentos, simplesmente assustador. Consequentemente, como já era de se esperar, é o melhor filme da saga.
Gênero: Ação – Aventura Duração: 147 min Origem: EUA Direção: Michael Bay Roteiro: Ehren Kruger, Alex Kurtzman, Roberto Orci Produção: Lorenzo di Bonaventura
Acreditem, eu estava esperando muito pela continuação de Transformers. Adorei o primeiro, ignorei completamente as criticas e me diverti pra caramba assistindo. Curti os efeitos incríveis e as sequências de ação sensacionais. Portanto, estava com expectativas altas para essa nova aventura dos Autobots, afinal, já manda a cartilha de Hollywood: a continuação de um filme de ação sempre deve ter tudo o que foi bom no primeiro filme em dobro e muito mais.
Bom… não é bem isso que acontece aqui. Sim, muita coisa foi aumentada, como o número de robôs por exemplo. Mas também aumentaram as cenas inúteis, os dialogos toscos e pior: a duração do filme, que tem absurdas 2h30 que custam a passar. É um filme com o selo Michael Bay de qualidade. Não, não foi um elogio.
Gênero: Ficção Científica Duração: 130 min Origem: EUA – Reino Unido Direção: McG Roteiro: Michael Ferris, John Brancato Produção: Derek Anderson, Moritz Borman, Victor Kubicek, McG, Jeffrey Silver
Foi James Cameron, o diretor do maior filme de todos os tempos (Titanic, pra quem não pegou), que criou o futuro pós-apocalíptico e toda a intrincada mitologia de O Exterminador do Futuro. Começou em 1984, teve uma sequência maior e absurdamente melhor em 1991 e todas as coisas fantásticas que tínhamos visto foram jogadas no ralo em 2003, com o péssimo terceiro filme. Depois desse desastre, a franquia parecia esquecida, até ganhar um gás em 2008 com a estreia da série Terminator: The Sarah Connor Chronicles e ter um novo filme confirmado para esse ano.
E apesar do medo dos fãs – compreensível, afinal, a série não contaria com Schwazenegger pela primeira vez e o diretor era o medíocre McG – O Exterminador do Futuro – A Salvação consegue ser superior ao filme anterior, com uma parte técnica impecável, cenas de ação muito boas e uma aparição para fazer qualquer um dar um suspiro nostálgico. Se é bom? Bem… isso é outra coisa…
Gênero: Ficção Científica Duração: 126 min Origem: EUA Direção: J.J. Abrams Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci Produção: J.J. Abrams, Damon Lindelof, Bryan Burk, Alex Kurtzman, Roberto Orci
Já começo avisando: eu sou um leigo em Star Trek. Nunca vi nenhuma das séries, nunca conferi os filmes nem nada relacionado. Claro, conhecia frases como “Vida longa e próspera”, “Audaciosamente, indo onde nenhum homem jamais esteve”, coisas como “Kobayashi Maru” – isso foi graças a Friends – além do icônico sinal de Spock, mas nada além dessas referências que ficaram marcadas na cultura pop.
Portanto, vi o filme sem me preocupar com linhas de tempo, personagens que deviam ou não aparecer e coisas do tipo. Saí do cinema com um largo sorriso no rosto: Star Trek é mais do que o “filme legal” que eu esperava: é uma aventura sensacional, como não se via há muito tempo, vale dizer. Combinando ação, humor e ficção-científica, J.J. Abrams acertou em cheio, agradando a trekkers – fãs de Star Trek - da velha guarda e criando novos fãs.
Gênero: Ação Duração: 97 min Origem: EUA Direção: Gavin Hood Roteiro: David Benioff Produção: Avi Arad, Hugh Jackman, Lauren Shuller Donner, John Palermo
Quando dois grandes heróis se encontram nas HQs, não importa se eles estão do mesmo lado, não importa se lutam pelas mesmas coisas: sempre tem pancadaria entre os dois. Depois de páginas e páginas de luta, os dois resolvem conversar. Certo, isso nos quadrinhos fica legal e todo mundo adora. No cinema, isso é prova de um roteiro preguiçoso e vejam só, lutas sem motivo aparente aparecem a todo momento em X-Men Origens: Wolverine, primeiro – de vários, caso esse dê certo – filme-solo de personagens mutantes no cinema. E esse não é o único problema. Aparentemente, esqueceram que é preciso mais do que explosões grandiosas e toneladas de efeitos especiais para sustentar um filme, por exemplo. Uma pena, pois sinceramente, via muito potencial aqui…
Gênero: Ação – Aventura Duração: 89 min Origem: EUA Direção: James Wong Roteiro: Ben Ramsey Produção: Stephen Chow
Seria cômico se não fosse trágico. A adaptação do famoso mangá e animê de Akira Toriyama não é apenas ruim. É na verdade, um dos maiores desastres que o cinema já produziu. Com um elenco sem quimíca nem carisma – até o melhor ator ali não se sai bem – um roteiro vergonhoso, com díalogos estúpidos e erros para dar e vender e uma péssima direção, Dragonball Evolution é tudo o que a maioria das pessoas esperava: um péssimo filme. Para mim, que gostava do animê, conseguiu ser ainda pior.
E a Warner divulgou o trailer final do seu grande blockbuster desse ano, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”. Confira abaixo, o trailer legendado:
Como fã de Harry Potter que sou, fiquei completamente enlouquecido. Que trailer sensacional!! Para deixar qualquer um roendo as unhas. No que depender dessa prévia, “O Enigma do Príncipe” tem tudo para ser o melhor da série.
Gênero: Ação – Drama Duração: 163 min Origem: EUA Direção: Zack Snyder Roteiro: David Hayter, Alex Tse Produção: Lawrence Gordon, Deborah Snyder, Lloyd Levin, Herb Gains
Enfim, temos o primeiro comentário de um filme lançado oficialmente em 2009. E começamos bem, com a aguardadissima adaptação da obra-prima de Alan Moore e Dave Gibbons, Watchmen. Vinte anos de espera, muitos boatos, brigas judiciais, troca de diretores e no fim, o filme acabou caindo nas mãos de Zack Snyder, fã declarado de HQs e que já tinha feito uma adaptação antes, no caso, se tratava de 300, baseado na obra de Frank Miller. Com isso, ficam as perguntas: será que o filme foi lançado na hora certa? Será que o diretor precisava de mais experiência? E claro, a pergunta que todo fã quer saber a resposta: será que o filme é fiel a HQ? Felizmente, posso responder que “sim” na última pergunta, já as outras duas… veremos.
Gênero: Ação – Comédia Duração: 88 min Origem: EUA Direção: Mark Osborne, John Stevenson Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger Produção: Melissa Cobb
Enquanto a Pixar sempre tenta revolucionar o mundo da animação a cada ano, criando um mundo de carros, colocando ratos pra cozinhar e um robô que só emite bipes, sozinho na Terra, a Dreamworks segue o ditado “Em time que está ganhando, não se mexe”. Nem todas são uns primores, mas a maioria das animações do estúdio sempre divertem crianças e adultos, cheias de referências pop, músicas bacanas e personagens carismáticos que caem na graça do público (ok, a Pixar também tem esse último). Aqui, temos um gordo e preguiçoso panda.
E é um melhor que o outro! Primeiro, o filme que mais aguardo em 2009, baseado na melhor HQ de todos os tempos, Watchmen. E depois, outro filme que estou na expectativa, adaptado de um livro que sou fã, Harry Potter e o Enigma do Principe. Confira os trailers:
Watchmen
Simplesmente incrível. Apesar de não ter gostado muito da música que toca mais pra metade do trailer na primeira vez que vi, passei a achar bacana na 350ªvez que esse trailer foi visto. Zack Snyder vai fazer algo 1000x melhor que 300. Quer apostar quanto que será um marco na história das adaptações de HQ?
Harry Potter e o Enigma do Principe
Adoro esse livro, é um dos meus preferidos da série e seria péssimo vê-lo picotado demais, pois considero tudo nele muito importante. Tinha certeza que não daria certo e esse 3ºtrailer me fez quebrar a cara. Me convenci finalmente, de que será sensacional. David Yates tem tudo pra fazer um dos melhores, senão o melhor, filme da franquia.
Gênero: Ação Duração: 106 min Origem: EUA – Reino Unido Direção: Marc Forster Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, Paul Haggis Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson
Claramente inferior ao filme que o precedeu (Casino Royale, confira a critica abaixo), Quantum of Solace é um ótimo filme de ação, mas fica devendo em alguns aspectos importantes, que acabam comprometendo um pouco o resultado final. Claro, Daniel Craig ainda é ótimo no papel principal e as cenas de ação são incríveis, mas os defeitos estão óbvios demais para serem ignorados.
Gênero: Ação Duração: 154 min Origem: EUA – Reino Unido Direção: Martin Campbell Roteiro: Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade Produção: Barbara Broccoli, Anthony Waye, Michael G. Wilson
Antes de 2006, nossos últimos encontros com James Bond foram numa série de pataquadas bizarras que iam de vilões que não sentiam dor (!), passando por ondas gigantes enfrentadas pelo agente secreto (!!) e até um carro invisível (!!!). Estava na hora de mudar e colocar a casa em ordem. Pois em 2006, depois de 5 filmes, Pierce Brosnan saiu da franquia, dando lugar a Daniel Craig, escolha inusitada que fez todo mundo torcer o nariz. Quando o filme chegou… a surpresa: o personagem estava diferente e Craig, ficou ótimo.